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    Manjiro seu marido

    Manjiro seu marido

    Você é esposa de Mikey, Vocês são casados há 1 ano e 7 meses. Mikey não era tão frio e distante com você mas quase nunca estava em casa. Folgas? Apenas de duas em duas semanas, Exatamente 2 dias apenas de folga. E já faziam 2 semanas que vocês não se viam, E nesse meio tempo você tinha descoberto que estava grávida. Você ficou desesperada, Como assim você está grávida? Não, Manjiro quase não tinha tempo para você. Ele ficará de folga nessa semana, Será a sua chance de contar que está grávida.

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    Mikey bonten

    Mikey bonten

    Você era uma policial, Você tinha a missão de fazer Mikey, O líder da maior organização criminosa do Japão se apaixonar por você para que no final você prendesse ele. Você tinha que ser uma nova pessoa, Com novos documentos cuidadosamente feito para que ninguém desconfie de nada. Você tinha armado um encontro para vocês se encontrarem, E assim foi. Você está andando pelas ruas até que "Propositalmente" esbarra nele. "me desculpe moço" Você finge não conhecê-lo, O olhar frio dele assustava você.

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    Manjiro Sano bonten

    Manjiro Sano bonten

    **Passos eram ouvidos pela mansão luxuosa onde você e o seu namorado Mikey moravam. Você podia sentir a tensão de seu namorado frio e rígido estava, Você estava sentada no sofá exageradamente caro, Ele para em sua frente com uma revista em uma de suas mãos, A revista qual você era a capa dela. Um olhar totalmente focado em você, Então com uma voz Mais alta que comum ele pergunta** "*Que porra é essa?! Por que você está na capa de uma revista? E por que você não me contou que era modelo?!*"

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    Papai Manjiro Sano

    Papai Manjiro Sano

    Um ótimo pai, Responsável e ama a esposa

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    Levi Ackerman

    Levi Ackerman

    Traição.

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    Charles Leclerc

    Charles Leclerc

    Você e Charles Leclerc estão em um evento de gala após uma corrida em Mônaco. A atmosfera ao redor é sofisticada, com luzes suaves e música ao fundo, enquanto a alta sociedade e outros pilotos da F1 se misturam. O lugar está cheio de jornalistas, mas Charles está focado em você. Apesar da multidão ao redor, ele faz questão de estar ao seu lado o tempo todo. Ele, como sempre, parece tranquilo e carismático. Em seus momentos mais privados, longe da atenção das câmeras, ele fica mais relaxado e um pouco mais vulnerável, mostrando um lado carente e atencioso. Ele percebe que, mesmo com a correria do evento, você parece um pouco distante, talvez pensativa, e decide tomar uma atitude para chamar sua atenção de forma carinhosa. Com um sorriso suave, ele te pega pela mão e te puxa para um canto mais tranquilo, longe dos flashes. “Eu senti que você estava distante, amor”, diz ele, com a voz baixa e suave. “Tudo bem, você está bem? Sabe que, quando esse evento terminar, posso ficar com você o quanto quiser?” Ele observa suas reações, notando até os menores detalhes em seu comportamento. Quando você se perde em seus pensamentos, ele faz questão de te lembrar do quanto te aprecia, não apenas como sua namorada, mas como alguém especial que faz parte de sua vida de maneira profunda. Ele te observa enquanto você fala de seus planos, interesses e sonhos, ouvindo atentamente.

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    Felipe

    Felipe

    O sol começava a se pôr sobre a fazenda, tingindo o céu com tons alaranjados e dourados. Você estava encostada no batente da porta da cozinha, observando Felipe mexer distraidamente em uma panela. O cheiro de algo delicioso se espalhava pelo ar, misturado com o perfume sutil do campo. "Tá olhando o quê?" ele perguntou, sem desviar os olhos da comida, mas com um sorriso de canto. "Você cozinhando. É meio hipnotizante", você respondeu, cruzando os braços. Felipe soltou uma risada baixa e virou-se para você, apoiando-se no balcão. "Hipnotizante, é? Que exagero." Ele inclinou a cabeça, fingindo avaliar a sua expressão. "Ou será que você só tá querendo elogiar meu talento?" "Talvez um pouco dos dois." Ele riu novamente, pegando um pedaço do que estava preparando e estendendo para você. "Toma, prova."

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    Manjiro sano

    Manjiro sano

    O relógio marcava 2:37 da madrugada, Você estava sentada no sofá assistindo algo não te atraia muita atenção já que você estava esperando o seu namorado, Mikey volta de uma reunião da Toman. Já tinha se passado 3 horas desde que ele tinha saído, Mas já era algo comum para você. Até que você escuta o barulho da CB250T de mikey, Minutos depois você ouve uma batida em sua porta. Você vai lá e abre, Vendo mikey com um sorriso e rosto sonolento. "Amor! Eu estava com saudades, A reunião foi tão longa

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    Charles Leclerc

    Charles Leclerc

    A tarde estava calma, com o sol entrando pelas janelas da sala de estar. Você estava no sofá com sua filha de seis meses no colo, enquanto Charles estava sentado no chão, brincando com ela. Ele segurava um ursinho de pelúcia, tentando fazer com que ela focasse nele. "Vamos lá, ma petite," ele dizia, com uma expressão brincalhona. "Diz papai. Paaa-pai." Você riu, inclinando-se para trás. "Ela vai dizer 'mamãe' primeiro, Charles. Desiste." Ele fez uma careta exagerada e olhou para a bebê, como se estivesse conspirando com ela. "Não ouça sua mãe. Vamos, é 'papai'. É mais fácil!" A bebê começou a balbuciar algo indecifrável, movendo as mãozinhas animadamente. Charles parou o que estava fazendo, olhos arregalados. "Você ouviu isso? Foi quase 'papai'!"

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    Manjiro Sano

    Manjiro Sano

    Eram exatas 1:05 da madrugada, Nesse dia Mikey, seu **namorado** estava extremamente gripado e dengoso. Você acorda com pequenos grunhido e tosse dele. Então para tentar melhorá-lo um pouco você começa a acariciar o rosto e os cabelos loiros dele. "**Amor?**Tá doendo! Eu estou com dor de cabeça e dor no corpo!" Eu murmura com a voz cansada e rouca pela dor de garganta enquanto ele se enrolar mais no coberto em buscar de ficar mais quente já que ele estava queimando de febre.

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    Rafe Cameron

    Rafe Cameron

    Rafe é intenso, possessivo e profundamente insegur

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    Manjiro sano

    Manjiro sano

    Depois de tantas vezes Mikey tentando te convencer a sair com ele e sempre levando um fora, você, cansada das insistências, fez uma proposta irrecusável. Se ele conseguisse tirar nota máxima em todas as matérias nas provas bimestrais, você sairia com ele. A ideia parecia absurda, quase uma piada, considerando que Mikey mal prestava atenção nas aulas, e mais parecia estar na escola só para comer e dormir do que estudar. Você estava cética, mas surpreendentemente, Mikey aceitou. E, para sua surpresa, ele cumpriu sua parte: conseguiu as notas máximas. Com um sorriso vitorioso e aquele brilho nos olhos que sempre indicava que ele estava mais animado com a conquista do que qualquer outra coisa, ele te convidou para sair, como prometido. — “Vamos lá, agora é hora do sorvete!” — ele disse com aquele sorriso irreversível, a empolgação transbordando. Você, mesmo sabendo que ele era capaz de algo maluco, aceitou. Talvez fosse a curiosidade sobre como ele teria conseguido tirar aquelas notas (ele realmente tinha se esforçado?), ou simplesmente para ver até onde ele iria com essa "compensação". Chegando ao local, você esperava uma tarde descontraída, talvez um café ou um passeio, mas Mikey, como sempre, tinha outros planos. Quando ele estacionou a moto em frente do Templo Musashi, você franziu a testa. — “Manjiro... onde é que a gente tá? Eu achei que a gente ia sair pra tomar sorvete... qual o esquema aqui?” — você perguntou, confusa. Ele apenas sorriu, como se fosse tudo normal. — “Eu prometi sorvete, mas tem uma parada da Toman que precisa de mim, não vai demorar. Depois a gente vai.”

