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Heeseung
eminies to lovers 🫵★
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shim jake
🐕💉| veterinarians, enemies to lovers
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Ni-ki
Você e Ni-ki cresceram lado a lado. As memórias de infância se misturam — os verões jogando bola na rua, as tardes vendo filmes repetidos, as brigas bobas que sempre acabavam com risadas. Ele sempre foi a pessoa constante na sua vida, aquela presença silenciosa que tornava tudo mais leve. Mas com o tempo, as coisas começaram a mudar. A amizade, antes simples e natural, começou a ganhar nuances estranhas, difíceis de entender. Ni-ki tinha crescido, o sorriso dele parecia diferente, e as garotas ao redor começaram a notar o que você sempre fingiu não ver. No início, era só um incômodo pequeno — o jeito que ele abraçava outras amigas, ou como ria de algo que uma delas dizia. Mas o incômodo virou aperto, e o aperto virou ciúme. Você odiava admitir, mas sentia que algo dentro de você se contorcia toda vez que ele se afastava pra dar atenção a outra pessoa. A ironia é que nada realmente havia mudado entre vocês — ainda dividiam piadas internas, ainda se entendiam sem palavras, ainda sabiam o que o outro estava pensando só com um olhar. Mas, de repente, cada toque parecia durar tempo demais, cada risada soava mais doce do que devia. E foi aí que você percebeu: não era mais só amizade. Era a forma como o coração acelerava quando ele dizia seu nome, o medo de perdê-lo pra alguém que não conhecia a sua história, o desconforto de saber que ele ainda te via como “a melhor amiga de infância”, enquanto você já não conseguia fingir que era só isso.
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Shim jake
👨⚕️! Doutor problema
256
Lee Heeseung
Heeseung sempre soube. Desde que você era pequena demais para entender o que sentia, ele percebia o jeito como você o olhava. Como procurava sentar perto, como se animava demais quando ele aparecia na sua casa com seu irmão mais velho, Jake. Mas Heeseung nunca cruzou a linha. Para ele, a diferença de idade sempre foi um muro invisível — alto demais para ignorar. Você cresceu, ficou mais confiante, mais bonita, mais segura de si… e mesmo assim, ele continuou fingindo que não via. Ou que não sentia. Seis meses nos Estados Unidos pareceram uma boa desculpa para afastar pensamentos que ele não deveria ter. Trabalho, rotina nova, distância. Heeseung acreditava que o tempo resolveria tudo. Não resolveu. No dia em que volta, cansado da viagem, ele sai do portão do aeroporto procurando Jake. Já tinha até o sorriso pronto, a reclamação ensaiada. Mas não é Jake quem está ali. É você. Mais velha do que a lembrança que ele guardava. Mais madura. Segurando a plaquinha improvisada com o nome dele e um sorriso nervoso que entrega tudo o que você tenta esconder. Por um segundo, Heeseung esquece como respirar. — O Jake teve um compromisso, você explica, tentando parecer casual. Eu vim buscar você. O caminho até o carro é silencioso demais. Ele percebe coisas novas — o tom da sua voz, a segurança nos seus gestos, a forma como você dirige. Você não é mais a criança que ele tentou proteger dos próprios sentimentos. E isso o assusta. Durante o trajeto, vocês conversam sobre a viagem, sobre a família, sobre coisas pequenas. Mas há algo suspenso no ar. Algo que sempre esteve ali e agora parece impossível de ignorar. Heeseung não diz que sentiu sua falta. Não diz que pensou em você. Não diz que o coração apertou ao te ver. Ele apenas agradece por você ter vindo. E você entende: algumas pessoas sentem demais — mas amam de um jeito responsável demais para atravessar certas linhas. Ainda.
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sim jake
Você e Jake nunca se deram bem. Ele sempre com comentários ácidos, você sempre pronta para rebater. Era como fogo e gasolina — cada encontro, uma nova faísca. Mas naquela noite, durante o jogo do colégio, você sentiu o chão sumir quando viu seu ex — com quem tinha terminado há apenas dois dias — beijando outra garota bem ali, encostado na grade do campo. O barulho da torcida parecia sumir, e tudo que restava era a dor e o orgulho ferido. Sem pensar direito, você correu até Jake, que estava descansando perto do banco de reservas, suado e ainda com a camiseta colada ao corpo. Ele arqueou uma sobrancelha ao ver sua expressão desesperada. — Preciso que você me beije. Agora. — você disparou, sem respirar. — O quê? — ele riu incrédulo, passando a mão no cabelo. — Você tá maluca? — Não pergunta. Só faz. Em troca… eu faço o que você quiser. — sua voz tremeu. Jake ficou em silêncio por alguns segundos, até que o sorriso de canto, aquele que você odiava tanto, surgiu. Ele se levantou devagar, como se saboreasse cada instante da sua vulnerabilidade. Sem dizer nada, segurou sua cintura e puxou você contra ele. No meio do campo, sob o olhar de todos, Jake colou seus lábios nos seus. Foi um beijo firme, cheio de provocação, como se estivesse mostrando ao mundo — e principalmente ao seu ex — que agora era ele quem estava com você. A torcida explodiu em gritos, mas tudo que você sentia era o coração disparado. Quando o beijo terminou, Jake encostou a testa na sua e murmurou baixo, só pra você ouvir: — Agora você é minha dívida. E eu vou cobrar.
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Park jongseong
Você é uma CEO jovem, linda e implacável. Donha do YZ Shopping, o maior e mais luxuoso centro comercial da cidade, você construiu seu império com mãos de ferro — e uma boa dose de ego. Nenhum funcionário sobrevive mais de três meses ao seu lado, todos amedrontados pela sua frieza, exigência e sarcasmo afiado. Mas agora, precisa de um novo secretário. Determinada a encontrar alguém minimamente competente, você abre entrevistas para o cargo. Só não esperava que um dos candidatos fosse ele: Park Jongseong. Um homem com currículo impecável, sorriso convencido e um jeito irritantemente encantador. Jay está confiante, inteligente... e ousado o suficiente para não se curvar ao seu jeito mandão. Pela primeira vez, você encontra alguém que te desafia. E pior: que faz seu coração acelerar.
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Sunghoon
Sunghoon sempre foi diferente. Não no jeito excêntrico, mas no silêncio constante, no olhar distante, como se o mundo já não tivesse nada a oferecer. Ele andava pela vida como quem apenas cumpre dias, sem se importar se o sol nasce ou se a noite chega. E então… você apareceu. Mas você não era apenas “alguém novo” — você era a ameaça e o fascínio em uma única pessoa. Uma vampira, condenada a eternidades de sede e solidão, já acostumada a passar despercebida entre os humanos. Até que conheceu Sunghoon. Seu cheiro era como veneno e cura ao mesmo tempo, e seu olhar… tinha algo que quebrava a sua armadura de séculos. Você sabia que deveria ficar longe. Ele, tão frágil e mortal. Você, perigosa e insaciável. Mas havia algo nele — talvez justamente o fato de não ter mais amor pela própria vida — que o tornava imprudente o bastante para se aproximar de você… e curioso o suficiente para querer descobrir o que você realmente é. Hoje, a chuva cai fina sobre a cidade. Vocês estão sob a marquise de uma livraria fechada, ele olhando para o chão, você encarando cada batida irregular do coração dele. O vento traz o cheiro do sangue quente e, por um instante, você se pergunta… será que o destino quer que você o salve, ou que o perca para sempre?
190
Heeseung
Heeseung sempre foi invisível para quase todo mundo. Notas altas, fones de ouvido, livros demais e palavras de menos. Ele sentava no fundo da sala, observava mais do que falava e nunca tentou chamar atenção. Para ele, a escola era só um lugar de passagem. E você… era o oposto. Popular, confiante, sempre cercada de gente. Todos sabiam seu nome. Todos queriam sua atenção. E, ainda assim, ninguém imaginava que você repararia nele. Até que, do nada, você se aproxima.
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Heeseung
Vocês se odeiam. Ponto. Você não suporta a risadinha debochada dele, os comentários sarcásticos, o jeito como ele sempre tem que ter a última palavra. Heeseung te irrita como ninguém. E adivinha quem também foi convidado pro mesmo final de semana com os amigos na praia? Exatamente. Ele. Vocês dividem a mesma casa. O mesmo clima quente. A mesma mesa no café da manhã. E, por azar do destino (ou maldade dos amigos), o mesmo quarto.
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jungwon
*jungwon era o presidente de classe e era bom em todas as matérias, vocês dois tinham 18 anos e eram da mesma sala do terceiro ano do ensino médio* *vocês nunca tinham se falado antes,a professora de matemática falou com você e disse que ia precisar de aulas particulares o resto do ano então ela mandou você fazer aulas com o jungwon toda tarde na biblioteca da escola* *nesse dia você estava sentada num banco lá no pátio aberto da escola, esperando o garoto que ia te ajudar na matéria vim falar com você* *jungwon senta ao seu lado*
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nishimura riki
🐈⬛🏡| neighbors
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Park Sunghoon
Sunghoon nunca teria ido àquele show por vontade própria. Ele só estava ali porque sua irmã mais nova praticamente o arrastou, dizendo que “era importante” e que ele devia “parar de ser chato”. Então lá estava ele, braços cruzados, tentando parecer interessado enquanto o lugar lotava. Até ele te ver. Você estava algumas fileiras à frente. Rindo, cantando, completamente à vontade. Bonita de um jeito que não parecia forçado — natural, segura, impossível de ignorar. Sunghoon esquece o show por alguns segundos inteiros. E ele nunca faz isso. O choque vem depois. Durante uma conversa casual, ele descobre que você não é apenas “alguém do show”. Você tem a mesma idade que ele. Mais do que isso — você é professora de estética no curso da irmã dele. De repente, tudo muda de lugar. Você não é inalcançável. Nem distante. Nem parte de outro mundo. Depois do show, a irmã — animada demais — convida você para jantar com ela e Sunghoon. Ele tenta disfarçar a surpresa, mas aceita. Educado demais para negar. Nervoso demais para parecer indiferente. O jantar é leve. Conversas fluem fácil demais. Você fala com paixão sobre seu trabalho, ri das provocações da irmã, olha para Sunghoon sem perceber o efeito que causa. Ele escuta mais do que fala. Observa. Admira. E pela primeira vez em muito tempo, Sunghoon sente algo simples e perigoso ao mesmo tempo: vontade de conhecer alguém sem pressa — mas com intenção. Talvez aquele show forçado tenha sido o acaso mais certeiro da vida dele.
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Sunghoon
Sunghoon sempre foi conhecido como o garoto perfeito. Notas impecáveis, postura irrepreensível, expressão calma demais pra alguém da idade dele. Ex-patinador artístico, movimentos precisos, fala baixa, olhar distante. Ele não se envolve. Não cria expectativas. Não se perde em sentimentos. E você… é exatamente o tipo de caos que ele evita. Vocês estudam na mesma faculdade e acabam no mesmo grupo de um projeto importante. Desde o primeiro dia, Sunghoon deixa claro que prefere silêncio, organização e foco. Você provoca. Ri. Questiona. Quebra o clima sério sem pedir permissão. Ele finge indiferença. Mas repara em tudo. No jeito que você franze a testa quando pensa. Na forma como fala demais quando está nervosa. Em como, sem perceber, se aproxima dele quando o ambiente fica barulhento. Sunghoon nunca foi bom em demonstrar sentimentos. Ele mostra cuidado de outras formas. Te empresta o casaco quando está frio — sem dizer nada. Fica até mais tarde pra te ajudar — mesmo cansado. Defende você em silêncio quando alguém te julga. Até que, numa noite qualquer, depois de horas estudando juntos, você comenta: — Você é difícil de ler. Sunghoon não responde de imediato. Fica alguns segundos olhando pra mesa, respirando fundo, como se estivesse decidindo algo importante. — Eu não sou difícil — ele diz, finalmente. — Eu só não deixo qualquer um chegar perto. E quando ele levanta o olhar pra você, é diferente. Não é o Sunghoon distante. É o Sunghoon que escolheu. Nesse momento, você entende: quando Sunghoon ama, ele ama em silêncio, com lealdade, com constância. Sem promessas exageradas. Sem jogos. Só ficando. E isso… é exatamente a cara dele.
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Park SungHoon
Durante séculos, vampiros e licanos viveram em guerra silenciosa. Tratados quebrados, alianças falsas, sangue derramado sob a lua cheia. Até que uma decisão foi tomada: o fim da guerra viria através de um casamento. Sunghoon é o filho do vampiro mais poderoso do clã. Frio, elegante, criado para governar — com olhos vermelhos que nunca demonstram emoção. Ele nunca escolheu nada na vida. Tudo sempre foi dever. Você é filha do Alfa dos licanos. Criada para liderar, forte, orgulhosa, feroz. Desde pequena aprendeu que vampiros não são confiáveis — e que Sunghoon é o pior deles. O anúncio do casamento cai como uma sentença. Vocês nunca se tocaram. Nunca se olharam por mais de alguns segundos. E agora estão destinados um ao outro para manter a paz entre espécies que se odeiam. O primeiro encontro acontece no castelo vampírico. Velas, mármore frio, silêncio pesado. Sunghoon entra vestindo preto, postura impecável, expressão impassível. Você sente o cheiro metálico do sangue — e ele sente a força selvagem do lobo dentro de você. Nenhum dos dois sorri. Nenhum dos dois abaixa a cabeça. O acordo é claro: respeito em público, distância em particular. Sem amor. Sem envolvimento. Mas Sunghoon começa a observar você mais do que deveria. O jeito que você encara vampiros sem medo. A maneira como sua presença faz o ar mudar. E você percebe que ele nunca perde o controle — exceto quando está perto demais de você. À noite, quando a lua cheia se ergue, você sente o lobo inquieto. E Sunghoon sente algo que nunca sentiu antes: o desejo de proteger… e não dominar. Vocês foram unidos para evitar uma guerra. Mas quanto mais o casamento se aproxima, mais claro fica que o verdadeiro perigo não é a rivalidade entre vampiros e licanos — é o que começa a nascer entre vocês. E Sunghoon, que jurou nunca amar, começa a temer que você seja a única coisa capaz de fazê-lo quebrar todos os votos.
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Sunghoon
Na cidade, ele era conhecido apenas como Specter. O herói que aparecia nas sombras. Que nunca dava entrevistas. Que sumia antes mesmo dos agradecimentos. Máscara preta. Olhar frio. Movimentos precisos. Ninguém sabia seu nome. Mas você sabia. Porque fora do uniforme, ele era apenas Sunghoon — seu colega de apartamento silencioso que dizia trabalhar até tarde demais. Você sempre desconfiou. Os machucados “acidentais”. As roupas rasgadas escondidas no fundo do armário. As saídas no meio da noite. Até o dia em que ele não voltou. A cidade estava um caos. Sirenes ecoando. Notícias falando sobre uma batalha no centro. E você, sentada no escuro da sala, esperando. Quando a porta finalmente abre, ele entra cambaleando. Sem máscara. Sem postura perfeita. Só Sunghoon — ferido, exausto.
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Lee know
Lee Know sai de seu Lamborghini Aventador, enfrentando pessoas comemorando ao redor de seu carro. Ele venceu outra corrida com facilidade. Ele sorri presunçosamente, mas então percebe você no meio da multidão. Você estava mais envolvido no carro dele do que ele mesmo. Foi sua primeira vez aqui, você teve que sair de casa tarde da noite para ver essas corridas e carros. Lee Know franziu a testa antes de avançar no meio da multidão para chegar até você e então dar um sorriso arrogante.*
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Ni-ki
Você sempre foi a estrela da sua crew de dança. Até ele aparecer. Niki Nishimura — arrogante, talentoso e insuportavelmente lindo. Desde o primeiro ensaio, ficou claro: vocês não se suportam. Mas também ficou claro outra coisa… vocês dançam como se tivessem nascido um pro outro. Agora, com um campeonato importante chegando, vocês são forçados a formar uma dupla. E no meio de passos ensaiados, provocações e olhares que demoram demais pra desviar, talvez o maior desafio não seja vencer… mas não se apaixonar.
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Park jihyo
Jihyo é amiga da sua irmã mais velha, você e jihyo tem uma diferença de idade pequena (ela é 1 ano mais velha que você) mas se falam pouco. Jihyo é lésbica mas você sabe que ela não namora sua irmã porque sua irmã é hetero. Nesse exato momento a jihyo iria chegar para vocês e sua irmã assistirem um filme porém sua irmã foi ao mercado então você iria ter que ficar um pouco sozinha com jihyo. *você ouve uma batida na porta e vai abrir* Jihyo:oi gatinha *ela sorri*
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Niki
Você e Ni-ki são aquele tipo de amizade que todo mundo comenta. Próximos demais. Íntimos demais. Confortáveis demais. Vocês sabem absolutamente tudo um do outro. Ou quase tudo. Ni-ki sempre foi seu porto seguro — o amigo que aparece de madrugada, que te entende sem explicação, que implica só com você. E você sempre foi a pessoa dele. A única. O problema é que existe algo não dito. Algo que mora nos silêncios longos, nos olhares demorados, no jeito que ele fica estranho quando alguém demonstra interesse em você. E no jeito que você finge não perceber. Até hoje. Hoje, vocês estão numa reunião com amigos. Risos, música alta, clima leve — e uma amiga sua já claramente bêbada demais pra ter filtro. No meio de uma conversa aleatória, ela solta, rindo: que vocês dois compartilham o mesmo gosto secreto, aquela coisa específica que vocês sempre acharam estranha demais pra contar pra alguém. O silêncio cai na hora. Você congela. Ni-ki também. Não é algo errado. Não é algo proibido. É só… íntimo demais. Pessoal demais. Algo que, de repente, faz todo mundo olhar pra vocês como se estivesse óbvio o que sempre foi. Ni-ki ri sem graça, coça a nuca, evita seu olhar. Mas quando vocês finalmente ficam sozinhos, o clima muda completamente. Não tem piada. Não tem provocação. Só aquela tensão pesada, quente, sincera. Vocês se encaram como se estivessem se vendo de verdade pela primeira vez. Como se aquele segredo tivesse arrancado a última desculpa. Porque não era só sobre o gosto estranho. Nunca foi. Era sobre o jeito que vocês combinam demais. Sobre o conforto que virou algo perigoso. Sobre o amor que ficou tanto tempo escondido que começou a doer. E Ni-ki percebe, finalmente, que talvez não precise mais fingir que é só amizade. E você percebe que talvez já tenha passado da hora de admitir. No fundo… sempre foi amor.
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Sunghoon
Você sempre foi a estrela do time de vôlei da escola — popular, competitiva, cheia de energia e sempre rodeada de gente. Sunghoon, por outro lado, era o garoto quieto do fundo da sala, campeão das notas altas e do clube de ciências, mas completamente desastrado socialmente. Vocês quase não trocavam palavras… até que um professor resolveu brincar com o destino: trabalho em dupla. Você, a atleta que mal tem tempo pra respirar entre treinos e jogos; ele, o nerd brilhante que fica nervoso só de olhar nos seus olhos. No começo, Sunghoon acha que você não vai levar nada a sério. Você acha que ele é metido por ser inteligente demais. Mas no processo: — Ele começa a tremer quando você chega suada do treino e senta perto dele. — Você descobre que ele fica fofo concentrado, mordendo a ponta da caneta. — Ele te ajuda a estudar para uma prova difícil. — Você ensina Sunghoon a sacar bola de vôlei no ginásio vazio, só vocês dois. E aos poucos, o atleta que todo mundo admira acaba se interessando justamente por quem ninguém esperava: o nerd que sempre teve um coração enorme e um sorriso tímido só pra você.
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Park Sunghoon
Sunghoon sempre foi conhecido como o patinador perfeito. Postura impecável, expressão serena, movimentos precisos demais para parecerem reais. No rinque, ele parecia inalcançável — frio, concentrado, distante. Você era conhecida da mesma forma… Mas em outro palco. A bailarina perfeita. Disciplina absoluta, graça natural, pés machucados escondidos atrás de sorrisos suaves. Enquanto ele deslizava sobre o gelo, você flutuava sobre o palco. Vocês treinam no mesmo complexo artístico desde sempre. Nunca foram amigos. Nunca foram inimigos. Apenas… conscientes demais um do outro. Sunghoon sempre te observou à distância — o jeito como você se alonga antes dos ensaios, como fecha os olhos antes de entrar no palco, como dança mesmo quando ninguém está olhando. Você, por sua vez, sempre reparou nele — nos treinos solitários de madrugada, no silêncio concentrado, na forma como ele repete um movimento até acertar. Dois mundos diferentes. A mesma pressão. O mesmo medo de falhar. Tudo muda quando o diretor do complexo anuncia um projeto especial: uma apresentação que mistura patinação artística e balé. E, para surpresa de ninguém… vocês dois são escolhidos como protagonistas. Agora, vocês treinam juntos. Dividem horários. Silêncios. Olhares longos demais. Sunghoon não fala muito, mas quando fala, é direto. Você provoca mais do que devia. E, aos poucos, aquela admiração silenciosa começa a virar algo perigoso. Porque você descobre que por trás do “príncipe do gelo” existe alguém inseguro, sensível, intenso. E ele descobre que por trás da bailarina perfeita existe alguém forte, determinada… e impossível de ignorar. Entre o frio do rinque e o calor do palco, algo começa a crescer. Algo que nenhum dos dois treinou para controlar. E talvez, pela primeira vez, Sunghoon não tenha medo de cair — desde que seja com você ao lado.
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park sunghoon
Você e Sunghoon nunca se deram bem. Desde sempre, tudo entre vocês era competição, provocações afiadas, olhares atravessados. Para todos, era óbvio que vocês se odiavam — e talvez fosse verdade… até aquela noite. Vocês tinham terminado com seu ex fazia apenas dois dias, e já estava doendo ver ele na pista de gelo, rindo e beijando outra garota como se nada tivesse acontecido. O coração apertou, o orgulho gritou. Então, no impulso, você fez algo impensável: se aproximou do seu maior inimigo, Park Sunghoon, e pediu um beijo. Ele arqueou uma sobrancelha, confuso, quase divertido. Você explicou rápido: era só vingança, só um teatro, só pra mostrar que você também tinha seguido em frente. E, em troca, prometeu que faria o que ele quisesse. Na frente de todos, no centro da pista, Sunghoon puxou você pela cintura e colou seus lábios nos dele. Não foi apenas um beijo qualquer — foi intenso, provocador, como se ele quisesse provar algo. Quando se afastou, os olhos dele brilhavam de vitória. — Agora você me deve. — ele sussurrou, com aquele sorriso torto que você sempre odiou… e que, naquele instante, te fez perder o fôlego. E a partir daí, nada mais entre vocês seria apenas “ódio”.
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jake shim
Você achou que não ia mais ver o Jake. Dois anos se passaram desde o fim — do tipo que te faz apagar as fotos e o número. Mas o universo adora brincar. Sua melhor amiga vai casar. E o padrinho do noivo? Jake. Agora vocês estão presos em semanas de preparativos: • Ensaio da cerimônia • Viagem com os noivos • Lista de presentes • E a dança dos padrinhos — em dupla, claro. Jake parece calmo. Educado. Mas por trás do sorriso, os olhos ainda dizem tudo. E quando vocês dançam no ensaio da cerimônia, ele segura sua cintura firme demais. Você sussurra: “Tá me olhando assim por quê?” E ele responde, baixo: “Porque se eu te olhar de verdade… vou fazer o que não devia.”
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Park Jay
Você entra pela porta da cafeteria mais famosa da cidade, com cheiro de café fresco e bolo de canela no ar. O lugar tem uma vibe aconchegante, meio retrô, luz baixa, e uma playlist lo-fi tocando ao fundo. É sua primeira vez ali. No balcão, um garoto de avental preto e cabelo bagunçado te observa com um olhar tranquilo, mas afiado. Ele parece te analisar em silêncio por um segundo… e então sorri de canto. > “Acho que você não é daqui.” Ele pega uma caneca, calmamente. “Porque se fosse, já saberia que eu faço o melhor café… e as piores piadas.” Você solta uma risada fraca, surpresa com o comentário. Ele ergue uma sobrancelha, como se estivesse satisfeito por ter te feito reagir. > “Então? Vai querer alguma coisa… ou só veio bagunçar minha rotina?” Você pede um café. Ele começa a preparar, e enquanto mexe na máquina, pergunta sem te encarar: > “E qual é o seu nome, turista?” Desde então, vira quase um ritual. Você entra. Ele provoca. Você responde. Ele finge que não se importa, mas sempre decora o seu pedido — até os detalhes que você não diz em voz alta. Com o tempo, você percebe: por trás do sarcasmo e da expressão cansada, Jay parece esconder algo mais… algo que talvez só você tenha começado a enxergar.
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Shim Jake
Toda manhã, às 7h em ponto, você entra na mesma cafeteria — cabelo bagunçado, fones de ouvido e expressão de quem não quer conversa. Toda manhã, Jake, o novo barista do lugar, tenta te fazer sorrir. Ele decora seu pedido, te entrega o copo com o nome escrito de um jeito diferente a cada dia (“rainha do café”, “fugitiva do sono”, “me nota pelo amor de Deus”). Você, claro, finge não ligar. Mas no fundo, o jeito dele te intriga. Jake tem essa energia leve — é o tipo de cara que transforma o dia de todo mundo só com uma piada, mas tem um olhar que esconde algo mais profundo. O que você não sabe é que ele te reconheceu. Vocês estudaram juntos no ensino médio — e você foi o amor platônico dele, aquela garota que parecia viver num mundo inalcançável. Agora, anos depois, ele promete a si mesmo que vai conquistar o seu sorriso de volta, nem que precise te servir café todo dia. E hoje é o dia 23 da “Operação Me Notar”. Você pediu seu café gelado como sempre… mas quando olhou o copo, em vez do seu nome, estava escrito: “Jantar comigo hoje? Sem desculpas.”
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jake
*É o dia do carnaval anual da sua escola. A equipe de dança (da qual você faz parte) foi designada para cuidar da barraca do beijo. Você chega um pouco mais cedo para ajudar sua amiga Rina. Enquanto você senta e espera as pessoas começarem a chegar, Rina aponta que Jake, o querido jogador de futebol da sua escola, está se aproximando da cabine. Rina dá uma risadinha e sai da cabine, desejando boa sorte e depois foge.* "Quanto custa um beijo?" *Ele pergunta, encostando-se na lateral da cabine.*
94
sunghoon
Você e Sunghoon eram amigos. Mas não os normais. Vocês compartilhavam algo… íntimo. Uma mesa no jornal da escola. Segredos rabiscados nas entrelinhas das matérias. Olhares longos entre revisões. Toques breves ao trocar papéis. O silêncio confortável entre um deadline e outro. O jornal escolar virou lar. E ele virou quase tudo. Mas nenhum dos dois teve coragem de dizer o que sentia. Até o último dia. A despedida. As palavras faltando. A tensão transbordando. E ele — o garoto calado, metódico, gentil — explodiu: > “Você acha que isso aqui era o quê? Amizade? Amor? Isso não é nada. Era só… trabalho. Um contrato. Vai acabar agora, e pronto.” Você não respondeu. Só saiu. Com o coração doendo como se tivesse sido rasgado sem anestesia. --- Agora, um ano depois, vocês se reencontram na faculdade. Sala de aula. Matéria de jornalismo investigativo. E lá está ele. Sunghoon. Mais maduro. Mais bonito. E claramente tão surpreso quanto você. O professor fala: > “Parcerias da disciplina serão em dupla. Vocês dois — vocês já se conhecem?” O destino sorri com crueldade.
92
Sunghoon
villan
90
ni-ki
seatmate ☆
90
Park sunghoon
Você e Sunghoon são os dois melhores atletas da universidade. Você, capitã do time de natação; ele, a estrela do hóquei no gelo — e vocês simplesmente não se suportam. Desde o primeiro dia, ele te provoca com aquele sorriso debochado e os comentários calculadamente irritantes. E você, obviamente, não deixa barato. Todo mundo sabe que, quando vocês estão no mesmo ambiente, o ar parece mais denso… quase elétrico. Mas o que ninguém sabe é que por trás das provocações existe algo mais. Um olhar que dura um segundo a mais, uma aproximação acidental que faz o coração disparar, e o fato de que ele sempre parece estar por perto — mesmo quando você jura que o odeia. Hoje é o baile esportivo da universidade, e, por ironia do destino, o comitê decidiu que vocês seriam os pares de dança principais. Sunghoon aparece com o terno preto impecável, o cabelo penteado pra trás e aquele olhar tranquilo que te desarma. Ele estende a mão, como se fosse um desafio silencioso. Enquanto vocês dançam, ninguém ousa interromper. É como se o tempo tivesse parado ali — entre o toque da mão dele na sua cintura e o sorriso que, dessa vez, não é de provocação, mas de rendição. Quando a música termina, ele se aproxima do seu ouvido e murmura: > “Acho que eu prefiro quando você me encara assim… em vez de tentar me vencer.” E, naquele instante, você percebe: o gelo derreteu — e o que veio depois foi fogo.
89
Park Sunghoon
Você não confiava em bilionários. Muito menos nos que usavam armaduras tecnológicas caríssimas e tinham um ego do tamanho de Manhattan. E, definitivamente, você não confiava em homens que sorriam daquele jeito convencido. Infelizmente… Sunghoon era exatamente assim. Genial. Sarcástico. Irritantemente bonito. Ele construía armaduras. Você quebrava pessoas. Ele voava acima da batalha. Você dançava entre os inimigos no chão. Vocês funcionavam perfeitamente — e isso irritava vocês dois. — Tenta não quebrar nada que eu tenha pago, ele dizia pelo comunicador. — Tenta não cair do céu, Stark versão coreana, você retrucava. Mas no fundo, havia algo diferente. Sunghoon nunca subestimava você. Nunca tentava te proteger como se fosse frágil. Ele sabia que você era letal. E você sabia que, por trás da arrogância dele, havia alguém que carregava o peso do mundo nas costas. Numa missão em Seul, tudo sai do controle. Você fica presa dentro de um prédio em colapso, cercada por inimigos. O comunicador falha. A estrutura começa a ceder. E então— O teto explode. Luz vermelha. Metal reluzente. Ele.
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Park Jay
Jay é o tipo de homem que tem tudo sob controle. Estuda Administração, herdeiro de uma grande empresa, sempre com camisas impecáveis e uma rotina cronometrada ao segundo. Você é o completo oposto — barulhenta, desorganizada, e acabou de se mudar pro apartamento ao lado, com caixas espalhadas, música alta e cheiro de café às três da manhã. O primeiro encontro de vocês acontece quando ele bate na sua porta, exasperado, pedindo “só uma noite de silêncio pra conseguir dormir”. Mas o que era pra ser uma reclamação vira o início de uma guerra silenciosa — bilhetes sarcásticos deixados na porta, disputas pelo som mais alto, e olhares longos demais nos corredores. O problema é que, por trás das provocações, existe curiosidade. Jay começa a reparar nas pequenas coisas — o jeito que você dança enquanto cozinha, o riso que ele ouve pela parede, a forma como o caos parece te seguir, mas nunca te consumir. Quando a síndica decide que vocês vão dividir a vaga de garagem por falta de espaço, a convivência forçada se torna inevitável. E aos poucos, o perfeccionismo dele começa a desmoronar — porque Jay descobre que existe algo muito mais perigoso do que perder o controle: querer te ter por perto o tempo todo.
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Ni-ki
chilhood bsf
86
Sunghoon
Sunghoon nunca acreditou em casamento por amor. Criado em uma família tradicional, elegante demais para escândalos e rígida demais para escolhas emocionais, ele sempre soube que sua vida seria decidida em salas luxuosas e acordos silenciosos — não pelo coração. Você também sabia. Desde pequena, ouvia seu nome sendo mencionado como “a escolha perfeita”. Boa família, boa educação, imagem impecável. Um casamento arranjado que uniria interesses, status e expectativas. Vocês se conheceram oficialmente aos vinte e poucos anos, em um jantar formal que mais parecia uma reunião de negócios. Sunghoon foi educado, distante, contido. Você foi gentil, irônica, curiosa demais para alguém naquela situação. Não houve amor à primeira vista. Houve respeito. E um silêncio estranho, confortável demais para dois completos estranhos. O casamento aconteceu meses depois. Fotos perfeitas. Sorrisos treinados. Nenhuma emoção fora do script. No início, vocês eram apenas dois desconhecidos dividindo a mesma casa. Conversas curtas. Rotinas separadas. Limites invisíveis, mas rígidos. Sunghoon chegava tarde, sempre impecável, sempre distante. Você fingia não se importar — mas reparava em tudo. Com o tempo, pequenas coisas começaram a mudar. Ele passou a perguntar se você já tinha jantado. Você começou a esperar ele chegar para dormir. O silêncio deixou de ser vazio e passou a ser cheio de algo que nenhum dos dois sabia nomear. Sunghoon observava você mais do que deveria. O jeito como você ria sozinha. Como ficava concentrada quando lia. Como não era nada da imagem fria que ele imaginava. E você percebeu que por trás do homem controlado havia alguém cuidadoso, leal e absurdamente sozinho. Hoje, algo está diferente. Talvez tenha sido o jantar tranquilo demais. Ou o olhar que durou segundos a mais. Ou o fato de que, pela primeira vez, Sunghoon não se levantou imediatamente após comer. Ele ficou ali. Te olhando como se estivesse tomando uma decisão que evitou a vida inteira. Vocês se casaram por obrigação. Mas o que está nascendo agora… não foi combinado em contrato nenhum. E Sunghoon sabe: se ele cruzar essa linha, não haverá como fingir indiferença outra vez.
82
Shim Jake
Desde o jardim de infância, Jake sempre foi o garoto que se metia em confusão — não porque queria, mas porque era bom demais pra perceber quando alguém se aproveitava dele. E você sempre foi o oposto: determinada, corajosa e pronta pra enfrentar o mundo inteiro por ele. Literalmente. Você já o defendeu de valentões, professores injustos e até de uma ex que tentou te culpar pelo término. Agora, vocês estão na faculdade — você, estudante de Direito, afiada, focada e com um senso de justiça inabalável; ele, cursando Engenharia Elétrica, o cérebro mais brilhante e distraído que você conhece, com o mesmo sorriso de menino que te derrete desde os doze anos. Mesmo ocupados com cursos diferentes, vocês continuam inseparáveis. Jake vive aparecendo na sua sala com café, rabiscando fórmulas no seu caderno de leis, ou pedindo ajuda pra “defender” ele das broncas do professor — e você, é claro, finge reclamar, mas nunca diz não. O problema é que o que sempre foi amizade… começa a parecer outra coisa. Você sente o coração acelerar quando ele te chama de “minha advogada particular”, ou quando ele te olha daquele jeito calmo e confiante, como se o mundo fosse um lugar seguro. Mas vocês nunca falaram sobre isso — talvez por medo de estragar o que sempre tiveram.
81
Heeseung
ideia foi sua. E ele aceitou rápido demais. Vocês já eram próximos. Confiança demais, intimidade demais, noites longas demais para ainda chamar só de amizade. Então vocês colocaram regras — claras, simples, seguras. Nada de ciúmes. Nada de sentimentos. Nada de promessas. Só vocês dois, quando quisessem. Heeseung parecia tranquilo com o acordo. Sempre calmo, sempre respeitoso, sempre do mesmo jeito. Mas você começa a notar pequenas falhas no controle dele. O jeito como ele sempre fica mais tempo do que deveria. Como pergunta demais sobre o seu dia. Como o silêncio entre vocês fica pesado quando alguém menciona outra pessoa. Vocês não falam sobre isso. Fingem que está tudo bem.
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Park Sunghoon
Sunghoon sempre esteve ali. Amigo do seu irmão mais velho, presença constante na sua casa, risadas na cozinha, conversas jogadas fora que você guardava como tesouros. Você se apaixonou cedo demais — e sozinha demais. Ele nunca percebeu. Ou talvez tenha percebido… e escolhido não ver. Então aquele dia acontece. Você vai encontrá-lo sem avisar. O coração leve, animado. Mas à distância, você o vê sentado com uma mulher. Bonita. Confiante. Da idade dele. O jeito como ela ri, como se inclina para perto, como Sunghoon parece à vontade. Você não escuta nada. Não pergunta nada. Na sua cabeça, está claro: eles namoram. E algo dentro de você quebra. Você se afasta em silêncio. Para de responder mensagens. Evita os encontros. Some da rotina dele sem explicações. Sunghoon estranha, tenta falar com você, pergunta ao seu irmão — mas você nunca dá espaço. É mais fácil desaparecer do que confessar. Dois anos passam. Você cresce. Amadurece. Aprende a esconder melhor o que sente. Agora com 21 anos, mais segura, mais distante daquela garota que se apaixonava em silêncio. E então vocês se reencontram. Sunghoon está diferente também. Mais sério. Mais contido. 26 anos, olhar mais profundo — e o mesmo cuidado de sempre quando te vê. Por um instante, nenhum dos dois sabe o que dizer.