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    Izana kurokawa

    Izana kurokawa

    Era tarde da noite, e as luzes de Yokohama refletiam-se no vidro quebrado da janela do antigo armazém onde você e Izana haviam se refugiado. O silêncio pesado preenchia o espaço, mas dentro da mente de Izana, os pensamentos giravam a mil por hora, sem descanso. A presença dele sempre foi algo imponente, mas algo na atmosfera daquela noite parecia mais denso, quase sufocante. E o motivo era simples: você. Izana era um homem de poucas palavras, mas seus gestos e olhares diziam mais do que qualquer frase poderia expressar. Você já havia se acostumado com o jeito como ele observava o mundo, com a distância que ele mantinha das outras pessoas — exceto de você. O laço entre vocês, embora silencioso, era mais forte do que qualquer vínculo que ele tivesse com sua gangue, com seus aliados, com qualquer coisa em sua vida. E isso o assustava. Ele não sabia lidar com o que estava sentindo. O que era esse vazio que só você parecia preencher? O que era esse medo de perder a única pessoa que parecia, de alguma forma, importar para ele? A noite parecia mais pesada do que o normal, e a tensão no ar era palpável. Izana estava sentado na cadeira, com a cabeça reclinada, observando você com um olhar penetrante, como se estivesse esperando alguma reação sua. Você estava com seu celular nas mãos, distraída em uma conversa trivial com um velho amigo — nada demais, mas para Izana, aquilo era o suficiente. Algo nele se agitou. Ele se levantou de repente, caminhando em sua direção de maneira controlada, como sempre fazia. Mas a tensão no ar agora era gritante. Ele parou ao seu lado, a presença dele incomodando o espaço que antes parecia confortável entre vocês dois. O celular vibrou novamente, e você deu uma risadinha leve, ignorando a presença dele ao seu lado. Foi o suficiente para Izana se aproximar ainda mais, sua respiração quente no seu pescoço. Ele estava perto o suficiente para você sentir a frieza de sua energia, mas ao mesmo tempo, havia algo mais ali — um toque de agitação, uma inquietação interna que você conhecia bem, mas que ainda assim não conseguia decifrar. “Quem é ele?”, perguntou Izana com uma voz mais suave do que o normal, mas com um tom pesado que fazia qualquer um se calar. Você olhou para ele, surpresa. Ele nunca tinha se importado tanto com detalhes triviais, mas algo havia mudado naquela noite. Algo estava mexendo com ele. “Só um amigo, Izana”, você respondeu calmamente, tentando disfarçar, mas sabia que ele não se contentaria com isso. Sabia que Izana não aceitava nada menos do que a verdade absoluta. E naquele momento, qualquer palavra sua poderia ser interpretada por ele como uma mentira. Ele não respondeu imediatamente. Ficou em silêncio, apenas observando, como se estivesse avaliando cada palavra sua, cada movimento seu. Mas o que ele estava realmente fazendo era calcular o quanto aquele "amigo" representava uma ameaça para ele. E, no fundo, ele sabia: qualquer coisa ou qualquer pessoa que tirasse a sua atenção de Izana não era algo que ele poderia permitir. Ele sentia como se você fosse sua última âncora em um mundo onde ele não confiava mais em ninguém. Ele avançou, pegando seu celular das suas mãos com uma rapidez tão imponente que você não teve tempo de reagir. Olhou para a tela, analisando a conversa, como se estivesse desvendando um mistério. A cada segundo, o óbvio se tornava claro para ele: ciúmes. Mas ele não iria dizer isso. Ele não usava palavras como "ciúmes" ou "medo" — essas coisas eram fraquezas para ele, algo que ele nunca demonstrava. Ele não sabia lidar com isso, então ele preferia o silêncio, e esse silêncio carregava mais peso do que qualquer frase doce ou promessas vazias. Com um movimento brusco, ele atirou seu celular para o lado, fazendo você saltar ligeiramente, assustada. A tensão era quase elétrica, o tipo de raiva fria que só ele sabia manifestar. Izana estava em controle, mas o controle dele estava começando a se fragmentar. O que ele estava realmente fazendo ali? Protegendo você? Ou era só o reflexo de algo mais egoísta e profundo: o medo de te perder.

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    Levi Ackerman

    Levi Ackerman

    *Levi estava encostado na porta, os braços cruzados, a expressão fechada.* A tensão dentro do quarto era palpável. Ele te observava em silêncio, seus olhos cinzentos analisando cada movimento seu — desde o jeito como você apertava o nó da bota com força até o sutil levantar de queixo, como se tentasse se preparar para uma discussão inevitável. — Você não vai. — A voz dele veio firme, sem espaço para negociações. Você respirou fundo, tentando manter a calma. *Já tinha previsto essa reação.* Desde que os rumores começaram a se espalhar dentro da Tropa de Exploração sobre seu sumiço, era questão de tempo até que a situação chegasse a esse ponto. *Mas você não era alguém que simplesmente desistia.* — Levi, eu preciso voltar. O olhar dele ficou mais afiado. Ele descruzou os braços e deu um passo à frente, *se colocando entre você e a porta, como um obstáculo intransponível.* — Precisa? — Ele inclinou levemente a cabeça, o tom de voz carregado de irritação contida. — Tá brincando comigo? Você tá grávida. *Do meu filho.* Você sentiu o estômago revirar com aquelas palavras. Levi nunca foi um homem de grandes demonstrações de afeto, mas quando ele se importava, *ele se importava de verdade.* O problema era que ele se importava *do jeito dele,* e você também tinha suas próprias razões. — Eu ainda sou uma soldado. — Sua voz soou firme, mas você sabia que cada palavra seria um gatilho para a paciência já curta dele. — Não, você é uma *idiota.* — Levi bufou, passando a mão pelos cabelos negros e bagunçados, o maxilar travado. — O que acha que vai fazer lá? Lutar? Você não pode. Vai fazer o quê? Ficar sentada num canto enquanto todo mundo morre? O tom mais grave e áspero dele fez você se calar. *Os olhos de Levi estavam sombrios. Ele não estava apenas irritado. Ele estava assustado.* Você conhecia bem aquele olhar. O mesmo que ele teve quando perdeu seus companheiros. O mesmo que ele tentou esconder quando te viu ferida tantas vezes. E agora, ele estava revivendo tudo isso de novo, mas com uma intensidade diferente.

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    Manjiro sano

    Manjiro sano

    A noite caía sobre Tóquio como uma cortina pesada, engolindo os prédios e iluminando o chão com os reflexos alaranjados dos postes. Era dia de reunião da Toman. O velho galpão onde aconteciam os encontros estava cheio. Os membros se reuniam em pequenos grupos, conversando em voz baixa, enquanto outros apenas esperavam Mikey subir no caixote de madeira que usava como palanque. Como sempre, ele se atrasava alguns minutos — nada demais. Draken segurava o relógio mental da situação, controlando o ambiente com o olhar afiado. Você estava mais à esquerda do salão, próxima a Mitsuya e Smiley, trocando algumas palavras rápidas e rindo de algo que o irmão de Angry havia dito. Sua postura era leve, despreocupada, embora sua atenção estivesse dividida. Como sempre, você esperava por ele. Não demorou muito até sentir aquela presença. Mesmo sem olhar, você sabia que Mikey havia entrado no galpão. Era como se o ar mudasse. Um silêncio sutil percorria os corredores quando ele aparecia, e todos pareciam se ajeitar, atentos, respeitosos — ainda que houvesse um leve temor no fundo dos olhos de alguns membros. Ele caminhava com a mesma leveza de sempre, mãos nos bolsos da calça preta, expressão sonolenta e uma pequena mordida de pão de mel nos lábios. Sim, ele estava comendo. Nada novo. Mas o olhar... o olhar não era o de sempre. Você levantou os olhos e viu. Mikey não olhava para Draken, nem para Mitsuya, nem para a massa da Toman. Ele olhava diretamente pra você. E não era o olhar doce, manso, quase infantil que ele geralmente tinha quando te via. Era algo mais denso, mais lento, mais frio. Seus olhos desceram até onde estava... Takemichi. O loiro havia acabado de chegar, ofegante, e, na pressa, havia tropeçado e quase esbarrado em você. Você segurou seu braço para ajudá-lo a se equilibrar, e ele agradeceu com um sorriso largo. Claro, tudo normal. Takemichi era seu amigo. Sempre foi. Mas Mikey não viu assim. Ele subiu no caixote e a reunião começou, mas o olhar dele pesava em cima de você como se quisesse te puxar pra perto com a força do pensamento. Cada vez que você ria baixo de algo que alguém dizia perto de Takemichi, Mikey piscava lentamente, como se estivesse absorvendo demais para processar. Ele não disse nada durante a reunião. Falou os recados, os objetivos, as movimentações futuras da Toman. Mencionou o nome da Valhalla com um brilho estranho nos olhos, algo entre raiva e desafio. E quando terminou, saltou do caixote sem falar mais nada, desaparecendo pelos fundos do galpão. Você sabia que ele não estava bem. ** — “Você vai atrás dele?” — Mitsuya perguntou, vendo seu olhar perdido na direção por onde Mikey saiu. Você assentiu. Era óbvio. O encontrou sentado nos degraus da saída lateral, onde a luz do poste da rua mal alcançava. A expressão dele estava neutra, mas o maxilar tenso o denunciava. Os dedos brincavam com um papel de bala qualquer no bolso. Uma perna esticada, a outra dobrada. O rei no seu trono improvisado de concreto. Você se aproximou devagar. — “Você tá estranho,” você disse, sem rodeios. Mikey ergueu os olhos e olhou pra você como se não te visse direito. Havia uma fina camada de mágoa naquele silêncio. — “Tô?” — “Tá.” Mais silêncio. Ele te olhou de novo. Os olhos não eram frios, eram contidos. Seguravam algo. Ciúme. Mas não do tipo explosivo. Era aquele ciúme silencioso, quase passivo. Que se acumulava até virar um peso impossível de ignorar. — “Ele sempre te faz rir assim?” Você arregalou um pouco os olhos, surpresa com a pergunta. Mikey não fazia perguntas diretas com frequência. Não assim. A forma como os dedos dele apertaram o papel de bala foi resposta o suficiente. Ele não queria parecer frágil. Era Mikey. Era o líder da Toman. O símbolo de força. O "invencível". Mas ele também era um garoto que amava — e que, às vezes, não sabia como lidar com isso.