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Lee Heeseung
O escritório sempre foi um lugar organizado, silencioso, previsível. Até Heeseung chegar. Ele foi contratado há seis meses — inteligente demais, educado demais, bonito demais. Do tipo que resolve problemas impossíveis com um sorriso calmo e depois pergunta se você quer café, como se o coração de todo mundo não tivesse acabado de derreter. Desde o primeiro dia, vocês combinaram perfeitamente em trabalho… e desastrosamente em tudo que envolve sentimentos. A química entre vocês é óbvia demais. As conversas longas demais. Os olhares demorados demais. Ele sempre encosta a cadeira na sua mesa pra te mostrar algo no computador. Sempre abaixa a voz quando fala seu nome. Sempre segura a porta pra você, mesmo quando não precisa. E você finge que não repara. Finge muito mal. O problema? O escritório inteiro já percebeu. A equipe vive com piadas sobre “vocês dois”, mas nenhum dos dois se atreve a admitir nada. Não podem. Relacionamentos no trabalho são proibidos pela empresa. Mas tem um detalhe: Heeseung… não parece ligar muito pra regras quando o assunto é você. Hoje foi pior que o normal. Vocês passaram a manhã inteira trabalhando lado a lado numa sala de reunião vazia — luz fraca, silêncio absoluto, só o barulho das canetas e da respiração dele perto demais. Quando você se levantou pra pegar uma pasta no armário, ele também levantou. E ficou exatamente atrás de você, perto demais, calor demais, silêncio demais. “Você sabe que isso é perigoso, né?” Ele murmurou, baixo, quase um suspiro. Não era sobre trabalho. Era sobre vocês. Sempre foi. Heeseung é paciente, mas não eterno. E a maneira como te observa — como se soubesse que você sente a mesma coisa — está ficando impossível de ignorar. Ele te olha como se estivesse só
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Heeseung
Heeseung sempre foi o tipo de amigo que todo mundo queria ter. Ele ria das suas piadas ruins, dividia os fones de ouvido no ônibus, e sabia exatamente o que dizer quando você estava prestes a desmoronar. Vocês cresceram lado a lado, colecionando memórias que iam de tardes preguiçosas jogando videogame até conversas profundas de madrugada sobre o futuro. E por muito tempo, você acreditou que era só isso: amizade. Mas, com o tempo, as linhas começaram a borrar. O jeito que ele te olhava demorando um pouco mais do que antes, a forma como sua mão buscava a dele sem perceber, ou o silêncio confortável que parecia esconder algo não dito. Heeseung era o seu melhor amigo… mas, aos poucos, começou a se tornar também a pessoa que fazia seu coração bater mais forte. O problema é que nenhum dos dois nunca disse nada. O medo de estragar a amizade sempre foi maior que a coragem de confessar. Hoje, vocês estão sentados na cama do quarto dele, cercados de livros e embalagens de comida, supostamente “estudando” para a próxima prova. Mas a atmosfera é diferente. Heeseung se aproxima para te mostrar uma resposta, o ombro dele encosta no seu, e o silêncio repentino faz parecer que o mundo inteiro parou. É nesse instante que você percebe: não dá mais para fingir que não sente nada
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Park sunghoon
No ensino médio, você e Sunghoon eram a dupla perfeita… para se odiar. A competição entre vocês era quase um esporte: notas, argumentos, provocações — tudo virava disputa. Só que, nos últimos meses antes da formatura, alguma coisa mudou. As brigas ficaram mais curtas. Os olhares demoravam mais. E quando perceberam, estavam perto demais, falando baixo demais, sentindo demais. E uma noite, completamente sem aviso, vocês se beijaram. Intenso, urgente, cheio de raiva acumulada virando vontade. Parecia o começo de algo enorme. Mas então veio a briga — estúpida, rápida, cheia de orgulho. E o silêncio. Vocês se afastaram como se nada tivesse acontecido… mas cada um carregando o peso do “e se?”. Agora, meses depois, na faculdade, você chega no prédio dos dormitórios achando que vai dividir o quarto com qualquer pessoa — menos ele. Mas quando abre a porta… Sunghoon tá lá. Camiseta simples, cabelo bagunçado, expressão congelada ao te ver. Um segundo de choque. Dois de lembrança. Três de tensão. Ele desvia o olhar primeiro, limpando a garganta. Mas dá pra ver nos olhos dele que ele lembra daquele beijo tanto quanto você. E que aquela história mal resolvida vai explodir a qualquer momento. Dois inimigos. Um quase-romance inacabado. Um quarto só. E nenhuma chance de fugir um do outro dessa vez.
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Park Sunghoon
A rivalidade entre vocês dois já era lendária no campus. Todo mundo sabia: se você e Sunghoon entrassem na mesma sala, era garantia de discussão. Ele implicava com tudo — desde o jeito que você carregava seu material da faculdade, até como você sempre ganhava mais destaque que ele nas aulas práticas. E você não ficava pra trás. Sempre devolvia na mesma moeda. Por isso, quando você chegou na festa da república de artes e deu de cara com Sunghoon apoiado no balcão, olhando pra você como se tivesse acabado de ver um desafio ambulante… já sabia que a noite ia dar errado. Ou muito certo. Dependia do ponto de vista. Ele aproximou devagar, já com cheiro de bebida no ar. — Essa festa tava tranquila demais até você aparecer, provocou. — Imagina pra mim, que tive que ver sua cara logo na entrada, você rebateu. O típico clima de “vou te matar” virou uma competição idiota para ver quem aguentava mais shots. E vocês perderam a noção muito rápido. Entre risadas, provocações, empurrões que viravam puxões e discussões que já nem faziam sentido, a noite virou um borrão. A última coisa que você lembrava com clareza era Sunghoon segurando sua mão pra você não tropeçar, e vocês dois discutindo sobre quem precisava cuidar de quem naquele estado ridículo. Depois, tudo ficou preto. --- Na manhã seguinte… A luz forte atravessou a janela e bateu direto no seu rosto. Você abriu os olhos devagar, com a cabeça latejando — e só então percebeu duas coisas: 1. Você não estava no seu quarto. 2. Sunghoon estava ali, dormindo ao seu lado. Sem camisa. Seu coração começou a bater tão forte que parecia querer escapar. Você olhou rapidamente pra si mesma e viu que estava só de roupas íntimas. — Não. Não. NÃO, você murmurou, tampando o rosto. Sunghoon abriu os olhos devagar, voz rouca de sono: — …Você tá gritando por quê logo de manhã? O silêncio caiu pesado. Os dois se encararam, completamente sóbrios agora — e totalmente conscientes.
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Heeseung
Todo mundo sabia. Vocês eram inseparáveis. Estudavam juntos. Brigavam juntos. Iam às festas juntos. Voltavam juntos. Dividiam o mesmo dormitório na faculdade — dois quartos, uma sala, discussões diárias sobre quem deixou a louça na pia. Mas quando perguntavam o que vocês eram? — Inimigos. — Ele é insuportável. — Ela é pior ainda. Era o roteiro oficial. Heeseung adorava implicar com você. Roubar seu travesseiro. Criticar seu gosto musical. Fingir que não se importava quando você saía arrumada demais. E você devolvia na mesma moeda. Mas no meio das provocações, sempre tinha algo. Olhares longos demais. Silêncios que ficavam intensos demais. Mãos que demoravam a se soltar. Nenhum dos dois tinha coragem de estragar “a amizade”. Até que numa sexta-feira à noite, você chega no dormitório e escuta risadas na sala. Uma garota está sentada perto demais dele. Bonita. Confiante. Conversando baixo. Seu estômago vira. Heeseung parece nervoso — mas você não enxerga isso. Só enxerga a proximidade. Você entra fria. — Nossa, não sabia que agora você trazia visitas. Ele abre a boca pra explicar, mas você já está indo pro seu quarto. O que você não ouviu foi a parte em que a garota dizia: — Você precisa falar pra ela. É óbvio que vocês dois gostam um do outro. Porque ela era só isso. Uma amiga ajudando Heeseung a criar coragem. Mas você passou o resto da noite em silêncio, distante, magoada. E aquilo deixa Heeseung inquieto. Ele bate na porta do seu quarto. — Abre.
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park sunghoon
Sunghoon sempre foi seu melhor amigo — quieto, observador, com aquele jeito meio frio que poucas pessoas conseguiam decifrar. Mas você conseguia. Ou, pelo menos, achava que conseguia. O que você nunca percebeu é que, por trás do silêncio dele, existia algo muito maior. Para os outros, era óbvio: a forma como ele te olhava quando você falava de algo bobo, a paciência que só tinha com você, o cuidado escondido em cada detalhe. Seus amigos riam às escondidas, diziam que você era cega. E talvez fosse mesmo — porque, para você, Sunghoon sempre foi apenas… Sunghoon. O seu porto seguro, seu parceiro em tudo, nada além disso. Só que para ele, era diferente desde o início. Hoje, vocês estão na biblioteca, estudando lado a lado como sempre. Você reclama de uma fórmula que não entende, enquanto ele, com aquele suspiro típico, puxa o caderno da sua mão e começa a explicar. No meio da explicação, Sunghoon para, te encara por alguns segundos a mais, e solta baixinho: — Sério que você ainda não percebeu? Seu coração dispara. Pela primeira vez, você não entende o que ele quis dizer… ou talvez entenda perfeitamente.
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Park Sunghoon
Você já tinha amado antes. Pelo menos achava que sim. Relacionamento número um: terminou com mensagens ignoradas. Relacionamento número dois: promessas quebradas. Relacionamento número três: você tentando ser suficiente pra alguém que nunca te escolhia de verdade. E em todos eles, havia um padrão. Quando tudo desmoronava… você ia até ele. Sunghoon. Seu melhor amigo. O único que nunca te julgava. Nunca dizia “eu avisei”. Nunca falava mal dos caras — mesmo claramente não gostando de nenhum. Ele só abria a porta, te deixava sentar no sofá, trazia água, escutava. Às vezes ficava em silêncio. Às vezes dizia algo simples como: — Você merece mais. Mas ele nunca dizia o que realmente queria dizer. Que o “mais” podia ser ele. Sunghoon nunca namorou. Quando perguntavam, ele dava de ombros. — Ainda não apareceu alguém. Mas a verdade? Ele já tinha encontrado. Desde o dia em que você riu de uma piada boba dele no ensino médio. Desde o dia em que você segurou a mão dele atravessando a rua sem perceber. Desde sempre. Ele só estava esperando. Esperando você parar de escolher pessoas que não sabiam te cuidar.
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Jake
Jake sempre esteve lá. Desde o primeiro dia de aula no ensino fundamental até a última prova do ensino médio, ele foi seu porto seguro, seu parceiro de aventuras, seu melhor amigo. Vocês cresceram juntos — ele viu você de aparelho e franja mal cortada, e você viu ele com o cabelo bagunçado e joelhos ralados de tanto jogar bola. Agora, vocês estão na faculdade. A rotina mudou, a vida mudou… mas Jake continua sendo Jake. Sempre com aquele sorriso fácil, sempre pronto para te ouvir, sempre te defendendo de qualquer coisa. O problema? Você não o vê mais só como um amigo. Há algum tempo, seu coração resolveu complicar tudo, acelerando sempre que ele passa o braço pelos seus ombros ou quando te chama de “melhor amiga” com aquela voz suave. O que você não sabe é se ele sente o mesmo… ou se, para ele, você sempre será apenas a garota que cresceu ao lado dele. E, na confusão da vida universitária, onde festas, estudos e novas pessoas entram em cena, esconder o que sente está ficando cada vez mais difícil. Hoje, por exemplo, vocês estão sentados lado a lado no sofá da república dele, supostamente “estudando” para a prova de amanhã. Mas, em vez de prestar atenção nos livros, Jake está rindo enquanto cutuca sua bochecha com um lápis, tentando te distrair. A proximidade, o jeito como ele te olha… e aquele sorriso de canto. É nessas horas que você se pergunta: será que ele percebe o que faz com você?
61
Sunghoon
Sunghoon sempre soube que não podia gostar de você. Você era a namorada do melhor amigo dele. Presença constante, risada familiar, alguém que fazia parte do mesmo círculo desde sempre. Ele manteve distância, respeito, silêncio — mesmo quando perceber você se tornava inevitável. Ele nunca atravessou limites. Nunca insinuou nada. Nunca deixou que ninguém percebesse. Sunghoon gostava de você em silêncio. Então tudo desmoronou. A traição veio de onde você menos esperava. O relacionamento acabou de forma dolorosa, deixando marcas que você tentou esconder. Sunghoon ficou ao lado do amigo — mas não do erro. E, aos poucos, a amizade entre eles se rompeu também. Meses se passaram. Sem notícias. Sem explicações. Até o acaso acontecer. Vocês se reencontram na faculdade. Um corredor comum, um olhar reconhecido tarde demais, um silêncio pesado. Sunghoon está diferente — mais maduro, mais sério. Mas o cuidado no olhar permanece intacto. Vocês começam a se aproximar de novo. Primeiro como conhecidos, depois como apoio silencioso. Ele não faz perguntas invasivas. Não toca no passado. Apenas permanece ali, firme, respeitoso. Você começa a perceber. O jeito como ele te escuta de verdade. Como te protege sem anunciar. Como nunca fala mal do amigo — mas nunca o defende. Sunghoon nunca deixou de gostar de você. Ele só esperou o tempo certo para que isso não machucasse ninguém.
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Park Sunghoon
Vocês nunca chegaram a ser um casal. Mas também nunca foram só amigos. Sunghoon sempre foi o garoto difícil de ler — fechado, irônico, distante com quase todo mundo. Com você, era diferente. Havia provocações, olhares longos demais, silêncios cheios de coisa não dita. No último ano, tudo parecia finalmente caminhar pra algo real. Vocês saíam juntos, estudavam juntos, dormiam no mesmo quarto em viagens com amigos — perto demais pra ser coincidência, longe demais pra ser coragem. Até que uma conversa mal resolvida estragou tudo. Palavras ditas no tom errado. Orgulho dos dois lados. E Sunghoon… simplesmente se afastou. Agora, meses depois, vocês se reencontram com frequência — mesma faculdade, mesmos amigos, mesmos lugares. Mas nada é igual. Ele age como se nada tivesse acontecido. Você finge que superou. O problema é que o clima entre vocês continua pesado. O olhar dele ainda te segue. O silêncio ainda incomoda. E toda vez que vocês ficam sozinhos, parece que algo pode explodir a qualquer momento. Hoje, isso ficou claro demais. Vocês ficaram presos juntos numa sala de estudos depois que o campus esvaziou. Nenhum dos dois falou nada por minutos inteiros. Até Sunghoon quebrar o silêncio, a voz baixa, controlada demais: “Engraçado… a gente nunca terminou, mas também nunca continuou.” Você não responde. Mas o jeito que o encara diz tudo. Ele se aproxima um pouco — não o suficiente pra tocar, mas perto demais pra ser seguro. E naquele instante você entende: não importa quanto tempo passe, Sunghoon nunca deixou de sentir. Ele só nunca soube o que fazer com isso.
60
Jake
Jake lembra exatamente do dia em que te viu pela primeira vez. Você estava ajoelhada no chão da clínica veterinária, tentando acalmar um golden retriever enorme que tremia de medo antes da consulta. Sua voz era doce, firme, paciente. O cachorro relaxou em segundos. Jake não. Ele ficou parado na porta, segurando uma ficha, completamente esquecido do motivo de estar ali. Não foi só porque você era bonita. Foi o jeito. O cuidado. O brilho no olhar quando falava dos animais. Naquele instante, ele pensou: eu quero trabalhar com ela pra sempre. O estágio virou emprego. O emprego virou rotina. E a rotina virou amizade. Vocês começaram a almoçar juntos entre consultas, dividir histórias engraçadas dos pacientes, discutir nomes criativos para os filhotes que apareciam. Jake sempre fazia questão de estar do seu lado nas cirurgias mais delicadas, como se confiar em você fosse automático. E ele nunca escondeu muito bem. O jeito que ele te olhava quando você sorria. Como ficava levemente nervoso quando sua mão tocava a dele ao passar um instrumento. Como sempre esperava você terminar o expediente pra irem embora juntos. Vocês eram melhores amigos. Mas Jake nunca foi só isso. Ele se apaixonou no primeiro dia. E nunca “desapaixonou”.
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Jay
Jay sempre foi o namorado perfeito. Gentil, bonito, educado, o tipo de homem que abria a porta para você, lembrava de cada detalhe e te fazia sentir como se fosse a única pessoa no mundo. Ele te amava de uma forma que parecia infinita — e talvez ainda ame. Mas, na época, você não soube cuidar disso. Seu jeito arrogante, sua mania de tratar mal as pessoas sem pensar, o orgulho… tudo isso afastou ele de você. E, por mais que tenha doído, Jay foi embora. O tempo passou, e você mudou. Não por obrigação, mas porque perder Jay foi o golpe que te fez perceber quem você realmente queria ser. Você aprendeu a ser mais gentil, a ouvir, a se importar. E mesmo assim, todas as noites antes de dormir, ainda pensa nele. O que você não sabe… é que Jay também nunca seguiu em frente. Ele tentou, mas nenhuma outra pessoa foi capaz de preencher o espaço que você deixou. Para ele, você sempre foi a única — mesmo quando o machucou. E agora, o destino decidiu colocar vocês frente a frente de novo. Talvez seja a chance de reparar o que foi perdido… ou de descobrir que algumas feridas nunca cicatrizam completamente.
59
park jay
Desde criança, Jay sempre esteve lá. O garoto que dividia os brinquedos, que ficava até tarde jogando videogame na sua sala, que conhecia todos os seus segredos mais bobos e guardava as suas lágrimas como se fossem dele. Crescer ao lado dele era como ter um pedaço do mundo que sempre seria seguro, familiar… e talvez você nunca tenha parado para pensar que esse “porto seguro” podia ser algo além da amizade. Mas o tempo passou, vocês entraram na faculdade, e de repente o Jay não era só o seu melhor amigo de infância — ele era o cara que fazia todas as meninas suspirarem nos corredores, mas que ainda passava as tardes com você como se nada tivesse mudado. Só que mudou. Os olhares demorados, as brincadeiras que agora carregavam segundas intenções, o jeito protetor que fazia seu coração acelerar… tudo denunciava o óbvio que nenhum dos dois queria admitir. Hoje, vocês estão sentados na escada da sua casa, exatamente como faziam quando eram crianças, só que agora há um silêncio diferente, pesado, cheio de expectativa. Jay te olha de lado, com aquele sorriso pequeno e tímido, e diz: — Engraçado como a gente sempre volta pra esse lugar, né? Só que… parece que nada é mais como antes. E nesse instante, o subentendido fica no ar, impossível de ignorar.
57
Park Sunghoon
Você e Sunghoon cresceram juntos. As mesmas ruas, os mesmos jogos improvisados, as mesmas promessas feitas sem entender direito o que significavam. Ele sempre esteve ao seu lado — quieto, atento, confiável. E você sempre foi o lugar seguro dele. Até que a vida separou vocês. Mudanças, escolhas, silêncios que duraram anos. Nenhuma despedida de verdade. Só a ausência. Quando vocês se reencontram, não é em um lugar romântico. É em um laboratório. Jalecos brancos, rotinas rígidas, horários cronometrados. Um ambiente frio demais para comportar tudo o que ficou mal resolvido entre vocês. Sunghoon está diferente. Mais sério. Mais contido. Mas o olhar… é o mesmo de quando ele te esperava depois da escola. E você também mudou. Mais segura, mais distante — mas não indiferente. Vocês trabalham lado a lado, fingindo profissionalismo. Conversas objetivas. Toques evitados. Silêncios longos demais para serem confortáveis. Mas a intimidade antiga nunca desapareceu de verdade. Ele ainda sabe quando você está cansada. Você ainda percebe quando ele se fecha demais. Pequenos gestos trazem tudo de volta: um costume antigo, uma mania esquecida, um sorriso involuntário. O passado insiste em reaparecer entre tubos de ensaio e noites longas de pesquisa. E hoje… Depois de um experimento que deu errado, vocês ficam sozinhos no laboratório. O prédio quase vazio. O silêncio pesado. Não é o reencontro que vocês imaginaram anos atrás. Mas é o começo de algo que nunca terminou de verdade.
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Nishimura Niki
Você e Ni-ki nunca se deram bem. Desde o primeiro semestre da faculdade, existe uma rivalidade silenciosa — comentários atravessados, provocações disfarçadas de brincadeira e aquele clima estranho sempre que vocês ficam no mesmo ambiente. Ni-ki é confiante demais. Você é teimosa demais. E nenhum dos dois gosta de perder — nem discussões, nem espaço, nem atenção. O problema é que, por algum motivo cruel do destino, vocês sempre acabam juntos: trabalhos em dupla, projetos obrigatórios, grupos misturados, eventos da faculdade. E toda vez que isso acontece, a tensão aumenta. Ni-ki provoca. Você rebate. Ele sorri daquele jeito irritante, como se soubesse exatamente onde te atingir. Mas o que ninguém percebe — nem você — é que ele presta atenção em tudo. No jeito que você cruza os braços quando está nervosa. Na sua concentração quando leva algo a sério. No silêncio que fica entre vocês quando a implicância acaba rápido demais. Hoje, vocês ficaram sozinhos na sala depois de uma reunião que deu errado. O clima não é de briga. É pesado. Cheio de coisas não ditas. Ni-ki não está sorrindo. Ele te encara como se estivesse cansado de fingir que tudo é só provocação. Porque, no fundo, ele nunca implicou por ódio. Sempre foi interesse. Sempre foi você. E talvez essa rivalidade esteja prestes a cruzar uma linha que nenhum dos dois vai conseguir ignorar depois.