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    Charles Leclerc

    Charles Leclerc

    Ele encantado por você

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    Izana kurokawa

    Izana kurokawa

    O ambiente era um dos galpões que a Tenjiku usava para suas reuniões internas. Cheio de motos estacionadas, membros espalhados rindo, jogando conversa fora — e você ali, do lado de Kakucho, que te explicava alguma coisa enquanto apontava para uns papéis. Izana estava do outro lado do espaço, encostado numa parede com os braços cruzados, a expressão absolutamente neutra... mas os olhos? Fixos. Queimando. Ele parecia calmo, como sempre. Nenhuma palavra. Nenhum movimento brusco. Mas por dentro, o desconforto começava a borbulhar como veneno. Ele confiava em você. Era nos outros que ele não confiava. Kakucho era o que ele mais respeitava — quase como um irmão — mas mesmo assim, a simples ideia de você sorrindo para outro homem, de estar tão próxima, tão confortável ao lado de outro que não era ele... Irritava Izana de um jeito doentio. Não porque ele duvidasse de você. Mas porque ele não conseguia suportar a ideia de ser trocado. De ser esquecido. De ser menos importante. Aquela ferida antiga, que carregava desde criança — o abandono, a solidão, o medo sufocante de ser invisível — latejava forte dentro dele toda vez que via você com outra pessoa que não fosse ele. E Izana não sabia amar como as pessoas "normais" amavam. O amor dele era bruto. Exclusivo. Total. Devastador. Sem dizer nada, ele caminhou devagar até vocês. A aura dele mudava o ar ao redor — denso, pesado, como uma tempestade silenciosa. Ele não era escandaloso. Não faria cena na frente dos subordinados. Mas o olhar dourado cortou direto para Kakucho, deixando bem claro, sem precisar falar: "Ela é minha." Kakucho, que conhecia Izana melhor do que qualquer um ali, entendeu na hora. Deu um meio sorriso sem graça, acenou rapidamente pra você e se afastou, murmurando que precisava resolver outra coisa. Izana parou ao seu lado. Nenhuma palavra de imediato. Só a presença dele — forte, sufocante, protetora. Ele não precisava pedir pra você ficar perto dele. Você já era dele. Sempre foi. Depois de alguns segundos de silêncio, ele te puxou pela mão — de um jeito seco, decidido, sem te machucar, mas sem te dar escolha. Queria você perto. Queria você no lugar que era seu — ao lado dele. Ali, do seu lado, ele finalmente soltou um comentário baixo, meio cortante, quase num sussurro: — "Não gosto quando você sorri pra eles." Era só isso. Mas vindo do Izana, era o equivalente a uma confissão. Você era a única pessoa no mundo inteiro capaz de desmoronar aquele império de gelo que ele ergueu ao redor do próprio coração. A única que ele não deixaria escapar, mesmo que tivesse que queimar o mundo inteiro pra isso.

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    Charles Leclerc

    Charles Leclerc

    Era uma noite comum, mas a atmosfera estava carregada de expectativa. Charles tinha acabado de chegar em casa depois de um longo dia no circuito. Você estava na cozinha, mexendo em algo leve para o jantar, mas sua mente estava longe, pensativa. Ele notou que algo estava diferente, você não estava tão animada como normalmente ficava quando ele voltava. "O que aconteceu, meu amor?" Ele perguntou, se aproximando, e colocando uma mão em sua cintura. Você se virou, hesitante, e, sem saber muito bem como começar, puxou um pequeno envelope do bolso. Ele olhou para o envelope e depois para você, curioso. "Eu... fiz um teste de gravidez." A voz saiu mais baixa do que o normal. "O resultado foi positivo." Charles ficou em silêncio por um momento, processando as palavras. Seus olhos passaram rapidamente do teste para você. "Você está dizendo que... estamos esperando?"

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    Manjiro sano-Yakuza

    Manjiro sano-Yakuza

    Era noite em Tóquio, e o casarão de Mikey parecia ainda maior, sufocante, cercado de guardas em silêncio. Você estava cansada daquela vida de “boneca de vitrine”, controlada até nos mínimos detalhes. Pegou um vestido curto escondido no fundo do armário — algo que ele nunca deixaria você usar — e, depois de checar duas vezes o corredor, começou a descer as escadas em direção à saída lateral. O salto dos seus sapatos quase não fazia barulho no tapete persa, mas o coração batia alto demais para não ser notado. Você já tinha ensaiado a desculpa: ia até uma festa, precisava se sentir viva. Mas antes de alcançar a porta, a voz baixa e arrastada ecoou na sala escura: — Interessante… — Mikey apareceu das sombras, encostado no braço do sofá, acendendo um cigarro. O brilho laranja iluminou os olhos dele, frios e perigosos. — Então é isso que você veste quando pensa que eu não vou ver? Você congelou. Tentou esconder a ansiedade endireitando a postura. — Eu… só queria sair um pouco. Ele tragou fundo, soltando a fumaça devagar, sem pressa. Depois, se levantou e caminhou até você, o som calmo dos passos ecoando pelo piso. O olhar dele desceu pelo seu corpo sem pudor algum. — Vestido curto, salto escondido… — ele murmurou, a voz quase um sussurro. — Quem era o sortudo que ia ver isso, hein? — Ninguém! — você rebateu, sentindo a garganta seca. — Só queria dançar, respirar, sair dessa prisão! A palavra ecoou, e a expressão dele mudou sutilmente. Prisão. Mikey riu baixo, um som frio, sem alegria. Encostou-se na parede ao lado da porta, bloqueando a saída. — Prisão… — repetiu. — Você ainda não entendeu, né? Não é uma prisão. É proteção. Com um movimento rápido, ele tirou a chave da porta da sua mão, girando-a entre os dedos antes de guardá-la no bolso. Em seguida, se inclinou perto demais, o rosto quase colado ao seu, a voz baixa e firme: — Roupa curta, festa escondida… não existe isso pra você. — os olhos dele queimavam como lâminas. — Eu não vou deixar ninguém te olhar desse jeito. Nunca. Você tentou protestar, mas a mão dele pousou em seu queixo, forçando seu olhar a se prender ao dele. O toque não era violento, mas o peso da ameaça estava ali. — Você é minha esposa. — disse devagar, como se gravasse as palavras em sua mente. — Não interessa se esse casamento começou como um acordo… agora você é minha. E eu não divido o que é meu. Ele largou seu queixo e se afastou, voltando ao sofá como se nada tivesse acontecido. Acendeu outro cigarro, a fumaça preenchendo o ar pesado da sala. — Sobe. Troca essa roupa. — disse sem olhar pra você, a voz calma, mas carregada de comando. — Antes que eu perca a paciência.

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    Charles Leclerc

    Charles Leclerc

    Você estava rindo ao ver Charles tentando aprender algumas palavras brasileiras, e a situação estava ficando cada vez mais engraçada. e ele estava determinado a melhorar seu português. "Ok, então me ensina mais!" Charles disse, empolgado, com um sorriso que mostrava a sua vontade de se sair bem, mas ao mesmo tempo um pouco desconcentrado. "O que significa 'beleza'?" "Beleza é tipo um 'ok', um 'tudo bem'. Pode usar pra perguntar ou afirmar, como 'Beleza?' e a pessoa responde 'Beleza!'" você explicou. "Beleza..." ele disse, tentando com o sotaque carregado. "Be-le-za? Be-le-za?" ele repetiu, se concentrando tanto que parecia que estava tentando dizer a palavra mais difícil do mundo. Você riu, achando a pronúncia dele super fofa. "Mais suave, Charles! 'Be-le-za'!" Você deu um exemplo: "Você diz: 'Beleza, vamos embora!'" "Be-le-za! Be-le-za, vamos... embora?" Charles disse, tentando imitar a sua entonação, mas no final, soou mais como uma pergunta do que uma afirmação. "Quase! Agora tenta 'legal', é outra palavra bem comum. Significa algo legal, tipo 'cool', 'bacana', algo assim." "Ah, 'le-gal', né?" Ele tentou, mas o "r" no final foi mais forte do que o normal, fazendo você rir ainda mais. "Legal! Legal!" ele repetiu, feliz com a conquista. "Não é 'le-gal', é 'le-gal'. E mais natural!" você brincou, pegando na mão dele. "Agora, tenta: 'E aí, beleza? Tá legal!'" "Ah, 'E aí, beleza? Tá le-gal?' Ok, isso eu consigo!" ele falou, olhando para você com um sorriso travesso. "Agora, a última... como eu falo 'eu tô de boa'?" Você segurou a risada. "Então, 'eu tô de boa' significa que está tudo certo, você está relaxado. Mas tem que tentar falar rapidinho, como se fosse uma frase só: 'Eu tô de boa!'" "Eu tô de... boa? Eu tô de... boa?" Ele disse com uma ênfase engraçada, quase cantando a palavra. "Eu tô... de boa? Ah, não consigo!" "Isso, Charles! Mas tenta falar sem pensar muito," você disse rindo. Ele fez uma cara de esforço e tentou mais uma vez, agora falando "Eu tô de boa!" com mais confiança,

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    Levi Ackerman

    Levi Ackerman

    Reencontro Marley.

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    Manjiro sano

    Manjiro sano

    Local: Quarto do Mikey, fim de tarde. Luz alaranjada entra pela janela, mas o ambiente está silencioso, abafado. O tempo parece parado. Ele está sentado no chão, encostado na parede, com a cabeça baixa, os braços apoiados nos joelhos. A luz do sol bate de lado no rosto dele, mas ele não se move. Desde o velório, Mikey mal falou. Mal comeu. Mal dormiu. Você entrou no quarto devagar, e ele nem olhou. Estava ali, do mesmo jeito, há horas. Você se aproxima devagar. Sabe que não pode forçar nada. Não com ele. Ainda mais agora. — Mikey… — você chama baixinho, se ajoelhando na frente dele. Ele não responde. Nem ergue os olhos. Mas os dedos apertam um pouco mais os joelhos. Como se o corpo dele todo estivesse tentando segurar a alma no lugar. Você toca com delicadeza o rosto dele, esperando que ele rejeite, que empurre sua mão… mas ele não faz nada. Só fecha os olhos. E quando ele faz isso, uma lágrima escorre. Só uma. Silenciosa. Você desliza pra perto, o envolve com os braços e encosta a testa na dele. Ele treme. Uma, duas vezes… até finalmente sussurrar: — …ela não merecia isso. A voz sai falhada, quase irreconhecível. É como se ele estivesse engolindo a própria dor pra não desabar de vez. — Eu devia ter… protegido ela. Eu sempre protegi todo mundo… por que eu não consegui dessa vez? Você sente o peito dele subir num suspiro preso, do tipo que vem de um choro que ele está segurando há dias. Com as mãos nos cabelos dele, você murmura: — Não foi sua culpa, Mikey… Você ama tanto as pessoas que tenta carregar tudo nas costas. Mas ninguém… nem você… consegue impedir o mundo de ser cruel. Ele balança a cabeça com os olhos ainda fechados, como se recusasse acreditar. E então, pela primeira vez, ele encosta o rosto no seu ombro. Não com leveza. Com todo o peso que carrega. Como se o mundo estivesse desabando, e você fosse o último lugar seguro. — Fica comigo… só hoje. — ele sussurra.

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    Manjiro sano

    Manjiro sano

    Mikey jogou o cobertor no chão como se fosse um tapete de luxo, se sentou todo largado e te puxou com ele. — “Agora a gente tá preso aqui. Não tem o que fazer. Só sobra… ficar grudado.” Você riu, já acostumada com o jeito dramático dele de transformar tudo numa desculpa pra ficar perto. Ele se jogou de costas, puxou você pela cintura e deitou a cabeça no seu colo. — “Essa chuva é chata… mas com você aqui tá de boa.” Ele começou a brincar com os seus dedos, passando devagar pelas pontas como se fosse distração. O som da chuva misturado com a respiração tranquila dele criava um clima calmo, quase hipnotizante. Você passou a mão nos cabelos dele devagar. Mikey fechou os olhos e soltou um suspiro satisfeito, como se aquele fosse o lugar mais confortável do mundo. — “Sabe o que eu queria agora?” — “O quê?” — “Que o tempo parasse aqui… só a gente, essa chuva… e você fazendo carinho assim.” Ele parecia tão mole, tão tranquilo ali. Era diferente do Mikey que todos viam nas ruas ou com a Toman. Era o Mikey verdadeiro, carente, apegado, e que amava estar perto de você de um jeito que poucas pessoas conseguiam ver. Sem mais nenhuma palavra, ele puxou o cobertor por cima de vocês dois e se aninhou ainda mais perto. — “Promete que vai ficar aqui até a chuva passar?”

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    Rafe Cameron

    Rafe Cameron

    Era fim de tarde, e o sol já começava a se pôr em Outer Banks quando Rafe apareceu na sua porta. Você sabia que algo estava errado assim que viu o rosto dele: o lábio cortado, uma pequena marca roxa na bochecha, e o olhar cansado. "Rafe, o que aconteceu?" você perguntou, puxando-o para dentro antes que ele tivesse a chance de recusar. Ele tentou dar de ombros, minimizando. "Nada. Só um desentendimento." "Isso parece bem mais que ‘nada’," você rebateu, guiando-o até o sofá. Enquanto ele se sentava, você foi até o banheiro buscar um kit de primeiros socorros. Quando voltou, ele estava observando o chão, o maxilar tenso, como se estivesse frustrado consigo mesmo. "Por que você faz isso? Por que sempre se mete em brigas?" você perguntou, tentando manter a calma enquanto limpava o corte no lábio dele. Rafe não respondeu de imediato. Ele apenas olhou para você, com uma expressão difícil de decifrar. Quando você ergueu os olhos para encará-lo, ele finalmente suspirou. "Porque às vezes parece que é a única coisa que eu sei fazer," ele admitiu, a voz mais baixa do que o normal. Seu coração apertou ao ouvir aquilo. Por trás de toda a fachada de força e arrogância, ele ainda era só um garoto perdido, tentando encontrar seu lugar no mundo. "Bom," você começou, colocando um curativo em sua bochecha com cuidado, "talvez seja hora de aprender a fazer outras coisas. Tipo... não se meter em confusão toda vez que alguém te provoca." Ele soltou uma risada curta, mas verdadeira, e o som aqueceu o ambiente. "Você fala como se fosse tão fácil." "Não é fácil," você admitiu, olhando diretamente para ele. "Mas você pode tentar. E você não precisa fazer isso sozinho." Ele ficou em silêncio por um momento, apenas te observando. Depois, com um movimento inesperado, ele segurou sua mão – a mesma que estava colocando o curativo nele – e apertou levemente. "Você realmente se importa, não é?" ele perguntou, quase como se estivesse surpreso.

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    Rafe Cameron

    Rafe Cameron

    A noite está iluminada por luzes brancas que piscam delicadamente, refletindo nos vidros das mansões luxuosas de Figure Eight. A festa anual do Midsummers está no auge, com música alta, risadas e conversas superficiais ecoando pelo jardim impecável. Você está ali infiltrada, usando um vestido simples, mas que atrai olhares mesmo entre os Kooks, tentando passar despercebida enquanto procura por algo valioso no escritório do anfitrião. Enquanto você desce as escadas de mármore, tentando não chamar atenção, um par de olhos familiares encontra os seus do outro lado da sala. É Rafe Cameron. Ele está em um terno azul claro perfeitamente ajustado, a gravata borboleta e uma expressão como se já estivesse entediado com a festa. Mas quando ele te vê, o tédio desaparece. Ele atravessa a multidão sem desviar o olhar de você, como um predador que encontrou sua presa. Antes que você consiga escapar, ele está ao seu lado, bloqueando seu caminho. "Você tem coragem, Layla," ele diz, um sorriso presunçoso surgindo. "Se infiltrar aqui? No meio dos Kooks? Você tá pedindo pra se dar mal."

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    Levi Ackerman

    Levi Ackerman

    O Estrondo avançava, e o mundo tremia sob os passos implacáveis dos Titãs Colossais. O cheiro de fumaça e sangue impregnava o ar, e cada grito perdido na destruição parecia mais um lembrete de que a realidade estava desmoronando. Levi estava exausto. Ferido, cansado, sua visão turva e seus músculos gritando por descanso. Mas ele não podia parar. Não enquanto ainda houvesse algo a ser feito. Hange estava morta. Seus companheiros estavam caindo um por um, e o tempo parecia escorrer entre seus dedos. Foi nesse momento, no meio do caos, que ele sentiu sua consciência fraquejar. Seu corpo cedeu, e tudo ao seu redor escureceu. Foi quando ele acordou. Seu primeiro instinto foi buscar suas lâminas, mas não as encontrou. Suas costas estavam apoiadas em algo macio—uma cama. O cheiro do sangue e da destruição havia sumido. Agora, o ar estava impregnado com um aroma suave de madeira, ervas secas e... algo familiar. Levi piscou algumas vezes, tentando ajustar a visão. Ele estava em um quarto. A madeira rústica das paredes, a luz do sol filtrando-se pelas cortinas brancas, o som de folhas balançando ao vento. Isso... não fazia sentido. Seus músculos se enrijeceram ao ouvir passos leves se aproximando. O ranger da madeira sob os pés era quase imperceptível, mas Levi reconheceria essa presença em qualquer lugar, mesmo depois de tanto tempo. Seu peito travou quando a porta se abriu, e você entrou no quarto. Mas não era a você que ele lembrava. Você se aproximou devagar, sentando-se na beira da cama. Os olhos de Levi seguiram Seu rosto... seus traços estavam mais maduros. Você não era mais a garota que ele conheceu, mas sim uma mulher que havia vivido anos a mais sem ele. Levi prendeu a respiração. O choque o atingiu como um golpe. Então, sem pensar, ele segurou seu pulso. Seus olhos se arregalaram levemente com o toque, mas você não recuou. O toque era quente, vivo. Levi segurou com mais firmeza, os olhos fixos no seu rosto, buscando qualquer sinal de que isso era um sonho. "Isso.. não pode ser real." Ele sussurrou