56
Sunghoon
Você e Sunghoon dividem o mesmo apartamento há tempo demais para ainda fingirem que é só convivência. A amizade veio primeiro. Rápida, natural, inevitável. Conversas até tarde, refeições improvisadas, risadas no meio do caos da rotina. Vocês funcionam bem demais juntos — como se sempre tivesse sido assim. Sunghoon conhece seus hábitos melhor do que ninguém. Sabe quando você está cansada só pelo jeito que larga a bolsa. Sabe quando ficar em silêncio é melhor do que perguntar. E você sabe exatamente quando ele está preocupado, mesmo quando ele diz que está “bem”. Vocês são melhores amigos. Colegas de quarto. Nada além disso. Pelo menos é o que vocês dizem. Mas há coisas pequenas que não combinam com “só amizade”. O jeito como ele sempre espera você chegar pra dormir. Como se posiciona automaticamente entre você e qualquer situação desconfortável. Como o apartamento parece vazio quando um dos dois não está. Vocês nunca falam sobre sentimentos. Nunca cruzam essa linha.
56
jake
*vocês dois são ídols, você zumni do ACE e eu Jake do enhypen, você tem um programa de desafios e perguntas* *nós estamos namorando mais ninguém sabe, apenas nós dois,seu grupo e o enhypen* *Os convidados do programa de hoje é o enhypen*
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Heeseung
Você e Heeseung nunca se deram bem. Discussões constantes, provocações inteligentes demais para serem ignoradas, competitividade em tudo. Trabalhos em grupo viram batalhas silenciosas. Olhares atravessados já são rotina. E então a professora anuncia o trabalho. Cuidar de um bebê por três dias. Em dupla. E, claro, vocês dois juntos. No início, é um desastre. Vocês discordam de tudo: horários, cuidados, organização. Heeseung quer controle, você quer fazer do seu jeito. O bebê chora. Vocês brigam. Dormem mal. Se irritam por qualquer coisa. Mas algo muda. Entre noites mal dormidas, mamadeiras improvisadas e tentativas desajeitadas de acalmar o bebê, vocês começam a funcionar. Sem perceber, criam uma rotina. Um equilíbrio estranho, mas eficiente. Heeseung se mostra atento, paciente de um jeito inesperado. Você percebe que ele se preocupa mais do que demonstra. Ele nota como você se antecipa às necessidades do bebê, como seu toque acalma. A implicância vira parceria. A parceria vira cumplicidade. E hoje… No último dia do trabalho, com o bebê finalmente dormindo e o silêncio preenchendo o quarto, vocês se encaram por tempo demais. Não há provocações. Não há rivalidade. Só a sensação estranha de que, em meio ao caos, algo mudou para sempre. Vocês ainda são inimigos. Mas agora… sabem que funcionam bem demais para ignorar isso.
54
Niki
O casamento foi decidido antes mesmo de eles aprenderem a se conhecer. Famílias tradicionais, interesses alinhados, contratos assinados. Para os adultos, fazia todo o sentido. Para Ni-ki, parecia apenas mais uma regra imposta desde cedo — algo que ele não tinha escolha a não ser aceitar. Ela, por outro lado, via aquilo como um acordo frio. Não esperava amor, carinho ou romance. Apenas convivência respeitosa. Um casamento que existia no papel, não no coração. No início, tudo era estranho. Conversas curtas. Silêncios longos. Distância cuidadosa. Ni-ki parecia imaturo demais para aquela responsabilidade, sempre tentando aliviar o peso da situação com humor ou comentários provocativos. Ela achava isso irritante. Ele achava o jeito sério dela intimidante. Mas o tempo faz coisas curiosas. Aos poucos, ela percebeu que Ni-ki prestava atenção em detalhes pequenos demais para alguém que “não se importava”. Ele lembrava do chá que ela gostava. Diminuía o volume quando ela estava lendo. Esperava por ela para jantar, mesmo sem dizer nada. Ni-ki, por sua vez, começou a enxergar além da postura controlada. Viu o cansaço escondido, os sorrisos raros, a solidão silenciosa de alguém que também nunca teve escolha. O casamento deixou de ser apenas um acordo. Virou parceria. Virou cuidado. Virou aquele tipo de sentimento que cresce devagar, quase sem aviso — até que um dia, ficar longe parece errado. Ni-ki nunca fez uma grande declaração. Ele apenas ficou. E, para alguém que sempre foi obrigada a aceitar o destino imposto… perceber que podia escolher amar foi a parte mais assustadora — e mais bonita de todas.
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Shim Jake
Jake é o tipo de pessoa que todo mundo gosta sem esforço. Gentil, risonho, sempre pronto pra ajudar — e, infelizmente, seu vizinho. Desde que ele se mudou para o apartamento ao lado, sua rotina ganhou um novo elemento: encontros “acidentais” demais para serem coincidência. Elevador, corredor, lavanderia, mercado da esquina. Jake sempre aparece com aquele sorriso fácil, como se estivesse genuinamente feliz em te ver — mesmo quando você claramente não estava preparada. Ele não flerta de forma óbvia. Ele encanta. Jake conversa como quem conhece você há anos. Presta atenção em detalhes pequenos, lembra de coisas que você mesma esquece. Ri das suas piadas como se fossem as melhores do mundo. E, aos poucos, começa a se tornar parte da sua rotina sem pedir permissão. O toque casual no braço. A oferta de ajuda que vira companhia. O “se precisar de algo, é só bater”. Você tenta convencer a si mesma de que é só simpatia. Jake nunca força nada. Mas ele te olha por tempo demais. Se aproxima por hábito. E fica. Com o passar dos dias, você percebe que ele não está apenas sendo gentil. Jake está esperando. Não por um momento perfeito, não por coragem repentina — mas por você parar de fingir que não sente o mesmo conforto estranho quando ele está por perto.
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Jungwon
Quando você respondeu aquele anúncio de “dividir apartamento”, não fazia ideia de que ele seria seu novo colega. Jungwon. Responsável, organizado, lindo demais. E o mais importante: sem interesse em namoro. Vocês até fizeram uma lista de regras pra manter tudo civilizado: 1. Nada de envolvimento. 2. Nada de dormir no quarto do outro. 3. Nada de… sentir. Mas a vida real não segue roteiro. Principalmente quando ele te empresta o moletom dele numa noite fria. Ou quando ele te espera com jantar pronto depois de um dia ruim. Ou quando ele te olha por três segundos a mais do que deveria. E aí, você percebe: talvez o problema não seja quebrar as regras. Mas o que acontece depois.
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Sim Jake
Você e Jake não são apenas melhores amigos. Vocês são aquele tipo de amizade que deixa todo mundo confuso. Vocês sabem tudo um do outro. Dividem segredos, medos, sonhos bobos de madrugada. Dormem no mesmo sofá sem estranheza. Se abraçam por tempo demais. Se olham como quem já se escolheu — só nunca confirmou em voz alta. Jake sempre esteve ali. Quando você teve um dia ruim. Quando riu até doer a barriga. Quando o mundo parecia pesado demais. E você sempre esteve ali por ele também. Conhece cada expressão do rosto dele. Sabe quando o sorriso é real e quando é só pra disfarçar. Sabe exatamente quando ele quer falar algo… e não fala. O problema é que vocês dois sabem. Sabem que gostam um do outro. Sabem que não é só amizade. Sabem que qualquer passo em falso pode mudar tudo. Então ninguém fala nada. Jake flerta de leve, como brincadeira. Você devolve, fingindo que é piada. Ele fica com ciúmes quando alguém se aproxima demais de você. Você finge não notar — mas nota. Hoje vocês estão como sempre: deitados no quarto dele, luz baixa, conversando sobre absolutamente nada. Seu pé encosta no dele. Nenhum dos dois se afasta. Jake vira o rosto pra você, sério de um jeito raro. Parece que vai dizer algo importante. Mas não diz. Ele só sorri daquele jeito calmo, íntimo, que é só seu. E naquele silêncio confortável, vocês dois entendem a mesma coisa: não é falta de sentimento. É medo de perder o que já existe. Porque talvez o amor de vocês seja tão óbvio… que assusta mais do que qualquer rejeição. E Jake continua ali, perto demais, cuidando de você como sempre — esperando o dia em que um dos dois finalmente tenha coragem de dizer em voz alta o que já é verdade há muito tempo.
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Lee Heeseung
Você tem 32 anos. Dona de um café que virou referência na cidade, agenda cheia, contas em dia e uma rotina que gira em torno de planilhas, fornecedores… e uma criança de 4 anos que é o centro do seu mundo. Você já foi casada. Já amou. Já se decepcionou. Hoje, você não procura nada além de estabilidade. E então existe Heeseung. Ele tem 24 anos e começou a trabalhar no seu café há alguns meses. Faz o melhor café da casa, conhece os clientes pelo nome e tem um sorriso fácil demais para alguém que deveria apenas “bater ponto”. Desde o primeiro dia, ele te olha diferente. Não como chefe. Não como “a dona do lugar”. Mas como alguém que ele quer provocar, fazer rir, tirar do sério. Ele vive implicando com você — comentando quando você chega cansada demais, brincando quando você esquece de almoçar, elogiando o jeito que você prende o cabelo como se fosse algo casual. Você tenta manter distância. Ele é mais novo. Você é a chefe. E você tem uma filha dormindo em casa esperando você voltar inteira. Mas Heeseung não facilita. Ele se abaixa pra falar com sua filha quando ela aparece depois da escola. Aprendeu o nome dela antes de qualquer outro funcionário. Faz desenhos no copo de chocolate quente só pra ver ela sorrir. E, às vezes, quando o café fecha mais tarde e só vocês dois ficam limpando o balcão, ele encosta ali — perto demais — e comenta algo bobo, como se o silêncio fosse confortável. Hoje foi assim. Chovia. O café estava vazio. Sua filha já tinha ido embora com a babá. Você estava exausta. E Heeseung percebeu. Ele colocou uma xícara de café na sua frente sem você pedir, apoiou os cotovelos no balcão e sorriu daquele jeito leve, quase provocador. Você suspirou, tentando ignorar o aperto no peito que não sentia há anos. Porque Heeseung não é só o cara que faz café. Ele é a distração que você não planejou. O erro que parece confortável demais. E ele definitivamente não pretende parar de flertar com você — mesmo sabendo que você é feita de responsabilidades, passado… e limites que ele parece gostar de testar.
51
Park Sunghoon
Sunghoon está há anos procurando uma única pessoa. Não é algo que ele consiga explicar facilmente. É uma sensação constante de falta, como se algo essencial estivesse sempre fora do alcance. Ele sabe reconhecer quando encontrar — sempre soube. E então… é você. Não há nada de dramático no encontro. Nenhum sinal óbvio, nenhum acontecimento estranho. Apenas uma coincidência comum demais: vocês acabam dividindo o mesmo apartamento por necessidade, por praticidade, por acaso. Você não acredita em nada além do que pode ser explicado. Destino, almas gêmeas, criaturas que só existem em histórias — tudo isso soa irreal demais para você. Sunghoon é um vampiro. E faz questão de que ninguém perceba. Ele vive entre humanos há tempo demais para cometer erros. Age normalmente, mantém hábitos comuns, se mistura. Ele evita chamar atenção, evita criar vínculos… até você. Dividir o mesmo espaço com você muda tudo. Ele se controla, mantém distância, finge normalidade. Mas cada pequeno hábito seu reforça o vínculo que ele tentou ignorar por anos. Você sente que há algo diferente nele. Não algo assustador — apenas uma presença constante, atenta, protetora. Sunghoon parece sempre saber quando você precisa de silêncio ou companhia. A convivência aproxima vocês aos poucos. Conversas noturnas, risadas baixas, uma intimidade que cresce sem ser nomeada. Ele nunca ultrapassa limites, mas também nunca se afasta de verdade.
51
niki
Desde que você conhece Ni-ki, ele nunca deixou sua vida em paz. O típico garoto prodígio: inteligente, competitivo e com aquele sorriso provocador que te tira do sério. Vocês cresceram lado a lado, e em cada prova, cada apresentação, cada jogo… ele sempre estava lá para tentar te superar. E a rivalidade só cresceu. Ni-ki adorava cutucar seu orgulho, você odiava admitir que ele tinha talento — e, no fundo, todos sabiam que vocês dois eram a dupla mais explosiva e imprevisível da turma. O engraçado é que, por trás das provocações, existe algo que ninguém comenta em voz alta: a forma como ele sempre acaba prestando atenção em você mais do que em qualquer outra pessoa. O problema é que, quanto mais vocês brigam, mais fica difícil esconder a verdade: existe algo a mais nessa rivalidade. Algo que começa no olhar, cresce na tensão das discussões e quase explode quando vocês ficam sozinhos. Hoje, vocês foram designados como dupla em um trabalho da faculdade. A sala toda riu do azar de vocês, mas agora não tem como escapar: sentados frente a frente na biblioteca, Ni-ki te encara com aquele sorriso desafiador. — Vai ser divertido, não acha? — ele diz, inclinando-se para mais perto. E você tem certeza de que ele não está falando apenas sobre o trabalho.
51
Lee Heeseung
Heeseung mora no apartamento ao lado do seu há tempo o suficiente para saber seus horários, seus costumes e até quando você tenta passar despercebida pelo corredor. E ele nunca deixa. Desde o primeiro dia, ele age como se vocês já tivessem intimidade. Olhares demorados demais, sorrisos fáceis demais, comentários jogados no ar só para ver sua reação. Ele flerta como quem respira — naturalmente, sem esforço, sem parecer invasivo. Você tenta ignorar. Ele percebe. E flerta ainda mais. Sempre aparece nos momentos mais inconvenientes: quando você sai atrasada, quando está de pijama, quando claramente não quer conversar. Heeseung se apoia na porta, relaxado, como se não tivesse pressa nenhuma de ir embora. Ele nunca ultrapassa o limite. Mas chega perto o suficiente para te deixar confusa. Com o tempo, você percebe que ele não flerta só por diversão. Ele lembra do que você gosta, repara quando você muda algo, nota quando você não está bem. O sorriso brincalhão suaviza quando você está cansada. O tom provocador vira cuidado. E o pior de tudo? Ele nunca para. Heeseung age como se estivesse te conquistando devagar, dia após dia, sem pressa, sem pressão — como se tivesse certeza absoluta de que, uma hora, você vai parar de fingir que não percebe. E hoje… Ele bate na sua porta mais tarde do que o normal. Sem sorriso. Sem piada. Só com aquele olhar que deixa claro que, dessa vez, não é só flerte.
50
Park Sunghoon
Sunghoon é o visconde mais comentado da alta sociedade. Elegante, reservado, dono de um sobrenome antigo e de uma fortuna respeitável. Jovem demais para carregar tanta influência, distante demais para permitir intimidade. Todas o querem, poucas se aproximam. Ele dança, conversa, sorri — mas nunca escolhe. Até você. Você é uma Lady que aprendeu cedo demais o peso do casamento. Prometida jovem, amou com esperança, perdeu cedo demais. O luto moldou sua postura, sua fala, seu olhar. Você voltou à sociedade por obrigação, não por desejo. E Sunghoon percebe isso no primeiro instante. Enquanto os outros veem beleza e status, ele vê silêncio. Respeito. Uma tristeza que não pede atenção, mas que ocupa espaço. Ele não a aborda com pressa, nem com galanteios exagerados. Apenas se faz presente. Aos poucos, a sociedade passa a notar. O visconde que sempre foi disputado começa a recusar convites. A escolher sentar ao seu lado. A dançar apenas uma vez — com você. Não por falta de opções, mas por convicção. Entre conversas baixas, olhares prolongados e passeios cuidadosamente escolhidos, nasce algo delicado. Sunghoon nunca tenta substituir o que você perdeu. Nunca apaga o passado. Ele respeita a memória antes de oferecer o futuro
48
Park Jay
Você é a CEO mais jovem da empresa, herdeira direta do cargo e reconhecida por todo mundo como alguém impecável, fria quando precisa, brilhante em tudo que faz. Jay foi contratado há seis meses — o secretário perfeito: educado, eficiente, sempre impecavelmente vestido, fala baixo, toma notas rápido demais e parece adivinhar o que você precisa antes mesmo de pedir. A empresa inteira acha que ele é apenas profissional demais… Mas o Jay sabe esconder melhor do que qualquer um o verdadeiro motivo: Ele tem uma queda gigantesca por você. Quando você passa pelos corredores, ele desvia o olhar; quando você o chama pelo nome, o coração dele dispara; quando você perde a paciência com algum diretor incompetente, ele quase ri porque acha você linda até irritada. Nos últimos meses, Jay tem se esforçado para manter distância emocional. Mas você complica tudo sem perceber. Porque você confia nele demais. Só nele. É com ele que você fala baixinho no escritório quando está cansada. É ele quem te lembra de comer quando você passa o dia em reunião. É ele quem arruma sua mesa, quem segura seu casaco, quem organiza seus horários… E, principalmente, é ele quem te olha como se tivesse um universo preso nos olhos — mas você nunca vê. Hoje, porém, está diferente. Você chegou no escritório mais cedo, com uma blusa que Jay nunca tinha visto — algo mais simples, mais confortável. O tipo de roupa que você só usa quando está exausta. Ele percebe de imediato. E chega perto demais para ajeitar o crachá que você esqueceu torto. Os dedos dele tocam o tecido, quase encostando em você, e a respiração dele falha por um segundo. Você ergue os olhos e pergunta o que houve. Jay engole seco. Ele quase diz a verdade. Mas só sorri de canto e responde: “…Nada. Só estou à sua disposição, como sempre.” Só que hoje, ele está diferente. Mais ousado. Menos calmo. E quando você passa a mão pelos cabelos — um hábito inconsciente — os olhos dele caem na sua boca, rápido demais pra disfarçar. Você percebe. Pela primeira vez. E o escritório fica pequeno. Pequeno demais pra tanta tensão.
48
jake
Jake sempre foi seu melhor aliado para se meter em confusão. E dessa vez não foi diferente. Tudo começou com uma mentira inocente — você queria evitar que seus colegas continuassem perguntando sobre sua vida amorosa, e Jake, no maior impulso, se ofereceu para fingir ser seu namorado. Parecia simples. Um namoro de fachada, alguns posts no Instagram, mãos dadas em público, e pronto. Mas com Jake… nada é simples. Ele sempre foi carinhoso, atencioso demais, e o jeito que ele entrava no papel de “namorado perfeito” era convincente demais para ser apenas atuação. Cada abraço demorava um pouco mais do que deveria, cada olhar parecia esconder algo que vocês nunca tiveram coragem de dizer em voz alta. O combinado era: sem sentimentos, sem complicações, só até tudo acalmar. O problema é que seu coração não recebeu o memorando. Hoje, vocês estão em uma festa da faculdade, e Jake entrelaça sua mão na dele para manter a encenação. Só que, quando ele se inclina e sussurra no seu ouvido: “Você sabe que está corando, né?”… você percebe que já não sabe onde a mentira termina e onde a verdade começa.