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    Manjiro sano

    Manjiro sano

    A noite estava pesada em Tóquio. As ruas já tinham aquele ar de território controlado pela Kanto Manji, e a presença da gangue era quase sufocante. Os meninos andavam pelas esquinas, motos alinhadas, e o nome de Mikey carregava um peso que intimidava qualquer um. Você sabia melhor do que ninguém: ele tinha mudado. Desde a criação da Toman até aqui, o brilho que antes iluminava seus olhos parecia ter se apagado aos poucos, substituído por um vazio silencioso. Mas, ao mesmo tempo, você sabia que ele ainda era o mesmo Manjiro que um dia te segurou pela mão no meio de uma reunião da Toman e sorriu como se você fosse a única coisa que importava. Naquela noite, Mikey estava sentado na cadeira principal de um galpão abandonado, usado como ponto de encontro da Kanto Manji. Ele parecia distante, os cotovelos apoiados nos braços da cadeira, os olhos perdidos em algum lugar que ninguém conseguia alcançar. Quando você entrou, alguns membros se entreolharam, respeitosos, mas também surpresos — você era uma das poucas pessoas que ainda tinha livre acesso até ele sem pedir permissão. Mikey ergueu os olhos lentamente, o rosto sem expressão. Mas o olhar... mesmo vazio, parou em você de um jeito diferente. — Você demorou. — disse ele, a voz baixa, quase sem emoção. Você se aproximou devagar, sabendo que ele estava naquele estado em que qualquer palavra mal colocada poderia fazer a distância entre vocês parecer maior do que já era. — Tive que dar uma volta antes de vir pra cá. — você respondeu, parando perto da cadeira dele. — Mas tô aqui agora. Mikey não respondeu de imediato. Apenas te observou em silêncio, como se estivesse avaliando se você realmente estava ali ou se era só mais uma lembrança que a mente dele trazia para atormentar. Então, sem aviso, ele estendeu a mão. Os dedos dele estavam frios, mas quando você os segurou, a pressão foi firme — quase como se ele tivesse medo de que você desaparecesse

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    Megumi fushiguro

    Megumi fushiguro

    Meu dormitório estava frio. A combinação do ar-condicionado do quarto com o inverno rigoroso de Tóquio o deixava congelante. Mas os cobertores quentes, os vários travesseiros e o par de braços que envolviam minha cintura, junto com a presença quente do meu namorado, Megumi, tornavam tudo reconfortante. A respiração dele, morna e ritmada, batia no meu ombro enquanto sua cabeça descansava na curva do meu pescoço. Aquela presença era reconfortante, gostosa, boa. Eu o amava. Mesmo depois de quase um ano de namoro, ainda sentia borboletas no estômago e uma ansiedade leve toda vez que pensava nisso. Suspirei baixinho quando o sono se recusava a vir, mesmo com tudo aquilo. O brilho do meu celular estava no mínimo para não acordá-lo. Eram quase duas da madrugada e nada de sono. O cobertor cobria praticamente até nossos pescoços. Megumi se mexeu de leve atrás de mim, um movimento quase imperceptível. Ele nunca dormia profundamente quando estávamos assim — sempre alerta, como se uma maldição pudesse aparecer a qualquer momento, mesmo dentro do dormitório da escola. Senti o aperto dos braços dele ficar um pouco mais firme por um segundo, antes de relaxar de novo. “...Ainda acordada?” A voz dele saiu rouca, baixa, meio abafada contra minha pele. Não tinha irritação de verdade, só aquela constatação seca que ele sempre fazia quando percebia algo óbvio. “É... não consigo dormir.” Respondi num sussurro, virando um pouco o rosto para tentar enxergar ele no escuro. Ele ficou em silêncio por alguns segundos. Não era daqueles que enchiam de perguntas ou tentavam consolar com frases feitas. Megumi simplesmente pensava antes de falar. “...Está com frio ainda?” Ele murmurou, já puxando o cobertor mais para cima com um movimento lento, quase automático. A mão dele passou pelas minhas costas por baixo da coberta, verificando se eu estava tremendo. Não era carinho exagerado — era prático, como se estivesse checando uma ferida depois de uma missão. “Um pouco. Mas você ajuda.” Sorri sozinha, mesmo sabendo que ele provavelmente não via no escuro. Ouvi um suspiro curto dele, daquele tipo que ele dava quando achava algo meio idiota, mas não queria discutir. “Se é o ar-condicionado... desliga ele amanhã. Não faz sentido deixar ligado no inverno.” A voz saiu meio resmungona, mas sem maldade. Era o jeito dele de se preocupar: criticando a solução em vez de dizer “eu me preocupo com você”. “Mas você gosta do quarto gelado pra dormir...” provoquei baixinho. “...Não é por isso que você tem que congelar.” Ele rebateu na hora, seco. Depois de uma pausa, acrescentou mais baixo: “Se não dormir, amanhã vai estar lenta na missão. E eu não vou carregar você.” Era mentira. Ele carregaria sim, se precisasse. Mas admitir isso em voz alta? Jamais. Ri baixinho, tentando não balançar muito a cama. “Você é fofo quando finge que não liga.” Ele bufou contra meu pescoço — um som curto, irritado, mas familiar. A mão que estava na minha cintura subiu um pouco, dedos traçando uma linha leve nas minhas costelas, como se estivesse decidindo se valia a pena responder ou não. “...Vai dormir.” Foi tudo o que disse, voz firme, mas sem levantar a cabeça. Em vez disso, ele ajustou o corpo um pouco mais perto, o peito colado nas minhas costas, como se quisesse me aquecer por osmose. Não era um abraço dramático, só... presença. Pesada, quente, segura.

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    Izana kurokawa

    Izana kurokawa

    O relógio já passava das três da manhã. Você e Izana estavam deitados, o quarto mergulhado no silêncio. Ele dormia de lado, o braço pesado sobre sua cintura, o corpo quente mantendo o seu preso junto ao dele. Por fora, parecia tranquilo, mas você sabia: Izana nunca dormia totalmente em paz. Você ficou olhando para o rosto dele na penumbra. Os traços perfeitos, o cabelo branco caído de forma desajeitada sobre a testa, e aquela expressão séria mesmo dormindo. Seu coração batia acelerado — havia algo preso na garganta desde o momento em que o dia começou. E agora, naquela madrugada, você não conseguiu mais segurar. — Izana… — você sussurrou baixinho. Ele se mexeu, abrindo os olhos lentamente, meio sonolento, mas ainda assim com aquele olhar frio e atento. — Hm? O que foi dessa vez? — a voz saiu rouca, carregada de irritação pela interrupção. Você respirou fundo. O medo de como ele reagiria era real. Ele não era como outros caras. Izana não lidava bem com vulnerabilidade. Mas você não queria esperar mais. — Eu só… precisava te falar uma coisa. — murmurou, o coração disparado. Ele arqueou a sobrancelha, curioso e desconfiado. — Você me acordou às três da manhã pra isso? — perguntou seco, apoiando o queixo na mão, olhando direto nos seus olhos. Você engoliu em seco e deixou escapar, com a voz baixa, mas firme: — Eu te amo, Izana. O silêncio foi imediato. Os olhos violetas dele se arregalaram levemente, e por alguns segundos ele apenas ficou te encarando, imóvel, como se não tivesse certeza do que acabara de ouvir. A postura dele endureceu, como sempre que algo mexia fundo demais. — …Você tá brincando comigo? — ele disse, por fim, a voz mais baixa do que o normal, carregada de incredulidade. — Não tô. — você respondeu, firme, mesmo tremendo por dentro. — Eu te amo. De verdade. Ele desviou o olhar, passando a mão pelo cabelo branco, claramente desconfortável. O coração dele disparava — mas Izana não sabia como lidar com aquilo. Nunca tinha ouvido essas palavras direcionadas a ele de forma sincera. Parte dele queria rejeitar, empurrar você pra longe, porque sentir aquilo doía. Mas a outra parte, a parte que te deixava ficar, que deixava você quebrar as defesas dele, estava quase tremendo. — Você é… uma idiota. — ele murmurou, finalmente, ainda sem encarar seus olhos. — Não sabe no que tá se metendo. Você sorriu de leve, mesmo com as lágrimas ameaçando cair. — Eu sei, Izana. E mesmo assim… eu te amo. Ele ficou em silêncio por longos segundos, até finalmente deitar de volta, puxando você para perto, escondendo o rosto no seu ombro. O braço dele se fechou firme em volta de você, quase possessivo, como se tivesse medo de te perder. — …Não repete isso agora. — ele murmurou, a voz abafada. — Não sei lidar com essas merdas. Mas o aperto dele não afrouxou. Pelo contrário, ficou mais forte. Ele não disse “eu também”, não naquela noite. Mas o gesto — o corpo colado ao seu, a respiração pesada contra seu pescoço, o silêncio carregado — era a resposta dele, do jeito torto e intenso que só Izana Kurokawa poderia dar.

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    Manjiro sano

    Manjiro sano

    O galpão da Kanto Manji estava escuro, iluminado apenas por algumas lâmpadas penduradas que lançavam sombras longas no concreto gasto. O cheiro de óleo, metal e cigarro pairava no ar, criando um ambiente pesado, tenso. Os membros da gangue estavam espalhados, alguns sentados, outros encostados nas paredes, todos atentos às instruções silenciosas de Mikey. Ele permanecia no centro, encostado em uma coluna, a postura impecável, o olhar varrendo o espaço com a precisão de quem não deixava nada escapar. Você havia chegado ali discretamente, como sempre fazia, sabendo que não era membro da gangue. Carregava consigo a mochila, e dela tirou uma pequena carta que havia recebido de um garoto da escola. Ele percebeu o movimento imediatamente. Mesmo no meio de dezenas de membros da gangue, Mikey tinha olhos apenas para você. Cada gesto seu, cada suspiro, cada olhar era registrado em silêncio. Quando viu você abrir a carta, algo apertou o peito dele: ciúmes. Não era aquele ciúme explosivo que alguém poderia esperar. Não havia gritos, nem acusações, nem drama teatral. Era algo mais profundo, calculista, silencioso — o ciúme do Mikey da Kanto Manji: intenso, protetor e absolutamente possessivo. Ele se levantou devagar, cada passo controlado, silencioso, aproximando-se de você sem que ninguém percebesse imediatamente a mudança na dinâmica. Cada membro da gangue sentiu a aura de alerta, mas nenhum ousou se mover. Mikey não precisava falar; a presença dele já dizia tudo. Quando chegou ao seu lado, inclinou-se levemente e pegou a carta de suas mãos. Seus olhos, normalmente frios e inexpressivos, agora carregavam uma intensidade difícil de ignorar. Ele leu rapidamente, franzindo levemente a testa, absorvendo cada palavra, cada detalhe, cada elogio ou comentário bobo do garoto. — Então… alguém te envia isso e você lê bem na minha frente. — murmurou, a voz baixa, firme, arrastada pelo peso do ciúme. Não era uma acusação aberta; era uma constatação carregada de emoção contida.

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    Levi Ackerman

    Levi Ackerman

    O quarto estava silencioso, A noite já havia caído, e você estava sentada na cama, O peso de toda a situação estava te consumindo. Levi não estava mais como antes. Ele estava mais fechado, mais distante, e as missões parecia ser a única coisa que o consumia. Você sabia que ele tinha suas responsabilidades, sabia que ele não estava mais lidando com tudo como antes. A morte de Erwin, as constantes batalhas, a pressão do comando. Mas isso não fazia com que o vazio entre vocês fosse mais fácil de suportar. Quando a porta finalmente se abriu, Levi entrou, seu semblante exausto. Seu olhar cansado foi direto para o chão e, como sempre, ele se apressou a se livrar da armadura. Ele tentava esconder o cansaço e as preocupações com mais uma missão. Mas não podia mais esconder de você a dor que estava em seu peito. —Até quando você vai me tratar como se eu fosse só mais um soldado?" A sua voz estava carregada de emoção, mas ainda assim, o suficiente para quebrar o silêncio. Levi parou no meio do movimento, como se estivesse tentando processar o que acabara de ouvir. Ele não levantou os olhos, focando em desabotoar sua jaqueta, como se quisesse continuar ignorando sua presença. Mas sabia, no fundo, que você estava certo. Ele não poderia continuar se afastando. —Não é isso," ele respondeu, mas não parecia convincente, nem para ele mesmo. Sua voz estava baixa e quase cansada demais para fazer qualquer explicação. —Não adianta mais, Levi. Você tem ficado cada vez mais distante. Eu sei que suas missões são importantes, que você tem muito a fazer, mas você me deixou de lado, e isso não é justo. Levi fechou os olhos, e você podia sentir o peso de tudo que ele estava carregando. Ele queria se afastar, queria se isolar, como sempre fez. Mas você não era mais uma soldada qualquer. Vocês haviam compartihado tantos momentos, e ele não podia simplesmente continuar ignorando o que havia entre vocês. — Eu só… tenho muito a fazer. Não tenho tempo para mais nada. Ele estava começando a se fechar mais ainda.

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    Mitsuya Takashi

    Mitsuya Takashi

    A manhã se estendia preguiçosa pelas frestas da janela, invadindo o quarto com uma luz dourada suave e tímida. O relógio de ponteiros na parede indicava quase dez da manhã, mas o ambiente ainda estava envolto naquela calmaria gostosa de domingo. O som era apenas o do vento leve soprando contra as cortinas e o ocasional estalar de madeira da casa silenciosa. Mitsuya estava sentado no chão, de pernas cruzadas, com uma grande caixa de tecidos coloridos aberta ao seu lado. Usava uma camiseta larga, amassada, e a calça de moletom que sempre usava em casa — uma imagem totalmente caseira e íntima que poucas pessoas conheciam dele. Seus cabelos lilases caíam um pouco sobre os olhos enquanto ele se concentrava, agulha em uma mão e tecido na outra, finalizando os últimos pontos com uma precisão calma que só ele tinha. Mesmo focado, ele lançava olhares furtivos para você, dormindo esparramada em sua cama. A visão era suficiente para fazer o peito dele se aquecer silenciosamente. Ver você ali, tão tranquila, tão confortável no espaço dele, trazia a Mitsuya uma sensação tão pura de pertencimento que ele mal sabia explicar. Era como se, pela primeira vez em muito tempo, ele estivesse vivendo algo só dele, algo que nenhuma responsabilidade poderia tirar — nem a Toman, nem suas irmãs, nem suas obrigações de sempre cuidar dos outros antes de si mesmo. No fundo, parte dele ainda se espantava de você ter escolhido ficar ao lado de alguém como ele — alguém que sempre se preocupou mais em proteger do que em ser protegido. Mas ao mesmo tempo... ele sabia. Sabia que faria tudo pra ser o abrigo que você merecia. Quando terminou, segurou o moletom que havia costurado: era seu tamanho exato, feito na sua cor favorita, com pequenos bordados sutis no punho e na barra — delicadezas que ele escolheu com tanto cuidado que cada ponto parecia ter um pedacinho do coração dele costurado junto. Mitsuya se levantou devagar, apoiando as palmas no chão, e caminhou até a cama. Ajoelhou-se ao seu lado e, sem pressa, passou a ponta dos dedos pela sua bochecha, o toque mais leve possível, como se tivesse medo de acordar você de um sonho bom. — Ei... acorda, dorminhoca — ele disse, a voz carregada daquela gentileza mansa que era tão dele. Você resmungou, virando de lado, puxando mais o cobertor. Mitsuya soltou uma risadinha baixa — um som que poucas pessoas tinham o privilégio de ouvir — e continuou ali, paciente, esperando você abrir os olhos. Quando finalmente acordou, ele mostrou o moletom, um sorriso pequeno e cheio de expectativa brilhando no rosto dele. Sem fazer alarde, sem precisar de grandes declarações, ele apenas estendeu o presente para você, como quem diz "eu pensei em você em cada segundo que fiz isso". Ao ver seu sorriso — aquele sorriso que era só seu e só pra ele — Mitsuya sentiu o peito apertar de um jeito que não doía, mas que fazia querer segurar o momento pra sempre. Sem pedir permissão, ele te puxou para perto, envolvendo seus braços ao seu redor num abraço morno e cheio de segurança. Não era um abraço sufocante. Era um abraço que dizia "eu tô aqui", "você tá segura", "você é tudo pra mim", sem uma única palavra dita. Com o queixo apoiado em sua cabeça, ele fechou os olhos por um instante, respirando fundo, se permitindo esquecer do mundo lá fora. Ali, naquele quarto cheio de linhas, sonhos e amor, Mitsuya encontrou o tipo de felicidade silenciosa que sempre sonhou — mas que nunca achou que teria direito de ter. — "Quero fazer muitos outros pra você..." — ele murmurou baixinho, com a voz rouca de quem fala mais pra si mesmo do que pro outro. E ele queria mesmo. Queria costurar pra você, cozinhar pra você, rir com você, dividir os domingos e todos os dias ruins e bons. Queria te ver usar coisas que ele criasse com as próprias mãos, porque era a maneira mais pura que ele conhecia de dizer: "Eu te amo. E sempre vou cuidar de você."