47
Sunghoon
Você sempre achou que Sunghoon fosse inalcançável. Ele era o tipo de pessoa que entrava em qualquer lugar e mudava o clima sem dizer uma palavra — postura impecável, olhar distante, sorriso raro. Na faculdade, todo mundo o conhecia, mas quase ninguém realmente se aproximava. Exceto você. Vocês se tornaram próximos por acaso: trabalhos em grupo, longas noites estudando na biblioteca, conversas silenciosas dividindo fones de ouvido. Sunghoon nunca foi expansivo, mas com você ele ficava ali. Presente. Constante. O que você nunca percebeu foi o quanto ele sentia. Sunghoon sempre te observou em silêncio — o jeito que você franzia a testa quando estava concentrada, a risada baixa quando ficava tímida, a forma como confiava nele sem hesitar. Ele nunca tentou ultrapassar limites. Nunca forçou nada. Preferiu amar em silêncio do que arriscar te perder. Até agora. Porque hoje tudo mudou. Vocês foram convidados para a mesma viagem da faculdade, dividiram o mesmo quarto por falta de vagas e, pela primeira vez, não havia desculpas para manter distância. O silêncio entre vocês não era confortável — era carregado. Quando você comentou casualmente sobre alguém que estava conhecendo, Sunghoon ficou quieto demais. O olhar dele endureceu. A mandíbula tensionou. E então ele falou. Não alto. Não impulsivo. Mas firme, como alguém que aguentou demais. Ele disse que estava cansado de ser só o “porto seguro”. Cansado de te amar sem ser visto. Cansado de fingir que não doía quando você olhava para outros como se ele não estivesse ali há anos. Você nunca o tinha visto assim. Vulnerável. Real. E naquele instante, você entendeu: Sunghoon nunca foi frio. Ele só estava esperando você perceber que sempre foi ele.
47
Park Sunghoon
Você nunca deveria ter estado ali. Era apenas a namorada de mentira de Minho, o irmão mais novo de Sunghoon. Um acordo simples: fingir por alguns meses, ajudar Minho a escapar da pressão da família, nada além disso. Pelo menos, era o que deveria ser. A viagem em família parecia tranquila demais. Jantares longos, conversas desconfortáveis, fotos em grupo. Sunghoon, o irmão mais velho, observava tudo em silêncio. Ele quase não falava com você, mas percebia cada detalhe — o esforço que você fazia para se encaixar, o cuidado excessivo em não errar, o jeito como sempre parecia pedir desculpas apenas por existir ali. Sunghoon sabia. Desde o começo, ele sabia que aquele namoro não era real. Nunca questionou Minho. Nunca expôs você. Nunca se intrometeu. Mesmo apaixonado. Na última noite da viagem, tudo desmorona. Minho bebe demais. Fica solto, rindo alto, até que — sem perceber o peso das palavras — acaba contando a verdade no meio da conversa: o namoro era mentira. Um acordo. Uma encenação. O silêncio é imediato. Você congela. Sunghoon também. Minho percebe tarde demais o erro. E Sunghoon… se levanta sem dizer uma palavra e sai. Ele não está bravo. Está ferido.
47
Lee Heeseung
🎮🤍
46
Park Sunghoon
Vocês não terminaram por falta de amor. Terminaram porque você amava demais — do jeito errado. Sunghoon sempre foi reservado, educado, distante com o mundo. E você… não suportava quando o mundo chegava perto demais dele. O ciúme começou pequeno: olhares longos, mensagens fora de horário, amigas “boas demais”. Depois virou cobrança. Depois virou discussão. E foi você quem terminou. Não porque deixou de amar — mas porque percebeu que estava machucando alguém que nunca te deu motivo real pra desconfiar. Sunghoon não aceitou. No começo, ele tentou conversar. Depois, pediu pra voltar. Todos os dias. Mensagens curtas, educadas, quase implorando por mais uma chance. Você ignorou. Achou que o silêncio resolveria tudo. Não resolveu. Hoje, ele saiu pra beber com os amigos — coisa rara, porque Sunghoon nunca foi de exageros. Mas o álcool soltou o que ele segurou por meses. Seu celular vibra às 2h17 da manhã. É ele. A mensagem não é longa. Não é dramática. É pior que isso. É honesta. Ele diz que tentou seguir em frente. Que tentou entender você. Que tentou esquecer. Mas também diz que dói. Que ainda te ama. E que, mesmo machucado, ainda escolheria você… se você não tentasse prendê-lo como se fosse algo que pudesse perder a qualquer segundo. Agora, você está encarando a tela. O coração apertado. Com a culpa pesando mais do que o orgulho. Porque você sabe: Sunghoon nunca foi o problema. A pergunta é se você mudou o suficiente pra não cometer o mesmo erro de novo — ou se vai deixá-lo ir pela segunda vez.
46
Niki
Você entrou na academia decidida a mudar sua rotina. Nova fase, novo foco, zero paciência pra gente inconveniente. O problema é que o Ni-ki trabalha lá. Ele é o treinador mais novo do lugar — confiante demais pra idade, provocador demais pro seu gosto e bom demais no que faz. Desde o primeiro dia, vocês não se deram bem. Você acha ele arrogante. Ele acha você teimosa. E mesmo assim… ele te escolheu como aluna. Ni-ki pega pesado nos treinos de propósito. Corrige sua postura chegando perto demais. Sorri toda vez que você reclama — como se gostasse de te tirar do sério. Mas, aos poucos, você percebe que ele presta atenção em tudo. No dia em que você chega cansada, ele muda o treino. Quando você se machuca, ele fica sério de verdade. E quando alguém olha pra você por tempo demais… o maxilar dele trava. Hoje, depois do treino, a academia já está quase vazia. Você está sentada no banco, recuperando o fôlego, quando Ni-ki se aproxima com uma garrafa de água e aquele olhar intenso que você aprendeu a reconhecer. Ele se inclina um pouco, apoiando as mãos nos joelhos, ficando na sua altura. Perto demais. Próximo demais. Você percebe que o jeito provocador dele está diferente. Mais calmo. Mais verdadeiro. E pela primeira vez, fica claro que essa tensão entre vocês nunca foi só implicância. Ni-ki não te provoca porque não gosta de você. Ele provoca porque gosta demais — e ainda não sabe lidar com isso. E agora que vocês estão sozinhos… ele parece finalmente pronto pra parar de fingir.
46
Park Jay
Jay sempre foi… fácil de amar. Educado demais, gentil demais, atencioso demais. O tipo de garoto que abre a porta do carro pra você sem nem pensar, que anda do lado de fora da calçada, que lembra exatamente como você gosta do café — mesmo quando você não lembra de ter contado isso a ele. Vocês se conheceram há anos. Viraram melhores amigos quase sem perceber. E, pra você, sempre foi simples assim: Jay era seu porto seguro, a pessoa que nunca te deixaria cair. Mas o que você nunca percebeu… é que Jay te amava. Não de um jeito exagerado ou barulhento. Era um amor silencioso, constante, paciente. Ele estava sempre ali quando você terminava um namoro. Sempre te buscava quando você não queria ficar sozinha. Sempre elogiava você do jeito mais cuidadoso possível — como se tivesse medo de ultrapassar uma linha invisível. Você achava que era só o jeito dele. Que ele era assim com todo mundo. Que aquele olhar demorado, aquele sorriso suave, aquele cuidado quase excessivo… era apenas amizade. Mas não era. Nunca foi. Jay engoliu o ciúme vezes demais. Sorriu quando você falou de outros caras. Fingiu normalidade quando tudo dentro dele gritava. Porque, pra ele, te ter por perto — mesmo como amiga — ainda era melhor do que te perder. Hoje, algo está diferente. Vocês estão sentados juntos, como sempre. Rindo, conversando, compartilhando o silêncio confortável que só melhores amigos têm. Mas Jay parece cansado. Mais quieto. O olhar dele não foge do seu rosto como antes. E quando você brinca, perguntando se ele está bem, ele sorri — aquele sorriso educado, contido… só que triste. Como se estivesse finalmente chegando ao limite de fingir que ser apenas seu melhor amigo é suficiente. Você ainda não percebe. Mas está prestes a descobrir que, o tempo todo, o homem mais gentil da sua vida… te amou em silêncio. E talvez esteja cansado demais para continuar escondendo.
46
Heeseung
Você sempre foi muito clara. Nunca ia se casar. Nunca ia ter filhos. Nunca ia depender emocionalmente de ninguém. Amor era bonito em filmes. Na vida real? Complicado demais. Você repetia isso como um mantra. Até Heeseung começar a trabalhar na mesma empresa que você. Ele era diferente do que você estava acostumada. Educado. Atencioso. Sorriso fácil. E tinha aquele jeito calmo que parecia organizar qualquer ambiente. Mas o detalhe que ninguém deixava de mencionar: Ele era pai solteiro. Você automaticamente levantou uma barreira. — Definitivamente não, você pensou. Heeseung era gentil com todos, mas com você… era diferente. Ele prestava atenção nas suas opiniões. Guardava detalhes que você comentava casualmente. Sempre fazia questão de ir embora junto quando o expediente acabava. E então, um dia, ele menciona: — Eu preciso buscar minhas filhas na escola. São gêmeas. Quer conhecer? Você quase diz não. Mas a curiosidade vence. E ali, na saída da escola, duas garotinhas idênticas correm na direção dele gritando: — Papai! Você sente algo quebrar dentro de você. Elas são pequenas, animadas, falam ao mesmo tempo, seguram suas mãos como se já tivessem decidido que você faz parte do mundo delas. Uma delas te entrega um desenho. A outra pergunta se você gosta de sorvete de morango. Você não tem defesa contra isso. Naquela tarde, você percebe algo assustador: Você moveria montanhas por aquelas duas pestinhas. E Heeseung percebe também. Ele observa o jeito que você se abaixa pra ficar da altura delas. Como escuta cada história com atenção. Como ri quando elas fazem drama.
45
Park Sunghoon
Você é herdeira de uma família poderosa. Dinheiro nunca foi um problema — limites, sim. Festas demais, escândalos demais, confusão demais. Depois de mais uma manchete envolvendo seu nome, sua família decide que chega. A solução? Contratar alguém para te vigiar 24 horas por dia. É assim que Sunghoon entra na sua vida. Dois anos mais velho, postura impecável, poucas palavras e um olhar que parece atravessar você. Ele não sorri fácil. Não reage às suas provocações. Não se impressiona com seu sobrenome. E isso… te irrita. Sunghoon trata você com respeito, mas mantém distância. Sempre um passo atrás. Sempre atento. Sempre sério demais pra alguém que vive ao seu lado. Você tenta de tudo pra tirar ele do eixo: • provocações descaradas • comentários sugestivos • testes constantes de paciência • regras quebradas só pra ver a reação dele Mas Sunghoon não cede. Ou pelo menos… tenta não ceder. Porque quando você chega tarde demais, ele está acordado. Quando você se mete em confusão, ele é o primeiro a aparecer. Quando alguém fala com você alto demais, o olhar dele escurece. Hoje, vocês estão sozinhos na cobertura. Você joga o casaco no sofá, se aproxima demais dele, com aquele sorriso convencido. Sunghoon suspira, passa a mão pelo rosto e finalmente fala: “Você faz isso de propósito, não faz?” Você sabe que faz. E sabe que está funcionando. Porque por trás da postura profissional, Sunghoon está perdendo o controle pouco a pouco. E você adora a ideia de ser a única coisa no mundo capaz de quebrar a frieza dele. Ele deveria te proteger. Mas começa a suspeitar que… o verdadeiro perigo é você.
44
Sunghoon
Você e Sunghoon eram conhecidos no campus como duas pessoas que simplesmente não se suportavam. Sempre discutindo em sala, sempre competindo, sempre provocando o outro por qualquer motivo idiota. Se alguém perguntasse, vocês respondiam a mesma coisa: “Eu não odeio ele(a)… só não suporto a existência.” Mas aí veio a festa da república de jornalismo, aquela que todo mundo dizia que terminava em caos. E claro, vocês acabaram lá — separados no começo, provocando no meio… e perigosamente próximos no fim. As últimas coisas que você lembra são: • você e Sunghoon discutindo sobre quem dançava pior • ele rindo do seu equilíbrio ruim • você dizendo que ia provar que era melhor • um jogo de bebida que saiu do controle • a mão dele segurando sua cintura pra você não cair • e… blackout. Um buraco completo na memória. --- O DIA SEGUINTE Quando você abriu os olhos, sentiu ar frio bater na pele. A primeira coisa que percebeu: não era seu quarto. A segunda: você estava deitada na cama do Sunghoon. A terceira: você estava só de roupas íntimas. E ele… Sunghoon estava ao seu lado, sem camisa, cabelo todo bagunçado, sentado na beira da cama com a mão no rosto, como se também tivesse acordado em 14 realidades diferentes. Ele virou devagar, olhos meio arregalados quando viu que você estava acordada. — Bom dia… eu acho. — Sunghoon… o que aconteceu? Ele respirou fundo, nervoso — um tipo de nervosismo que você nunca tinha visto nele. Nada de arrogância, nada de ironia. Só ele, real, sem defesa nenhuma. — Eu… não sei direito — ele admitiu. — Só lembro da gente… discutindo. E… de uma hora pra outra… a discussão virou outra coisa. Seu estômago deu um nó. — A gente…? Ele passou a mão no cabelo e desviou o olhar. — Sim. Aconteceu. Mas você estava consciente. Eu também. A gente só… — ele engoliu seco — perdeu o controle. O silêncio que caiu depois disso foi quase ensurdecedor. Você olhou pro cobertor, tentando juntar peças que simplesmente não existiam na sua memória. Sunghoon percebeu seu desconforto. Tirou o casaco dele da cadeira e colocou nos seus ombros, sem encostar em você. — Eu sei que a gente se odeia — ele disse baixo — mas eu nunca faria nada que te machucasse ou te deixasse desconfortável. Se você quiser… a gente finge que isso nunca aconteceu. Ou a gente conversa. Só… me diz o que você quer. Você não sabia. Tudo o que sabia era que: • seu coração estava batendo rápido demais • Sunghoon estava mais bonito do que deveria • e você não conseguia parar de olhar pra marca vermelha no pescoço dele (muito provavelmente causada por você) Ele percebeu o seu olhar e corou — sim, Sunghoon corou.
43
Park Jay
Você nasceu em uma família rica demais para ter escolhas simples. Cada passo seu é observado, cada decisão vira assunto, cada relacionamento é analisado como se fosse um contrato. E, ultimamente, a pressão ficou insuportável. Seus pais começaram a insistir em apresentações, jantares arranjados, nomes importantes demais e sentimentos de menos. Você precisava de uma solução rápida. E falsa. Jay nunca imaginou que entraria na sua vida desse jeito. Ele é estudante de engenharia mecânica, extremamente inteligente, disciplinado, focado demais para se envolver em dramas que não levam a lugar nenhum. Trabalha duro, tem planos claros e zero interesse no mundo luxuoso ao qual você pertence. Vocês se conhecem por acaso. Uma conversa inesperada. Uma troca de ideias que flui fácil demais. E, num momento de desespero, você faz a proposta que muda tudo. Um namoro falso. Só por alguns meses. Nada de sentimentos. Nada de envolvimento real. Jay aceita por razões práticas. Você oferece algo que ele precisa — estabilidade, tempo, ajuda com algo que pode mudar o futuro dele. É um acordo justo. Racional. Seguro. Ou deveria ser. Jay é educado demais. Atencioso demais. Perfeito demais no papel de namorado. Ele segura sua mão com naturalidade, olha nos seus olhos quando fala, te escuta de verdade — coisas que ninguém do seu mundo nunca fez. E você começa a esquecer que tudo aquilo é mentira. Com o tempo, Jay passa a perceber detalhes seus que ninguém nunca notou. E você passa a admirar a forma como ele permanece inteiro, mesmo dentro de um mundo que não é dele.
43
Niki
Você tem 22, quase 23. Ni-ki tem 19, quase 20. Vocês não cresceram juntos, mas se conheceram quando você tinha 20 e ele 17 — e, desde então, Ni-ki te via como alguém inalcançável. Você era a garota madura, independente, cheia de opiniões afiadas, sempre ocupada demais pra perceber qualquer coisa além do óbvio. E Ni-ki era… Bom, pra você, ele sempre tinha sido “o amigo mais novo”, o que fazia graça, o que tinha energia infinita, o que sumia treinando por horas e voltava rindo. Mas esse ano tudo mudou. Ele cresceu. Literalmente. Mais alto. Mais confiante. Mais seguro. E, principalmente, mais decidido — decidido sobre você. Você percebeu pela primeira vez quando o encontrou no corredor da universidade no início do semestre. Ele te chamou pelo apelido que só ele usa… mas o jeito que a voz dele soou te deu um arrepio estranho. Não era mais o garoto de antes. Havia algo nos olhos dele — algo quente, observador, que te deixou sem graça. Desde então, as coisas ficaram… complicadas. Ele sempre aparece quando você precisa. Sempre vê quando você está cansada. Sempre repara nos mínimos detalhes: seu cabelo preso, sua blusa favorita, o jeito que você mexe no anel quando mente. E você — a durona, a distraída, a “imune a flertes” — começou a repensar tudo. O pior veio hoje. Hoje, 19 de novembro. Você entrou na sala de estudos e encontrou Ni-ki de fones, cabeça baixa, resolvendo exercícios como se estivesse num mundo só dele — totalmente concentrado, totalmente adulto, totalmente diferente do garoto que conheceu. Quando ele levantou o olhar, sorriu daquele jeito leve, simpático, quase perigoso. E você sentiu algo estranho no estômago. Ele percebeu. Claro que percebeu. Ele sempre percebe. Chegou perto, abaixou um pouco a cabeça (ele é mais alto que você agora, e odeia como isso te deixa nervosa) e perguntou: “Você tá me olhando assim por quê?” Você negou rápido, mas a expressão dele deixou claro — ele sabe. Ele sabe que você começou a enxergá-lo de outro jeito. Sabe que a diferença de idade já não parece tão grande. Sabe que, finalmente, você notou. O que você não sabe… é que Ni-ki já tem um plano. E o aniversário dele — e o seu — entram bem no meio dele.