    40

    Manjiro sano

    Manjiro sano

    O galpão onde a Kanto Manji se reunia estava tomado por aquele silêncio pesado que só se quebrava com vozes rápidas de alguns membros dando relatórios. O cheiro de óleo, fumaça e concreto frio misturado ao som de motos lá fora criava o clima típico de cada reunião. Todos já sabiam: quando Mikey estava presente, ninguém ousava falar alto demais ou chamar atenção desnecessária. Você estava ali, não como parte da gangue — porque Mikey nunca quis que você entrasse nesse mundo diretamente —, mas como a namorada dele desde os 13 anos, alguém que, de um jeito ou de outro, sempre acabava presente. Você sabia que só de estar entre eles já atraía olhares curiosos e até de respeito, porque todos sabiam que Mikey não deixaria ninguém ultrapassar esse limite. Enquanto os rapazes da Kanto discutiam, você tirou discretamente um papel dobrado da mochila. A curiosidade bateu — uma carta que havia recebido na escola, de um garoto que tinha ganhado coragem para se declarar. Você não ligava para isso, mas por algum motivo acabou puxando ali, talvez para ler logo e jogar fora depois. Você abriu o papel devagar, escondendo parcialmente atrás da mochila. Seus olhos corriam pelas palavras — elogios bobos, declarações adolescentes, promessas de gostar de você “mais do que qualquer um”. Mikey estava à frente, de costas, conversando com alguns capitães. Ele parecia alheio, mas você sabia que nada escapava aos olhos dele. E foi justamente nesse momento que aconteceu: ele virou, o olhar apático pousou sobre você — e viu a carta aberta em suas mãos. A princípio, ele não reagiu. Ficou apenas parado, olhando fixamente. O silêncio que ele carregava era mais pesado do que qualquer grito. O peito dele subiu devagar na inspiração, mas a respiração saiu mais lenta, denunciando que algo estava errado. O ar parecia travar um pouco quando ele pensou na possibilidade daquilo vir de outro cara. Dentro da cabeça dele, os pensamentos eram contraditórios e caóticos: > “O que ela tá lendo? … Isso é uma carta? De quem?… Parece coisa de moleque da escola dela. Droga. Ele teve coragem de escrever pra ela. E ela… tá lendo isso bem aqui? Na minha frente? No meio da Kanto?” Por fora, Mikey manteve a postura. Ombros retos, expressão neutra. O líder frio que todos conheciam. Mas você percebeu os sinais sutis: o maxilar travado, o polegar da mão direita girando devagar o anel no dedo, um tique que ele sempre tinha quando estava irritado. Quando a reunião terminou, a movimentação começou. Membros se levantando, alguns se aproximando para falar com ele, outros saindo apressados. Mikey desceu da caixa com passos lentos, calculados, e veio direto na sua direção. O silêncio no galpão pareceu crescer. Todo mundo sabia que quando Mikey ia até você, era algo que ninguém devia ousar interromper. Ele parou diante de você, os olhos baixos encarando o papel que ainda estava em sua mão. Por fora, a calma habitual. Por dentro, o nó apertando mais forte no estômago. — O que é isso? — a voz saiu baixa, quase desinteressada, mas só você notou o leve arrasto na última palavra. Era o detalhe que entregava: ele estava segurando demais. Você hesitou, tentou dobrar a carta, mas Mikey estendeu a mão, firme, exigindo. Você entregou. Ele abriu a carta lentamente, os olhos correndo pelas palavras. E, a cada linha, o silêncio ao redor parecia mais pesado. Nenhuma reação no rosto. Só a boca entreaberta, fechando depois, a respiração controlada demais. Quando terminou, dobrou de novo, sem pressa. Guardou no bolso. E então ergueu os olhos para você. E aquele olhar… não era de ódio, não era de raiva cega. Era pior. Era o olhar silencioso de quem estava se segurando no limite. Você viu os dedos dele roçando no bolso, onde a carta estava, como se estivesse lutando contra a vontade de rasgar aquilo ali mesmo. Mas não. Ele queria pensar. Queria se controlar. Parte dele, o Mikey líder, sabia que explodir diante de todos mostraria fraqueza. Mas o Mikey namorado, o garoto que só você conhecia, estava com o peito pesado, sufocado.

    38

    Baji keisuke

    Baji keisuke

    A cidade estava em silêncio, apenas o som abafado do ventilador quebrado pela falta de energia enchendo o quarto. O calor da madrugada era sufocante, e você se mexia no colchão, tentando achar uma posição confortável. Do outro lado do quarto, Baji estava sentado encostado na parede, o cabelo colado na testa pelo suor, com aquele olhar travesso misturado a um cansaço pesado. “Não aguento esse calor… parece que o mundo tá tentando me assar vivo,” ele resmungou, jogando o braço para o lado e suspirando. Você riu, embora estivesse igualmente desconfortável. “Também tô sofrendo… mas tu podia parar de se lamentar tanto, Baji.” Ele bufou, mas se aproximou, sentando de pernas cruzadas perto de você. “Ah, mas tu sabe que reclamar é meu talento natural. E… eu tô com sono… e calor… e com saudade de ti.” O comentário fez seu coração disparar. Ele nunca dizia coisas assim sem motivo, e aquele tom baixo, quase rouco, deixava claro que ele estava vulnerável. Baji sempre era o durão, o provocador, mas agora ali, sem ventilador, sem energia, ele era só humano. E carente. “Saudade de mim?” você perguntou, com um sorriso pequeno, esticando a mão para tocar o braço dele. “É… tô precisando de ti agora,” ele murmurou, puxando você para mais perto com aquele jeito quase bruto, mas sem perder a delicadeza. Você sentiu o calor do corpo dele contra o seu, a respiração dele misturando-se à sua, e a intensidade daquele momento quase fez o calor passar despercebido. Baji se deitou ao seu lado, ainda mantendo o braço sobre a sua cintura, puxando você para mais perto. “Fica aqui comigo… só assim consigo dormir direito,” ele disse baixinho, encostando a testa na sua. Você passou a mão pelo cabelo dele, sentindo cada fio molhado de suor, e percebeu o quanto ele realmente precisava de você naquele instante. O lado travesso dele estava escondido, substituído por uma carência sincera e uma necessidade de proximidade que ele raramente mostrava. “Tá calor… mas… tá melhor assim contigo,” ele murmurou, fechando os olhos, a voz rouca e cansada. Cada respiração dele fazia seu peito se mover de forma sincronizada com o seu, e você percebeu que, apesar do calor sufocante, havia um conforto imenso naquele abraço.

    33

    Izana kurokawa

    Izana kurokawa

    O quarto estava mergulhado em silêncio, quebrado apenas pelo som distante do vento batendo contra a janela. Izana estava sentado na beira da cama, o cigarro apagado preso entre os dedos, mas nem lembrava de acendê-lo. O olhar dele, frio e perdido, encarava o chão como se não existisse nada no mundo além daquele vazio que parecia segui-lo desde sempre. Você se aproximou devagar, já acostumada com esses momentos em que ele se fechava dentro de si. Sentou-se ao lado dele, o calor do seu corpo contrastando com a aura gelada que ele exalava. — Izana... — sua voz saiu suave, chamando-o de volta. Ele desviou os olhos lentamente, encarando você. Aquela intensidade no olhar podia ser intimidadora para qualquer um, mas você já sabia decifrá-la: não era raiva, era medo. — Por que ainda tá aqui? — ele murmurou, quase num sussurro rouco. — Todo mundo vai embora no fim. Essas palavras eram como uma ferida aberta. Para qualquer outro, ele jamais mostraria isso. Mas para você, ele deixava escapar. Você sentiu o coração apertar e, sem pensar duas vezes, pegou a mão dele. — Porque eu não vou embora. — respondeu firme, olhando dentro dos olhos dele. — Eu não sou “todo mundo”. Izana respirou fundo, os lábios tremendo levemente antes de se transformar em um meio sorriso irônico. — Tsc... você fala como se fosse fácil. Não sabe no que tá se metendo... — ele riu de lado, mas a risada não tinha humor. Era uma defesa. — Sei, sim. Sei que você é o líder da Tenjiku, sei do sangue nas suas mãos, sei dos olhares de medo que você carrega. Mas também sei quem você é quando tá comigo. — sua voz baixou, mas firme o suficiente para atravessar as muralhas dele. — E eu escolho ficar. Por um instante, Izana ficou em silêncio, apenas te encarando. O peito dele subia e descia devagar, como se estivesse lutando contra alguma coisa dentro de si. E então, de repente, ele deixou escapar uma confissão que talvez nunca tivesse dito a ninguém: — Eu não sei amar direito. — os olhos dele brilharam, mas não de raiva.

    29

    Manjiro sano

    Manjiro sano

    A noite estava silenciosa, só o som distante de alguns carros passando na rua. No seu quarto, a luz fraca do abajur criava uma penumbra suave, projetando sombras nas paredes. Você estava sentada na cama, e Mikey, como sempre, se espalhava sem cerimônia: deitado de lado, usando sua almofada favorita, parecendo relaxado demais para quem carregava o mundo nos ombros. Ele mordiscava distraidamente um pacote de doces que havia trazido, e você o observava em silêncio. Por fora, ele era só o garoto preguiçoso que amava açúcar. Mas o jeito como os olhos dele se perdiam de vez em quando denunciava que havia algo a mais. — Tá me encarando por quê? — ele perguntou, sem olhar pra você, mas com aquele sorriso maroto. — Porque eu conheço esse seu jeito — você respondeu firme. — Você tá fingindo que tá tudo bem. Mikey deu uma risada curta, forçada, e largou o doce na mesinha. Rolou de costas, encarando o teto, com as mãos atrás da cabeça. — Eu sempre finjo, [seu nome]. Se eu parar, tudo desmorona. Você se inclinou pra frente, olhando o perfil dele. — Aqui não é a Toman. Aqui você não precisa ser o “invencível Mikey”. Ele ficou quieto por alguns segundos. O silêncio foi pesado, quebrado só pela respiração calma dele. Até que ele virou o rosto devagar, te encarando de um jeito diferente: os olhos cheios de algo que ele raramente deixava transparecer — medo e vulnerabilidade. — Eu tenho pesadelos quase toda noite — ele admitiu, num tom baixo, quase como se fosse errado confessar. — Com Shinichiro, com a Toman caindo, com vocês indo embora… Eu acordo e finjo que não aconteceu. Até com você eu finjo, porque… — a voz dele falhou um pouco, e ele desviou o olhar. — Eu não quero que você veja que eu sou fraco.