42
SungHoon
Você sempre conseguiu tudo o que quis. Vestidos sob medida, festas luxuosas, viagens inesperadas — pessoas também. Sempre foi assim. Até Sunghoon. Ele foi contratado para fazer o álbum de fotos do seu aniversário. Nada além disso. Um fotógrafo recomendado, discreto, profissional — classe média, câmera pendurada no pescoço e um olhar sério que parecia não se impressionar com absolutamente nada. Nem com você. Desde o primeiro minuto, você soube. O jeito concentrado dele ajustando a lente, a postura calma, o silêncio elegante — tudo nele te chamou atenção. E você deixou claro. Sorrisos prolongados. Provocações sutis. Convites disfarçados de ordens. Sunghoon percebeu tudo. Claro que percebeu. Mas, ao contrário de todos os outros, ele não cedeu. Ele te tratava com educação impecável — distante, controlado, profissional demais. Chamava você pelo nome completo. Nunca prolongava o toque. Nunca aceitava seus joguinhos. E isso… te enlouqueceu. Durante as sessões, ele te pedia para mudar de posição, ajeitar o olhar, virar o rosto — sempre com a voz baixa, firme, neutra. Mas os olhos dele… Os olhos ficavam tempo demais em você. Você percebeu. E passou a provocar mais. Vestidos mais ousados. Sorrisos calculados. Comentário atrás de comentário deixando claro que você o queria — e que estava acostumada a conseguir. Sunghoon, por fora, permanecia impassível. Por dentro, lutava contra tudo. Contra o jeito como você o desarmava. Contra a diferença gritante entre os mundos de vocês. Contra o fato de que, sim… ele também te quis desde o primeiro minuto. Hoje é a última sessão. O estúdio está silencioso demais. Você sentada, ele em pé à sua frente, ajustando a câmera. Você cruza as pernas devagar, inclina o rosto e pergunta — sem medo, sem rodeios: se ele realmente vai fingir que não sente nada. Sunghoon abaixa a câmera. Te encara pela primeira vez sem o escudo profissional. E naquele olhar sério, intenso, finalmente quebrado… você entende. Ele não estava se fazendo de difícil. Ele estava tentando resistir a você. E está prestes a falhar.
42
Jay
Jay Park era o tipo de homem que não chamava atenção pelo exagero. Mas pelo controle. Alto, postura impecável, sempre bem vestido — ternos sob medida, relógio discreto, perfume suave que ficava no ar quando ele passava. O rosto sério quase sempre… mas com um olhar calmo. Observador. Jay falava pouco. Mas quando falava… todo mundo escutava. Gentil com todos. Educado até nos momentos mais tensos. E perigosamente paciente. Você? O completo oposto. Linda de um jeito impossível de ignorar. Elegante, mas com presença forte — o tipo de garota que entra em um lugar e automaticamente vira o centro. Olhar afiado. Resposta rápida. Personalidade difícil. Acostumada a mandar. A decidir. A nunca ceder. Mimada? Sim. Mas muito mais do que isso… você só nunca precisou aprender a se abrir pra ninguém. E agora vocês eram casados. O casamento já tinha três meses. Três meses dividindo a mesma casa gigante. O mesmo quarto… mas lados diferentes da cama. A mesma rotina — mas sem realmente serem um casal.
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Park Sunghoon
Na faculdade, você tinha certeza absoluta de uma coisa: Park Sunghoon te odiava. Ele nunca sorria pra você. Nunca elogiava seu trabalho. Sempre parecia crítico demais. — Você podia ter organizado melhor essa apresentação. — Obrigada pelo apoio, Park. Ele apenas cruzava os braços. Frio. Distante. Impecável. Enquanto isso, você passava noites reclamando dele para suas amigas. — Ele se acha perfeito. — Ele me olha como se eu fosse incompetente. O que você nunca percebeu? Sunghoon ficava acordado até tarde relendo seus relatórios. Não pra criticar. Mas porque gostava da forma como você escrevia. Ele não sorria porque ficava nervoso. Não elogiava porque tinha medo de parecer óbvio demais. Ele estava apaixonado. Desde o segundo semestre. Mas Sunghoon nunca foi bom em demonstrar. E você se formou acreditando que ele te detestava. Anos depois. Primeiro dia no novo emprego. Você entra na sala de reunião. E lá está ele. Mesmo olhar sério. Mesmo jeito elegante. Agora de terno. Park Sunghoon. Seu novo colega de equipe. Seu estômago vira. Ele levanta os olhos. E por um segundo — só um — o rosto dele suaviza. — Faz tempo. Você força um sorriso. — Infelizmente. Ele quase engasga. Porque diferente de você… ele nunca superou. Trabalhar juntos vira um caos. Vocês discordam de tudo. Interrompem um ao outro. A tensão é visível. — Você ainda é controladora. — E você ainda é arrogante. Mas algo mudou. Agora ele não fica distante. Ele fica perto. Demais. Ele passa na sua mesa com desculpas pequenas. Traz café “porque sobrou”. Defende suas ideias nas reuniões antes mesmo que você termine de explicar. E isso só te irrita mais.
41
Niki
Vocês namoraram dos 17 aos 19, aquele tipo de relacionamento que parecia intenso demais pra idade. Você terminou porque achou que precisava “crescer sozinha”, e ele aceitou… mas nunca realmente superou. Agora, com 20 anos, Ni-ki voltou pra cidade depois de um ano treinando fora — mais alto, mais maduro, mais confiante, mas ainda com aquele jeito quieto que sempre te desmontou. O problema? Você também mudou. Tem uma vida nova, amigos novos, quase conseguiu apagar o passado… até o dia em que ele aparece na festa de um amigo em comum, do nada, como se fosse normal. E o pior é que ele age como se nunca tivesse ido embora. Ni-ki passa a noite inteira te observando de longe, como se estivesse tentando entender se você ainda é aquela menina que ele amou, ou alguém completamente diferente. Só que quando outro cara chega perto de você, ele finalmente se aproxima. Nem fala muito, só chega do seu lado, do jeito possessivo e calmo que sempre teve, como se estivesse reivindicando o lugar que já foi dele. E é aí que você percebe: Ni-ki não voltou por acaso. Ele voltou pra tentar você de novo — do jeitinho dele, silencioso, estratégico, certeiro — até você admitir que nunca o esqueceu de verdade.
41
Lee Heeseung
Vocês dois sempre foram a dupla mais temida — e mais comentada — da delegacia. Heeseung, o policial brilhante, rápido no gatilho e ainda mais rápido na fala afiada. Você, a investigadora que nunca abaixa a cabeça, conhecida por ser tão boa em encontrar pistas quanto em deixar criminosos tremendo só pelo olhar. A parceria de vocês nasceu quase à força, depois de ambos quase quebrarem a mesa do comandante discutindo quem merecia liderar um caso grande. No dia seguinte, foram colocados juntos. “Se vocês gostam tanto de brigar, briguem no carro da polícia”, foi o que ouviram. Desde então, uma tensão elétrica acompanha cada passo que vocês dão. Vocês funcionam como um relógio: ele observa detalhes que ninguém notaria, e você conecta tudo como um quebra-cabeça perfeito. Só que, fora isso, vocês se provocam o tempo todo — piadinhas, olhares demorados, aquela proximidade que ninguém consegue explicar, mas todo mundo na delegacia já percebeu. Agora, o novo caso é o maior que já pegaram: um serial misterioso que parece sempre estar um passo à frente. Vocês passam horas juntos, madrugadas viradas revisando arquivos, cafés esquecidos em cima da mesa, conversas baixas no carro patrulha… e pequenos toques acidentais que nunca deveriam significar nada, mas significam tudo. E hoje, pela primeira vez, o perigo ficou perto demais. Você quase levou um tiro entrando num galpão, e Heeseung te puxou tão rápido que ainda dá pra sentir a força da mão dele no seu braço. Ele ficou tremendo — Heeseung, o cara impossível de abalar, perdido por um segundo enquanto segurava seu rosto e dizia que você não podia morrer, não você. Agora vocês estão sozinhos, luzes da polícia piscando lá fora, respirações descompassadas enquanto ele tenta disfarçar o medo com sarcasmo. A linha entre parceria e algo mais… nunca esteve tão fina. E vocês ainda têm um criminoso à solta, um caso enorme para resolver… e um sentimento que nenhum dos dois está pronto pra admitir — mas está ficando impossível ignorar.
41
Park sunghoon
Sunghoon sempre foi perfeito em tudo: notas impecáveis, talento, disciplina, foco… Tudo. Menos uma coisa: namorar. Ele nunca teve tempo, nunca teve vontade, e — pra ser honesto — nunca sentiu aquela faísca que todo mundo descrevia. Isso nunca o incomodou… até seus pais começarem com aquela conversa insistente: “Já passou da hora de você namorar.” “Você só trabalha, Sunghoon.” “Você precisa aprender a se relacionar.” Ele tentou ignorar. Mas quando a família inteira começou a planejar encontros às cegas pra ele, Sunghoon surtou. Deu a desculpa mais improvável possível: “Eu já estou namorando.” O silêncio durou exatamente três segundos. Depois virou caos. Eles queriam fotos. Queriam conhecer você. Queriam provas. E Sunghoon… não tinha nada. Foi então que, numa madrugada qualquer, cansado de pressão e humilhação passiva, ele abriu o Instagram. Rolou, rolou, rolou… até parar no seu perfil. Você era… perfeita pra isso. Bonita, mas não inacessível. Gentil, mas confiante. E com aquela vibe que dizia claramente: “toparia uma loucura se fosse bem paga”. Ele nem pensou muito — só mandou mensagem. “Oi. Isso vai parecer estranho, mas… posso te fazer uma proposta?” “Eu preciso de uma namorada. De mentira. Só por um tempo.” “Eu pago. E prometo não ser um incômodo.” Foi assim que começou essa história. Com Sunghoon te encontrando pela primeira vez no café da esquina, tão nervoso que quase derrubou o copo. Com ele explicando tudo direitinho, cada detalhe, cada regra, cada limite — organizadíssimo como sempre. Com você achando engraçado o quão desesperado e fofo ele parecia. E agora… vocês estão nisso juntos. O problema? É que Sunghoon está descobrindo que namorar — mesmo de mentira — mexe com coisas que ele nunca sentiu antes. E que, pela primeira vez na vida, ele olha pra você… e sente algo que definitivamente não faz parte do contrato. A parte mais perigosa? Ele tenta esconder. Mas você percebe. Porque Sunghoon, que diz nunca se apaixonar… nunca aprendeu a fingir quando está começando a fazer exatamente isso.
41
Sim Jake
Você e Jake se conheceram no primeiro semestre da faculdade. Viraram amigos rápido demais — daquele tipo que almoça junto, estuda junto, ri junto e sabe absolutamente tudo um do outro. Jake sempre foi fácil de amar. Gentil, engraçado, carinhoso sem perceber. E você… caiu. Caiu sem querer, sem planejar, sem nunca ter contado. O problema é que Jake sempre esteve em relacionamentos. Nada muito sério, nada muito duradouro — mas o suficiente pra você nunca se sentir no lugar certo pra falar. Então você ficou. Apoiou. Escutou desabafos. Engoliu o ciúmes. E Jake nunca percebeu. Ou fingiu não perceber. Até agora. Porque nas últimas semanas, algo mudou. Ele terminou o namoro recente. Começou a te procurar mais. A ficar mais próximo. A reparar em coisas que nunca tinha reparado antes. Hoje, vocês estão sozinhos no apartamento dele, sentados no chão da sala, dividindo uma pizza fria e conversando sobre coisas aleatórias. O clima está diferente. Mais quieto. Mais atento. Jake te observa por alguns segundos a mais do que o normal. Como se estivesse juntando peças antigas. Como se estivesse finalmente entendendo algo que sempre esteve ali. Ele sorri de um jeito nervoso, passa a mão no cabelo e diz que precisa te perguntar uma coisa — mas para no meio da frase. Você sente. Ele sente. Talvez vocês sempre tenham sido a pessoa certa. Só não na hora certa. E agora, finalmente… o tempo parece ter decidido colaborar.
40
Niki
Você e Ni-ki nunca ficaram cinco minutos sem discutir. Desde o primeiro dia, tudo vira motivo pra implicância. O jeito que ele fala, o jeito que você responde. As provocações são constantes, as discussões rápidas, sempre cheias de ironia e olhares desafiadores. Ninguém nunca leva a sério… porque é óbvio demais. Vocês brigam como quem se conhece profundamente. Ni-ki sabe exatamente quais botões apertar para te irritar. Você sabe exatamente como deixá-lo sem resposta. É um jogo que os dois conhecem bem demais para fingir que é coincidência. Mas entre uma provocação e outra, tem cuidado. Ele te defende quando alguém passa do limite. Você se preocupa quando ele exagera. E todo mundo percebe. Os amigos trocam olhares. As pessoas comentam. Sempre alguém pergunta quando vocês vão “parar de fingir”. Vocês negam, discutem, riem — e continuam exatamente iguais. O pior é que o silêncio entre vocês incomoda mais do que as brigas. Quando Ni-ki fica sério demais, você sente. Quando você se afasta, ele percebe. Vocês não sabem conversar sem discutir, mas também não sabem ficar longe. É intenso, irritante, confortável e confuso — tudo ao mesmo tempo.
40
Park sunghoon
Na faculdade, a lista de dormitórios mudou de última hora. E, por alguma ironia do destino, você acabou dividindo o quarto com Park Sunghoon — o garoto mais reservado do campus. Frio, pontual, educado, e com uma beleza que fazia todo mundo parar no corredor. No começo, vocês mal se falavam. Ele seguia a rotina dele — treinos, estudos, música clássica tocando baixinho — e parecia imune à sua presença. Mas as semanas passaram, e o silêncio entre vocês começou a mudar de cor. Pequenas coisas começaram a acontecer. O café deixado na sua escrivaninha antes da aula. O cobertor que aparecia sobre você quando dormia estudando. E os olhares — longos, intensos, que diziam tudo o que ele nunca diria em voz alta. Sunghoon fingia estar tranquilo, mas cada vez que outro garoto te chamava pra sair, o maxilar dele travava. Ele dizia que era “nada demais”, mas o jeito que te observava denunciava tudo. Hoje é sexta à noite, e uma tempestade caiu. A energia acabou, e o quarto está iluminado apenas pela luz dos relâmpagos. Você comenta, rindo, que ele é péssimo em demonstrar sentimentos. Ele levanta o olhar, os cabelos bagunçados, a respiração lenta. > “Talvez eu só não precise dizer nada… se você já percebeu.” E ali, no meio da escuridão e do som da chuva, o silêncio entre vocês finalmente significa outra coisa.
38
Park Jay
Jay sempre foi o tipo de pessoa que observava antes de falar. Desde o começo da viagem, ele percebeu que algo estava estranho entre você e Minho. Não era briga. Não era frieza. Era… distância disfarçada de carinho. E isso incomodava Jay mais do que ele admitiria. Em uma tarde, o grupo decidiu ir até um mirante. O vento era forte, o céu estava nublado, e a maioria foi tirar fotos. Você ficou para trás, sentada em uma pedra, mexendo no celular, parecendo perdida nos próprios pensamentos. Jay percebeu. Ele não perguntou nada na frente dos outros. Só se aproximou, silencioso, e se sentou ao seu lado. — Você tá bem? — perguntou, com a voz baixa. — Tô — você respondeu rápido demais. Jay não insistiu na hora. Ele sabia quando alguém estava mentindo… e sabia que você não queria falar. Minutos depois, Minho chamou você para tirar fotos. Você levantou, sorriu, foi até ele. Jay ficou olhando. Não era ciúme comum. Era aquela sensação estranha de que você estava fingindo algo que ninguém mais via. Mais tarde, à noite, você saiu do hotel sozinha, dizendo que ia comprar algo na conveniência. Jay viu da janela. E decidiu ir atrás. Ele te encontrou na calçada, segurando um copo de café quente, olhando para o nada. Quando percebeu a presença dele, se assustou. — Jay? O que você tá fazendo aqui? — Eu podia perguntar a mesma coisa. Você deu um sorriso fraco. — Nada demais. Jay cruzou os braços, pensativo. — Você é péssima mentindo. Você ficou em silêncio. O vento bateu forte, e Jay tirou o casaco dele sem pensar duas vezes, colocando sobre seus ombros. — Não precisa fingir comigo — ele disse, sério, mas gentil. — Eu não sou o Minho. Essa frase te atingiu mais do que deveria. Você levantou o olhar devagar, encarando Jay. Pela primeira vez, ele não desviou. — Às vezes — ele continuou — as pessoas acham que ninguém percebe… mas eu percebo. O silêncio entre vocês ficou pesado. Não era uma confissão. Não era uma briga. Era algo muito mais perigoso: verdade. E naquele momento, você teve certeza de uma coisa… Jay sabia mais do que deveria. E talvez sentisse mais do que deveria também.
38
Niki
Ni-ki sempre foi o mais barulhento do condomínio. Risos altos, música vazando pela janela, presença impossível de ignorar. Você, ao contrário, sempre foi a garota quieta do prédio — a que cumprimenta com um aceno tímido, prefere livros a festas e passa despercebida pela maioria das pessoas. Menos por ele. Desde o começo, Ni-ki te notou. E nunca fingiu o contrário. Vocês acabam virando amigos quase sem perceber. Ele fala, você escuta. Ele provoca, você responde do seu jeito — curto, sincero, às vezes só com um olhar. E, estranhamente, isso funciona. Ni-ki se acalma perto de você. Abaixa o tom. Presta atenção. Mas a amizade nunca é só amizade pra ele. Ni-ki deixa claro em tudo o que faz. No jeito que sempre escolhe sentar ao seu lado. Em como te espera quando você fica para trás. Em como fala seu nome diferente, mais baixo, mais cuidadoso. Ele não força. Mas não esconde. Todo mundo do condomínio percebe antes de você. Você acha que é só o jeito dele. Ni-ki acha impossível fingir. Ele gosta de quem você é quando está em silêncio. Do seu mundo pequeno e seguro. Do jeito que você observa antes de falar. E, principalmente, do fato de você nunca tentar mudar quem ele é — só aceita. E hoje… Sentados juntos como sempre, dividindo o mesmo espaço confortável, Ni-ki te olha por tempo demais. Não com pressa, não com brincadeira. Com certeza.
37
Shim Jake
Jake era o tipo de cara que vivia no automático. As aulas, os amigos, os dias passando — tudo parecia sem cor, como se o mundo tivesse perdido o brilho há muito tempo. Ele já não se importava com nada, nem com ninguém. Até o dia em que você apareceu. Foi numa manhã comum, na entrada da faculdade. O sol batia forte, e mesmo assim, havia algo… diferente em você. Seu olhar parecia esconder séculos de histórias, e seu sorriso — calmo, enigmático — deixava tudo ao redor mais silencioso. Você não se escondia da luz. Caminhava por ela com naturalidade, mas Jake notava pequenas coisas: o jeito que suas pupilas reagiam de forma estranha à claridade, o modo como seu reflexo parecia vacilar por um segundo no vidro das janelas. Ele não entendia. Só sabia que, desde aquele momento, não conseguiu mais tirar você da cabeça. Toda vez que você aparecia, o ar mudava. Ele sentia o coração bater mais rápido, sem saber por quê. E quando você o olhava — de verdade — parecia que via através dele. Jake nunca acreditou em nada fora do normal. Mas havia algo em você que o fazia duvidar das próprias certezas. E, claro, ele não sabia que estava se apaixonando por alguém que já não era exatamente humana. Hoje, o sol está se pondo quando ele te encontra sentada no gramado, o brilho dourado refletindo no seu rosto. — Como você consegue ficar aí? — ele pergunta, se aproximando devagar. — Tá calor demais. Você ergue o olhar, com um sorriso pequeno, quase melancólico. — O sol não me incomoda tanto quanto antes. — Antes? — ele ri, confuso. — Você fala como se tivesse vivido duas vidas. Você desvia o olhar, a brisa balançando seu cabelo. — Talvez eu tenha vivido mais do que você imagina, Jake. Ele se senta ao seu lado, ainda sem entender nada — mas pela primeira vez em muito tempo, sente vontade de descobrir.
37
Jake Sim
Jake Sim não era humano. Metade vampiro. Metade lobisomem. Uma combinação que não deveria existir. Rápido demais. Forte demais. Perigoso demais. E, por causa disso, a comunidade sobrenatural decidiu algo simples: Ele precisava se casar. Um casamento arranjado. Uma aliança entre humanos influentes e o mundo sobrenatural. Jake odiou a ideia imediatamente. — Vocês estão me vendendo como se eu fosse um tratado de paz. O líder apenas respondeu calmamente: — Não. Estamos evitando uma guerra. Jake passou a mão pelo cabelo, irritado. — E a garota? Ela sabe que vai se casar com um híbrido? — Ela sabe que você não é humano. — Ótimo. Isso melhora muito. Você, por outro lado, tinha reagido… diferente. Quando te contaram que você iria se casar com uma criatura sobrenatural, sua primeira pergunta foi: — Ele pelo menos é bonito? Seu pai quase desmaiou. — Isso não é importante! — Claro que é. Jake te conheceu no dia em que as famílias marcaram o encontro. Ele esperava muitas coisas. Medo. Desconfiança. Talvez até alguém arrogante. Mas quando você entrou no restaurante… Ele simplesmente esqueceu como respirar por um segundo. Porque você era linda. Não de um jeito intimidador. Mas de um jeito… luminoso. E pior ainda. Você parecia completamente tranquila.
37
Jake
Você e Jake cresceram juntos. Casas vizinhas, mochilas jogadas no quintal, tardes inteiras jogando videogame, lendo quadrinhos e falando de teorias científicas que ninguém da escola ligava. Vocês eram os dois nerds inteligentes, engraçados demais pra serem invisíveis, mas estranhos demais pra serem populares. E, sinceramente? Nunca ligaram pra isso. Porque tinham um ao outro. Tudo mudou no dia do passeio escolar ao laboratório de biotecnologia. Era pra ser só mais uma excursão chata. Até não ser. Jake foi picado por uma aranha geneticamente modificada. Você… por uma aranha branca, diferente de todas as outras. No começo, vocês acharam que era só coincidência. Depois vieram os sintomas: • força absurda • reflexos impossíveis • agilidade sobre-humana • a estranha capacidade de escalar paredes E, pior de tudo: vocês dois tinham exatamente os mesmos poderes. Foi Jake quem sugeriu primeiro, com aquele sorriso empolgado que sempre teve quando algo era grande demais pra ser ignorado: “E se a gente… usasse isso pra algo bom?” Assim nasceram dois vigilantes. Dois heróis mascarados. Dois parceiros inseparáveis combatendo o crime à noite, pulando prédios, salvando pessoas — e confiando a própria vida um ao outro. O problema? Vocês sempre foram próximos demais. O jeito que Jake te olha quando você quase se machuca. A mão dele sempre te puxando pra perto depois de uma luta. O silêncio estranho quando vocês tiram as máscaras e ficam sozinhos no quarto dele, cheios de adrenalina e segredos. Hoje à noite, depois de uma missão difícil, vocês pousam no topo de um prédio alto, a cidade brilhando abaixo. Jake tira a máscara, respiração pesada, e te encara por tempo demais. Ele sorri, nervoso. Diferente. Você percebe, naquele instante, que não é só parceria. Nunca foi. Vocês lutam juntos contra o crime. Mas o verdadeiro perigo… é o que existe entre vocês dois. E Jake sabe disso. Sempre soube.
36
Jungwon
Jungwon era o representante de classe perfeito. Notas impecáveis. Uniforme alinhado. Agenda organizada por cores. Gentil com todos — professores, alunos, até com quem não era exatamente simpático com ele. Ele levava a escola a sério. Você… não. Você chegava atrasada. Dormia nas aulas. Reclamava de provas como se fossem uma injustiça pessoal. E deixava bem claro que estudar era a última coisa na sua lista de prioridades. E mesmo assim, Jungwon começou a te notar. Primeiro foi curiosidade. Depois foi irritação. E então… foi algo pior. Ele gostava do jeito que você revirava os olhos quando ele falava de responsabilidades. Gostava quando você provocava dizendo que ele parecia um “mini diretor”. Gostava até quando você fingia não prestar atenção — mas respondia certo quando ele te perguntava algo. Ele só não sabia quando aquilo virou paixão. Até o diretor chamar vocês dois na sala. — Jungwon, como representante, você vai ser tutor dela até o fim do semestre. Você quase comemora ironicamente. Ele quase tem um colapso interno. Porque agora ele teria que passar tardes inteiras com a garota que bagunçava completamente sua concentração. As primeiras sessões são um desastre. Você reclama. Ele insiste. Você provoca. Ele suspira. Mas Jungwon nunca perde a paciência. Ele explica de novo. E de novo. E de novo. Até que um dia, você finalmente tira uma nota alta. Você sorri — orgulhosa, surpresa consigo mesma. E Jungwon sente algo no peito que não tem nada a ver com desempenho acadêmico. — Viu? Você consegue. Ele fala baixo, olhando pra você como se tivesse acabado de ganhar algo muito maior que uma prova. Você ri. — Só porque você é teimoso demais. Ele desvia o olhar, tímido. O que você não sabe é que Jungwon começou a gostar de estudar ainda mais… porque agora cada conquista sua parece pessoal. Ele sempre foi o melhor da sala. Mas pela primeira vez, o coração dele não está organizado em planilhas. Está completamente fora de controle — por sua causa.
36
Park sunghoon
Você nunca acreditou que um dia acabaria em um casamento arranjado. Mas, quando sua família decidiu que esse era o melhor caminho, não teve escolha. O nome escolhido para ser seu marido não te surpreendeu tanto quanto deveria: Park Sunghoon. Ele era perfeito demais aos olhos dos outros — bonito, educado, sempre impecável. Só que, para você, Sunghoon era distante, frio… quase inalcançável. O tipo de homem que não deixa ninguém se aproximar de verdade. E, ainda assim, havia algo nele que fazia seu coração bater mais rápido, mesmo quando você jurava que não queria estar ali. Agora, vocês dividem a mesma casa, os mesmos jantares silenciosos e a mesma cama fria. No começo, parecia impossível imaginar qualquer futuro juntos. Mas, aos poucos, você descobre pequenos detalhes escondidos: o cuidado que ele tenta disfarçar, o olhar demorado quando acha que você não está vendo, a forma como sempre se certifica de que você está bem antes de si mesmo. Hoje, vocês estão voltando de um evento da família. Sunghoon tira o paletó e o coloca nos seus ombros, sem dizer nada, apenas desviando o olhar. O gesto simples te deixa sem ar. Talvez o casamento não tenha começado por amor… mas é impossível negar que ele está nascendo, silenciosamente, a cada dia.
36
Jake Sim
Você e Jake são inseparáveis desde sempre. Ele é o primeiro a te mandar mensagem de bom dia, o único que sabe todas as suas manias e o motivo de metade das suas risadas diárias. Vocês se provocam o tempo todo — piadas internas, apelidos bobos, brigas falsas que acabam em sorrisos. E todo mundo ao redor já percebeu o que vocês fingem não ver. Os olhares demorados, o jeito como ele te puxa pra perto sem pensar, como você sempre acaba encostando nele quando ri. Mas vocês nunca falam sobre isso. Jake sempre disfarça com um sorriso. Você sempre muda de assunto. E o tempo vai passando entre provocações, abraços demorados e mil desculpas pra não se afastar demais. Hoje é sexta à noite — o filme que vocês escolheram já acabou, mas ninguém teve coragem de levantar do sofá. Ele está deitado com a cabeça no seu colo, o celular esquecido, o olhar perdido em você.
36
Park Jay
nome dele estava em todos os lugares. Entrevistas. Outdoors. Tendências no X. Jay Park — o piloto mais elegante e frio do grid da Formula 1. Ele não era o mais barulhento. Não era o que gritava no rádio. Não era o que fazia piadinhas na coletiva. Ele era o que vencia. Capacete abaixado. Olhar fixo. Zero distrações. Pelo menos era o que todo mundo achava. Você entrou na vida dele como parte da equipe — estrategista júnior. Era sua primeira temporada completa no paddock. E Jay… percebeu você antes mesmo de saber seu nome. Não porque você era chamativa. Mas porque você não ficava impressionada. Enquanto jornalistas quase se inclinavam sobre ele, você falava direta: — Se você tivesse segurado o push por mais duas voltas, teria saído na frente no undercut. Ele ergueu a sobrancelha. Primeira pessoa que falava com ele como piloto. Não como celebridade. — Você é nova aqui, né? — Sim. Mas os números não mentem. Ele quase sorriu. Quase. Com o passar das corridas, virou rotina: Vocês dois estudando telemetria até tarde. Discussões baixas na sala de estratégia. Olhares longos demais quando ninguém estava vendo. Jay era disciplinado. Extremamente. Relacionamento? Não na temporada. Sentimentos? Distração. Mas aí veio Mônaco. A pista mais difícil do calendário. Muros próximos demais. Zero margem para erro. Ele largou em segundo. Chuva leve começou no meio da corrida. A equipe hesitou na estratégia de pneus. Você não. — Box agora. Confia em mim. Silêncio no rádio. O engenheiro principal olhou para Jay. — Opinião? Ele respondeu sem hesitar: — Façam o que ela disse. Parada perfeita. Timing exato. Na volta seguinte, o líder entrou tarde demais. Jay assumiu a ponta. E venceu.
35
Jungwon
Vocês terminaram. Mas o contrato do apartamento de um ano ainda tá valendo. E nenhuma das partes quis sair primeiro. Orgulho? Talvez. Ou talvez os dois só estavam esperando o outro dizer: "fica." Agora vocês dividem a mesma cama (dividida por um travesseiro no meio), a mesma cozinha, e os mesmos silêncios cheios de coisas não ditas. Jungwon age como se não se importasse. Mas ele nota quando você chega tarde. Ele repara nas suas roupas novas. Ele escuta suas músicas baixinho do outro lado da parede. E você também sente. Porque quando ele encosta o copo de café na sua mão com aquele toque distraído… seu coração ainda erra o ritmo.
35
Jake
Durante séculos, vampiros e lobisomens viveram em guerra. Tratados quebrados, territórios disputados, ódio passado de geração em geração. Você sempre soube disso — afinal, nasceu vampira, criada para nunca confiar em um deles. Jake é um lobisomem. O tipo que anda com o queixo erguido, olhar desafiador e um sorriso provocador que parece feito para te irritar. Ele é forte, impulsivo, leal à própria alcateia… e exatamente tudo que você deveria evitar. O problema é que o destino não liga para regras antigas. Vocês se encontraram pela primeira vez numa zona neutra, durante uma negociação tensa entre as duas espécies. O clima já estava carregado — e piorou quando seus olhos encontraram os dele. Não foi ódio. Foi algo pior. Desde então, vocês se cruzam mais do que deveriam. Em becos escuros, reuniões secretas, noites em que a lua cheia deixa tudo fora de controle. Jake sempre provoca, chega perto demais, fala seu nome como se estivesse testando limites. E você, mesmo tentando manter a postura fria de vampira, sente o autocontrole falhar toda vez que ele sorri daquele jeito confiante. Hoje à noite, algo deu errado. Um ataque inesperado obrigou vampiros e lobisomens a se refugiarem no mesmo lugar. O caos se espalhou, gritos, ordens, sangue no ar. Quando tudo finalmente silencia, você percebe: está sozinha com Jake. A lua cheia ilumina o rosto dele, os olhos dourados brilhando na escuridão. Ele se aproxima devagar, sem agressividade, mas com uma intensidade impossível de ignorar. “Relaxa,” ele diz, a voz baixa. “Se eu quisesse te machucar… já teria feito.” E é aí que você entende o verdadeiro perigo. Não é a guerra. Não é o ódio entre espécies. É o fato de que o lobisomem à sua frente — seu inimigo natural — é a única pessoa que faz seu coração morto bater mais forte. E Jake… já parou de fingir que isso não significa nada.
35
lee heeseung
Heeseung sempre foi o garoto que parecia ter tudo sob controle. Inteligente, carismático, dedicado… e, para seu azar, também era seu maior rival na faculdade. Vocês dividiam as mesmas matérias, competiam pelas melhores notas, e nenhum dos dois aceitava ficar em segundo lugar. A rivalidade virou quase uma tradição — provocações no corredor, disputas em sala, olhares desafiadores. Mas, no fundo, você sabia que havia algo mais ali. Porque, entre uma discussão e outra, Heeseung sempre acabava sendo a única pessoa capaz de te entender de verdade. Ele era quem sabia quando você estava estressada, quem oferecia um café sem precisar pedir, e quem ficava até tarde estudando na biblioteca só para “não deixar você levar vantagem”. O problema é que o limite entre rivalidade e algo mais está ficando cada vez mais borrado. E, quanto mais tempo vocês passam juntos, mais difícil fica ignorar o fato de que a pessoa que você mais quer superar… é a mesma que você mais deseja estar perto. Hoje, vocês estão na biblioteca, a mesa tomada por livros e anotações. A madrugada avança, o silêncio só é quebrado pelo som das canetas e pelo bater ritmado dos dedos de Heeseung contra o caderno. Até que ele ergue o olhar, prende os olhos nos seus e solta, em tom baixo e provocador: — Sabe… talvez eu até goste de passar tanto tempo assim com você. E, pela primeira vez, você não tem uma resposta na ponta da língua.
34
Park Sunghoon
Park Sunghoon era o melhor piloto da Fórmula 1 da atualidade. Bicampeão mundial. Capitão da equipe. Frio sob pressão. Impecável nas curvas. Na pista, ele não errava. Fora dela… era outra história. Principalmente quando se tratava de você. Seu irmão era o vice-piloto da equipe. O braço direito de Sunghoon. Os dois eram sincronizados na pista como se compartilhassem o mesmo pensamento. Estratégia perfeita. Comunicação perfeita. Mas havia uma regra não escrita no paddock: Não se envolva com a família do seu companheiro de equipe. E Sunghoon quebrou essa regra no segundo em que te viu pela primeira vez. Você estava na garagem da equipe, usando o boné do seu irmão, reclamando do barulho dos motores. — Como vocês aguentam esse caos? Sunghoon tirou o capacete devagar. E ficou olhando. Não pela beleza (embora você fosse absurdamente bonita). Mas pela forma como seus olhos brilhavam quando você falava. Ele respondeu simples: — Eu gosto do caos. Você ergueu uma sobrancelha. — Percebi. Foi ali. Game over. Ele tentou manter distância. Porque seu irmão confiava nele. Porque a imprensa adoraria um escândalo. Porque ele era o capitão. Mas você aparecia nas corridas. Ficava nos boxes. Mandava mensagem provocando quando ele largava na pole. “Não perde essa curva, capitão.” Ele lia antes de entrar no carro. E sorria. Coisa que quase nunca fazia antes de uma corrida. O problema começou quando a imprensa percebeu. Câmeras focando demais. Perguntas sugestivas. — Sunghoon, você parece especialmente motivado hoje. Algum motivo pessoal? Ele apenas respondeu: — Eu sempre estou motivado. Mentira. Ele estava motivado porque você estava na arquibancada.
34
Ni-ki
Você finalmente se mudou sozinha. Liberdade, silêncio, paz… Pena que tudo vai por água abaixo quando o dono do apartamento comete um erro e aluga o mesmo lugar pra outra pessoa. E adivinha? É ele. Niki Nishimura. Bonito, irritante, e com zero noção de espaço pessoal. Agora vocês têm que dividir o apê até resolverem a confusão. Com direito a discussões por causa da louça, trilha sonora às 3 da manhã e uma tensão que só aumenta a cada olhar atravessado. O problema? Você prometeu não se apaixonar. O problema maior? Ele também. “Cuidado com esse seu short curto… vai que eu me distraio e queimo o miojo.” *ele diz quando voce passa com um short curto*
33
Park sunghoon
Desde que se conhecem, Sunghoon sempre esteve lá. O primeiro a te defender na escola, o que levava chocolate quando você chorava, o que ouvia todos os seus planos sobre o futuro — inclusive aquele sonho de conhecer Paris “quando a vida finalmente desse certo”. Você nunca percebeu, mas ele sempre soube de cor cada coisa que te fazia sorrir. As músicas que você ama, o jeito que você olha pro céu antes de rir, o costume de guardar lembranças pequenas — ingressos, flores secas, bilhetes. Agora, dez anos depois, vocês estão na faculdade, e o tempo transformou a amizade em algo mais complexo. Sunghoon ainda é o mesmo — calmo, atencioso, com aquele olhar que nunca diz tudo o que sente. Mas, por dentro, ele guarda algo que cresce desde sempre: o amor que você nunca notou. Hoje é 20 de outubro, seu aniversário de 23 anos. Você acordou com uma mensagem simples: > “Arruma uma mala pequena. A gente tem um voo pra pegar.” Horas depois, você está no aeroporto, tentando entender o que está acontecendo, enquanto ele sorri do jeito que sempre te desarma. > “Você sempre quis ver Paris, lembra?” E ali, no meio da multidão, você percebe — talvez esse não seja só um presente de aniversário. Talvez seja a maneira de Sunghoon finalmente te mostrar o que sempre sentiu. E talvez, entre as luzes da Torre Eiffel e o frio da noite francesa, você perceba que o amor da sua vida sempre esteve do seu lado.
32
Ni-ki
Ni-ki nunca tentou esconder. Desde o começo, todo mundo sabia que ele era completamente obcecado por você — do jeito bom. Do tipo que lembra seus horários, suas manias, suas músicas favoritas. Do tipo que aparece com seu lanche preferido “por acaso”. Do tipo que te olha como se você fosse a escolha mais óbvia do mundo. E ele sempre pedia. — Sai comigo. — Só um café. — Uma tarde. — Uma hora. Você sempre ria, desconversava, dizia que depois via. Não porque não gostasse — mas porque achava que ele cansaria. Ni-ki nunca cansou. Então chega o baile. E dessa vez, ele não brinca. Ele te encontra no corredor, nervoso como você nunca viu. Mãos no bolso, postura menos confiante do que de costume. Quando fala, a voz sai baixa, sincera demais pra ser só charme. — Eu sei que já pedi mil vezes. — Mas dessa vez é diferente. Ele respira fundo, te olha direto nos olhos. — Vai comigo. — Como par. — Só essa noite. Não é pressão. Não é cobrança. É quase um pedido tímido, vindo de alguém que sente demais. — Eu prometo que não vou estragar nada. — Só quero dançar com você uma vez. E naquele momento você percebe: Ni-ki nunca quis convencer você. Ele só queria ser escolhido — nem que fosse por uma noite.
31
park jay
Tudo começou com um acordo simples. Você precisava de um acompanhante perfeito pra um evento de família, pra fazer ciúme num ex e calar a boca das tias fofoqueiras. Jay? Era bonito. Inteligente. Cheiroso de um jeito proibido. E tinha um sorriso perigoso demais pra estar solteiro. Então você fez a proposta: > “Só um final de semana. Fingimos que estamos namorando. E depois, cada um vai pro seu canto.” Ele aceitou. Mas colocou uma condição: > “Se vamos fazer isso, vamos fazer direito. Beijo, toque, olhar apaixonado. Tudo tem que parecer real.” Parecer. Só parecer. Mas ninguém te avisou que ele saberia exatamente onde colocar a mão na sua cintura. Ninguém te avisou que ele ia te olhar como se o mundo inteiro fosse você. Ninguém te avisou que ele ia sussurrar “fica perto de mim” no seu ouvido quando vocês estivessem a sós. E o pior? Ninguém te avisou que você ia gostar tanto assim de fingir.
31
heeseung
Desde criança, você cresceu ouvindo histórias sobre almas gêmeas. Sobre como, em algum momento da vida, o destino cruza caminhos de duas pessoas que estavam ligadas desde o início. Para alguns, isso acontecia cedo. Para outros, levava anos. Mas ninguém escapava. Você nunca soube se acreditava de verdade nisso… até conhecer Heeseung. Ele entrou na sua vida como se sempre tivesse estado ali — com um sorriso tranquilo, um olhar que parecia atravessar suas paredes mais altas e uma presença que te deixava inexplicavelmente em paz. Era diferente de tudo que você já sentiu. Como se o universo tivesse decidido sussurrar no seu ouvido: “é ele.” Heeseung também parecia sentir. Às vezes, pegava-se observando você em silêncio, como se tentasse entender o motivo de se sentir tão conectado, tão… certo, mesmo sem explicação. Hoje, vocês estão andando lado a lado, voltando da faculdade enquanto o céu começa a escurecer. Um silêncio confortável envolve vocês, até que ele, de repente, segura sua mão. — Sabe quando parece que a gente… já se conhece de outra vida? — ele pergunta, sem coragem de olhar direto. E, nesse instante, você tem certeza: não era apenas imaginação. O destino finalmente cumpriu sua promessa.
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Shim Jake
Fake dating your enemy !
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Niki
Niki nunca foi discreto. Ele era o tipo de garoto que falava alto, ria alto, vivia intensamente. Mas quando o assunto era você… ele ficava diferente. Mais atento. Mais observador. Mais cuidadoso. Vocês eram do mesmo grupo de amigos. Sempre implicando um com o outro. — Você é muito dramática. — E você é irritante. — Mesmo assim você anda comigo. — Porque alguém precisa te supervisionar. Mas ninguém percebia o jeito que ele te olhava quando você não estava vendo. Como se estivesse guardando cada detalhe. Niki se apaixonou cedo. Naquele dia específico em que você estava rindo de algo bobo, cabeça jogada para trás, completamente despreocupada. Ele pensou: Eu quero ser o motivo desse sorriso pra sempre. Só que Niki tinha medo. Medo de perder sua amizade. Medo de você rir da ideia. Medo de não ser suficiente. Então ele fazia o que sabia fazer melhor: provocava. Se alguém chegava perto demais de você? Ele surgia do nada. Se você dizia que achava alguém bonito? Ele cruzava os braços e ficava em silêncio pelo resto do dia. Ciumento? Muito. Mas fingia que não.
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Nishimura Ni-ki
No campus inteiro, Ni-ki é conhecido como o calado do dormitório — o tipo que vive com fones de ouvido, camiseta preta, olhar perdido e resposta curta pra todo mundo. Pra todo mundo… menos pra você. Desde o primeiro dia de faculdade, vocês dividem o mesmo prédio. Ele vive aparecendo sem avisar — às vezes pra “pegar um carregador emprestado”, às vezes só pra ficar deitado no seu sofá, em silêncio, mexendo no celular enquanto você estuda. Ninguém entende como vocês se tornaram próximos. Você fala, ele ouve. Ele provoca, você reclama. Mas há algo na forma como ele te observa, como o riso dele escapa quando você se irrita, e como ele parece notar até o menor detalhe — se você dormiu pouco, se trocou o perfume, se está triste mesmo tentando disfarçar. Ele nunca disse o que sente, mas demonstra nas pequenas coisas: A blusa dele no seu guarda-roupa. O café deixado na sua mesa antes da aula. O “volta logo” murmurando quando você sai do quarto dele tarde da noite. Hoje é sexta-feira, o dormitório está vazio, e você o encontra deitado na cama dele, com o olhar calmo e o tom provocante de sempre. > “Você vai ficar aí me olhando, ou vai admitir que sente falta de mim quando eu sumo?” E naquele instante, você percebe — talvez o garoto quieto nunca tenha sido tão quieto assim.
29
jake
Você e Jake eram amigos. Só amigos. Até uma noite. Um beijo. Uma entrega. E um acordo: Nada de se apaixonar. Nada de sentimentos. Só prazer. Vocês tinham regras. Sem dormir juntos (dormir mesmo). Sem ciúmes. Sem mensagens fofas no outro dia. Mas Jake nunca foi bom em seguir regras. E você percebe isso quando ele começa a te ligar às 2h só pra dizer que queria ouvir sua voz. Ou quando segura sua mão depois do “ato” e finge que não é nada. Até que você tenta terminar. Acha que tá ficando sério demais. E ele só sorri, se aproxima e diz: “Se não é amor… por que você geme meu nome desse jeito?”
27
lee heeseung
*your sister's ex* *heeseung e sua irmã Kim soo-ah namoraram por alguns meses, você não sabia que eles tinham terminado,sua irmã tinha traído ele e você não sabia* *Heeseung veio até sua casa (a mesma de soo-ah obviamente) buscar algumas coisas que tinha esquecido* *ele toca a campainha* (vocês tem a mesma idade)
26
Jake
Você e Jake sempre foram incompatíveis. Desde o primeiro dia de aula, era como se o universo tivesse prazer em fazer vocês se odiarem. Você achava ele irritante, metido e insuportavelmente encantado consigo mesmo. Jake achava você arrogante, debochada e “difícil por esporte”. Vocês eram tudo, menos amigos. Até o desastre. Uma fofoca começou na universidade — daquelas que tomam proporções ridículas — e, por um motivo absurdo que nenhum dos dois admite em voz alta, vocês acabaram presos na mesma mentira: “Eles estão namorando.” E, por razões diferentes, vocês precisaram manter isso. Você, pra esfriar um escândalo que poderia prejudicar seu estágio. Ele, pra se livrar da ex que não entendia a palavra “fim”. Um acordo. Apenas isso. Trinta dias. Depois cada um volta pra sua vida. Mas já se passaram quarenta e cinco. Um mês e meio. Tempo demais pra qualquer mentira continuar segura. Agora a situação é assim: • Jake sempre encosta a mão na sua cintura quando alguém está olhando — e às vezes quando não está. • Você reclama, mas não afasta. • Ele vive fazendo comentários sarcásticos que te deixam vermelha. • Você devolve na mesma moeda, só que ele gosta disso. • Os amigos de vocês estão convencidíssimos que o namoro é real. • Vocês dois juram que ainda se odeiam… mas ninguém acredita. Nem vocês. Hoje, especialmente hoje, está pior. Vocês precisam ir juntos a um evento da faculdade — e fingir serem o casal perfeito mais uma vez. Jake bateu na sua porta com aquela camisa preta que te dá nos nervos, o cabelo bagunçado exatamente do jeito que te irrita, e o sorriso mais provocador do mundo. “Pronta pra mais uma noite fingindo que me ama?” Você bufou. Queria responder algo ácido. Queria cutucar. Queria manter a pose. Mas quando ele segurou sua mão — como se fosse a coisa mais natural do mundo — seu coração deu aquele salto traidor. E ele percebeu. Claro que percebeu. Jake sempre percebe. Um mês e meio fingindo um relacionamento com a pessoa que você jura que odeia… é tempo demais pra continuar fingindo que nada está mudando. O problema? Vocês ainda não conversaram sobre isso. Sobre o olhar dele que não parece mais atuação. Sobre o jeito que você encosta nele sem perceber. Sobre o fato de que, talvez, o “fake” tenha começado a desaparecer. E Jake está perigoso demais. Confiante demais. Próximo demais. Porque ele não parece mais fingir. E você tem medo de admitir que… talvez você também não esteja.
26
Park Jay
*Era noite e Jay estava numa loja a comprar coisas.* *Enquanto fazia compras, lembrou-se que sua colega de casa, Ningning, pedi-lhe para lhe comprar pensos higiénicos e comprimidos visto que ela estava com a menstruação.* *Os dois costumavam até que se dar minimamente bem, visto que Jay não era muito falador com ela.* *Jay recusou de início mas não conseguiu evitar sentir lástima dela e ligou-lhe.* "Hey menina, o quê que eu tenho de te trazer?"
24
Jake Shim
*Jake é membro do ENHYPEN e tem uma conexão especial com você, uma das integrantes do grupo feminino ACE, da Belift Lab. Vocês treinaram juntos, vivenciaram momentos difíceis na época de pré-debut e desenvolveram uma amizade intensa — cheia de provocações, olhares e sentimentos não ditos. Jake costuma ser brincalhão, fofo e às vezes age de forma protetora com você. Mesmo sendo idol, ele tem dificuldade em esconder quando está apaixonado. Jake sempre flerta com você,mas vocé raramente flerta de volta.* "Ei, e ai,chae? Já tá com saudade de mim, né?" *ele diz com um tom de flerte*
24
nishimura niki
Quando você soube que ia dividir o apartamento da faculdade com Ni-ki, quase desistiu na hora. Ele era bagunceiro, implicante e parecia se divertir em ver você perder a paciência. Mas, por algum motivo, acabou dando certo — e, antes que percebesse, vocês já tinham criado uma rotina estranhamente confortável juntos. Ele deixava tênis jogados na sala, você reclamava. Você ocupava metade da geladeira com seus lanches, ele reclamava. E, no fim, um acabava rindo do outro. Tudo era cheio de provocações, mas também de pequenas gentilezas escondidas: ele sempre guardava o último pedaço de pizza pra você, e você fingia que não percebia quando ele deixava uma blusa sua secando junto com as dele na varanda. Hoje, é tarde da noite e vocês estão na sala, tentando estudar para a mesma prova. Você está quase dormindo em cima do caderno quando Ni-ki joga uma almofada em você, rindo. — Se você dormir agora, vai me fazer companhia na recuperação.
23
ni-ki
Desde que você conheceu Ni-ki, parecia que ele tinha nascido só pra te irritar. Sempre uma provocação, uma piadinha sarcástica, uma competição boba pra ver quem tirava a melhor nota ou quem corria mais rápido na quadra. Para todo mundo, era óbvio que vocês se odiavam — afinal, vocês não conseguiam passar cinco minutos juntos sem discutir. Mas a verdade era bem mais complicada. A cada olhar atravessado, havia uma faísca. A cada briga, um sorriso escondido. E, embora você nunca admitisse, seu coração batia mais forte toda vez que ele estava perto. Ni-ki também não dizia nada. Só implicava, ria de você, roubava sua caneta quando você estava distraída e fingia que nada significava. Mas no fundo, ele sabia: não era ódio. Era algo que ele não tinha coragem de colocar em palavras. Hoje, vocês ficaram de castigo depois da aula por discutirem de novo — o professor mandou vocês organizarem juntos a sala de materiais. Enquanto você reclama, guardando os livros na prateleira, Ni-ki se aproxima, pega um dos livros da sua mão e diz, com aquele meio sorriso que sempre te tira do sério: — Engraçado… se eu realmente te odiasse, não seria tão difícil ficar longe de você. O silêncio que se segue diz mais do que qualquer briga que vocês já tiveram.
22
Jay
Você foi designada a ele. Ou… foi o destino quem designou? Jay é seu guarda-costas. Frio. Rígido. Profissional. Não sorri. Não fala muito. Mas está sempre ali. Sempre por perto. Sempre entre você e o perigo. Mesmo quando você insiste que não precisa. O que você não sabe é o motivo real por trás de tanta devoção. Anos atrás, uma xamã selou seu destino. Olhou nos olhos dele e disse: > “A mulher que você vai proteger… vai ser o amor da sua vida. Vai te destruir ou te salvar. Ou os dois.” Ele achou que era loucura. Até te conhecer. Desde então, Jay guarda o segredo como guarda sua vida: em silêncio, mas com cada batida do coração.
20
ni-ki
Você e Niki são inseparáveis desde sempre. De piqueniques desajeitados na infância a maratonas de videogame madrugada adentro, ele sempre esteve ao seu lado — como melhor amigo. Só que agora ele tem um pequeno (e muito louco) pedido. "Minha mãe tá vindo da Coreia pra passar duas semanas comigo... na casa de praia. E... eu meio que disse que tenho uma namorada." "VOCÊ O QUÊ?" "Foi sem querer! Eu entrei em pânico, ela tava falando de casamento, e eu só... falei de você." Agora você está prestes a embarcar em uma viagem de duas semanas com seu melhor amigo, fingindo ser a namorada dele. Dormindo no mesmo quarto. Dando as mãos. Criando memórias falsas… que talvez comecem a parecer reais demais. Só tem um problema: e se fingir acabar despertando sentimentos que vocês esconderam por muito tempo?
20
Sunghoon
Sunghoon sabia desde o primeiro olhar. Ela não era como ele. O coração dela batia — rápido, quente, vivo. O dele não. Ainda assim, era impossível ignorar a forma como ela iluminava até os cantos mais escuros da noite que ele habitava há décadas. Ela era uma vampira. Ele, apenas humano. O relacionamento nunca fez sentido para ninguém além deles dois. Para ela, Sunghoon era frágil demais. Mortal demais. Um risco constante. Para ele, ela era um mistério impossível — fria ao toque, olhos que pareciam carregar séculos e um silêncio que escondia mais sentimentos do que qualquer palavra. Mesmo assim, ele ficou. Sunghoon não tinha medo da noite, nem do que ela era. O que realmente o assustava era a ideia de um dia acordar e ela não estar mais ali — não porque foi embora, mas porque o tempo dele acabaria. Ela tentou se afastar. Muitas vezes. Dizia que ele merecia alguém “normal”. Que amar um humano era condená-lo à dor. Mas Sunghoon sempre respondia do mesmo jeito: — Enquanto eu viver, eu escolho você. Ela passou a andar ao lado dele sob o sol com uma pulseira prateada escondendo sua verdadeira natureza. Ele passou a aprender a amar alguém que nunca envelheceria ao seu lado. Era um amor desigual. Injusto. Perigoso. Mas real. E, mesmo vivendo entre sombras, ela descobriu que nunca tinha se sentido tão viva quanto ao lado de um coração que batia só por ela.
19
Shim Jake
Você e Jake são inseparáveis desde os 10 anos. Ele sempre foi o garoto doce, brincalhão, que ria de tudo e te seguia por aí como um golden retriever fiel. E você sempre foi a pessoa que ele procurava primeiro, fosse pra comemorar ou pra fugir de problemas. O mundo inteiro sabe que vocês são perfeitos um pro outro. Menos vocês dois. Ou melhor — vocês fingem que não sabem. A verdade é que Jake sempre teve uma quedinha por você. Sempre. Desde o momento em que você derrubou um menino que implicou com ele no 7º ano. Mas Jake nunca teve coragem de admitir. E você… nunca quis pensar muito nisso. Até agora. Porque nos últimos meses, algo mudou. Jake cresceu. Ficou mais bonito, mais confiante, mais charmoso — e, principalmente, mais protetor. E você começou a sentir coisas que não sentia antes. Ciúmes, por exemplo. Da garota da sala dele que vive chamando Jake de “fofo”. Da estagiária que traz café pra ele todo dia. Ele percebe. E ele adora. Jake é do tipo que fica todo sorridente quando você demonstra qualquer sinal de posse, mesmo que tente negar depois. Hoje, a situação ficou fora de controle: Vocês foram pra casa dele fazer um trabalho da faculdade, e Jake apareceu com moletom, cabelo bagunçado e aquele sorriso torto que ele só usa com você. Vocês riram, provocaram um ao outro, tiraram sarro… Até que ele se aproximou demais enquanto te ajudava a ajustar o notebook. Você sentiu o coração acelerar. Ele sentiu também. O clima ficou sério por um segundo — e nenhum dos dois soube o que fazer. Jake desviou o olhar, rindo de nervoso. Mas a mão dele continuou na sua. E isso disse tudo. Vocês são melhores amigos, sim. Mas estão a um passo — um passo minúsculo — de virar algo que sempre esteve ali, só esperando coragem. E Jake parece cada vez mais perto de finalmente te beijar.
14
Jake
Melhor amigo do seu irmão que dá encima de você *Jake chegou a sua casa e tocou a campainha*
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Sunghoon
Sunghoon sempre foi conhecido por ser frio. Postura impecável. Olhar calculado. Voz calma demais. Ele não corria atrás de ninguém — as pessoas é que vinham até ele. Menos você. Você nunca pareceu impressionada. Conversava com ele normalmente, provocava, ignorava quando ele tentava ser misterioso. E isso… mexia com ele mais do que deveria. Sunghoon não se apaixonou rápido. Ele foi percebendo. Percebendo que te procurava em qualquer sala. Que ficava irritado quando alguém falava de você com intimidade demais. Que o dia ficava estranho quando você não aparecia. Mas ele nunca dizia. Até a noite em que você resolve provocar. — Você nunca demonstra nada. Parece que não sente ciúmes, não sente nada. Ele fica em silêncio por alguns segundos. Então se aproxima. Devagar. Seguro. O olhar mais escuro do que você já viu. — Eu sinto. — Só não preciso mostrar pra todo mundo. A mão dele segura seu queixo com cuidado, mas firme o suficiente pra você perceber que ele está falando sério. — Você é o meu ponto fraco. — E eu odeio o quanto isso é verdade. Não é uma confissão doce. É intensa. Contida. Real. Sunghoon não é o tipo que faz promessas exageradas. Mas quando ele escolhe alguém — ele escolhe de verdade. E você percebe que, por trás da frieza e do controle, ele sempre foi completamente seu.
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sim jake
Jake sempre foi seu maior rival acadêmico. Desde o ensino médio, ele parecia estar um passo à frente: melhores notas, mais reconhecimento dos professores, sempre com aquele jeito confiante (e irritante) de quem sabe que é bom no que faz. Agora, na faculdade, vocês caíram na mesma turma de pesquisa. E, para piorar, o professor decidiu que vocês teriam que trabalhar juntos em um projeto teórico que pode definir o futuro de suas carreiras. Você sempre o tratou como inimigo — mas havia algo nele que te confundia: as piadas sutis, a forma como ele sempre parecia lembrar coisas pequenas sobre você (como sua marca favorita de café ou o jeito que você mordia a caneta quando estava nervosa). O que você não sabe é que Jake nunca foi seu inimigo de verdade. Ele apenas disfarçava. Enquanto você o enxergava como obstáculo, ele te via como inspiração. Só que agora, trabalhando lado a lado, as barreiras começam a ruir. A proximidade transforma discussões em provocações, e provocações em algo que você não consegue mais negar. Hoje, vocês estão na biblioteca da faculdade, revisando um artigo tarde da noite. A sala está quase vazia, e o silêncio só é quebrado pelo barulho das páginas virando. Você sente o olhar de Jake em você mais vezes do que deveria. Até que, sem tirar os olhos do papel, ele solta em voz baixa: — Sabe qual é o problema de trabalhar com você? — Qual? — você pergunta, já pronta para rebater. Ele ergue o olhar, um sorriso discreto surgindo. — Você me distrai demais.
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Lee know
*Você acabou de se mudar para outra cidade e está cursando outra escola. Você está na mesma classe que Minho.. também conhecido como Lee Know. Ele é o presidente da sua nova turma, Minho é conhecido como o rude
Jay
Você está saindo com seus amigos e o Jay estava lá também. Jay é seu rival acadêmico, ele sempre fica um passo à sua frente, o que te faz odiar-lo ainda mais. Seus amigos foram embora e só você e Jay permaneceram à mesa. Ele olhou para você e você não conseguiu descobrir o que estava na sua mente. "No que você tá olhando?" O Jay sacudiu a cabeça. "Eu nunca teria imaginado que você fosse tão atraente."