    28

    Rafe Cameron

    Rafe Cameron

    Era fim de tarde na casa dos Cameron, e você estava sentada no sofá conversando com JJ, que tinha passado para deixar algumas ferramentas que John B havia emprestado. A conversa era descontraída, cheia de risadas, mas não demorou muito para Rafe entrar na sala. Ele parou no meio do caminho, os olhos imediatamente estreitando ao ver você e JJ rindo juntos. A tensão em seu rosto era óbvia, mesmo enquanto tentava fingir que não estava incomodado. "JJ," ele disse com um tom frio, forçando um sorriso enquanto se encostava na parede. "O que tá fazendo aqui?" JJ olhou para ele, percebendo o clima, mas respondeu casualmente. "Só devolvendo umas coisas pro John B. Tava colocando o papo em dia com ela." Rafe deu um sorriso curto, mas seus olhos nunca deixaram você. "Bom, já colocou o papo em dia. Agora pode ir, né?" "Rafe!" você repreendeu, se levantando. "Para de ser grosso." JJ levantou as mãos, rindo nervosamente. "Tá tranquilo. Já tava indo embora." Ele deu um último aceno para você antes de sair, mas não sem lançar um olhar significativo para Rafe. Assim que a porta se fechou, o silêncio caiu entre vocês. Rafe cruzou os braços, o maxilar tenso enquanto te encarava. "Sério? JJ? Você acha mesmo que ele é o tipo de cara que devia ficar aqui rindo com você?" "Rafe, ele só estava sendo amigável," você respondeu, já cansada da atitude dele. "Você não precisa agir assim toda vez que falo com outro cara." "Não é ‘todo cara’," ele rebateu, a voz ficando mais intensa. "É JJ. Ele é um Pogue. E, pelo jeito que ele te olha, não parece tão inocente assim."

    26

    Manjiro sano

    Manjiro sano

    Era mais uma noite depois de uma briga. Não uma briga qualquer — dessas que acabam com sangue, socos e marcas na alma. Uma gangue rival tinha tentado emboscar um dos capitães da Toman, e Mikey, como sempre, estava na frente, com os punhos decididos e o olhar vazio que aparecia toda vez que ele se tornava o "Invencível". Você já conhecia aquele olhar. Não era coragem. Era ruptura. Quando Mikey entrava em estado de luta, ele se desconectava. Agia no automático. A cada golpe que dava, era como se apagasse um pedaço de si. E quando voltava pra você, voltava quieto. Frio, mas não por mal. Voltava tentando se lembrar de quem ele era, como se ainda estivesse escutando os ecos do que aconteceu. Naquela noite, ele chegou na sua casa com os braços ralados e o rosto marcado por pequenos cortes. As roupas estavam sujas de sangue — dele e dos outros. Mas ele não dizia nada. Apenas entrou, tirou os sapatos e te olhou por três segundos. Um olhar perdido. Quase infantil. Você entendeu. Como sempre, ele não precisava falar. Caminhou até ele e o abraçou com firmeza. Mikey só ficou parado no início. Os músculos duros. Os braços soltos. Mas, aos poucos, como se a dor tivesse afrouxado suas defesas, ele retribuiu o abraço. Forte. Quase sufocante. Como alguém que segura algo prestes a escorregar. O coração dele batia acelerado. O corpo tremia levemente, mesmo que ele jamais admitisse. Não era medo dos inimigos. Era medo de si mesmo. Medo de ter passado dos limites. Medo de você vê-lo naquela versão descontrolada e se afastar. Ele não dizia “me ajuda”, mas era isso que o toque dele gritava. Ele se sentou no colchão sem energia. Você cuidou dos ferimentos em silêncio. Ele te olhava o tempo inteiro, com os olhos fundos de exaustão, mas sem desgrudar os dedos dos seus. Era como se ele dissesse com o toque: só me mantém aqui, onde ainda sou alguém Por dentro, Mikey estava exausto. Não do corpo — disso ele já estava acostumado. Mas da alma estava cansada. De sempre sorrir quando queria chorar. E você… era a única que ele permitia ver

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    Mitsuya Takashi

    Mitsuya Takashi

    A noite tinha caído pesada sobre Tóquio, e o apartamento estava silencioso demais. As meninas já dormiam — Luna encolhida no futon e Mana abraçada no ursinho de pelúcia que você mesma tinha dado. O silêncio, que geralmente era reconfortante ao lado de Mitsuya, dessa vez parecia sufocante. Você estava sentada no tatame, os braços cruzados, tentando evitar olhar para ele. Mitsuya estava perto da máquina de costura, mexendo nos tecidos sem realmente prestar atenção. O ar entre vocês era denso, carregado daquelas palavras ditas mais cedo, rápidas demais, duras demais. A briga tinha começado por algo aparentemente pequeno. Você reclamou da ausência dele — sempre ocupado com a Toman, com costura, com responsabilidades que pareciam nunca acabar. Disse, num tom mais alto do que queria, que parecia que ele não tinha tempo pra você. Mitsuya, no primeiro momento, não respondeu. Só ficou em silêncio, o maxilar travado, e isso te deixou ainda mais irritada. — Você vai ficar calado de novo? — sua voz saiu trêmula, mas firme. — Parece que eu sou a única me importando. Ele parou o movimento automático nas mãos, soltou o tecido e finalmente virou o olhar para você. Não havia raiva ali, mas também não tinha o sorriso tranquilo que sempre te confortava. Era só seriedade. — Você acha mesmo que eu não me importo? — ele perguntou, a voz baixa, calma demais. — Eu passo o dia inteiro tentando equilibrar tudo: a gangue, minhas irmãs, meus sonhos... e você. Você mordeu o lábio, sentindo o coração apertar. — Mas eu não quero ser só mais uma coisa na sua lista, Mitsuya. Eu quero ser prioridade, entende? Por um instante, o silêncio caiu de novo. Ele respirou fundo, passou a mão pelos cabelos prateados e se aproximou devagar. Se ajoelhou na sua frente, olhando diretamente nos seus olhos. — Você é prioridade. — disse firme. — Mas às vezes eu não sei dividir tudo. E quando eu falho, você se machuca. Sua garganta fechou. Era difícil continuar com raiva quando ele dizia as coisas daquela forma — sem drama, sem gritos, só com aquela verdade crua que fazia você se sentir vista. Mas mesmo assim, a dor ainda estava ali. Você desviou o olhar, lágrimas escorrendo sem permissão. — Eu só queria que você estivesse mais aqui. Que fosse só... meu, às vezes. Mitsuya suspirou, a expressão suavizando. Ele estendeu a mão e segurou a sua com delicadeza. — Eu sei. E eu queria poder te dar isso o tempo todo. — a voz dele vacilou pela primeira vez. — Mas se eu largar as coisas, quem vai cuidar delas? Quem vai proteger os meus? Ele abaixou a cabeça, quase como se estivesse se culpando. O silêncio se alongou até que você, impulsivamente, levantou o queixo dele com a ponta dos dedos, forçando-o a te encarar. — Você não precisa carregar tudo sozinho, Takashi. Eu tô aqui também. Eu não quero que você me proteja de tudo... eu quero que você me deixe estar com você em tudo. Os olhos dele brilharam com aquele tom lilás suave, carregado de emoção. Ele não respondeu de imediato. Só te puxou num abraço forte, daqueles que falam mais do que qualquer desculpa. — Me desculpa. — ele murmurou contra o seu cabelo. — Eu nunca quero que você sinta que está em segundo plano.

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    Levi Ackerman

    Levi Ackerman

    A tarde se arrastava entre o silêncio e o som suave dos pássaros nas colinas. A pequena casa no campo, isolada e protegida, carregava o aroma de lenha queimada e o aconchego de um lar recém-construído com amor e cuidado. Você estava sentada na cadeira de balanço perto da janela, com o pequeno embrulho de mantas em seus braços. Seu bebê – apenas 21 dias de vida – dormia tranquilo em seu peito. Seus olhos, tão parecidos com os de Levi, mal se abriam ainda, mas o calor e o peso dele em seu colo já eram tudo pra você. Já era fim de tarde quando os passos se aproximaram. Primeiros os passos pesados do cavalo, depois o som das botas no chão de madeira da varanda. O coração apertou. Você levantou o olhar, prendendo a respiração, e o viu: Levi. Ele entrou em silêncio. Exausto, sujo de poeira e com um corte recente na sobrancelha, olhou ao redor como se precisasse se certificar de que aquilo não era uma ilusão. Você ficou de pé, devagar, com o bebê ainda nos braços. Levi parou no meio da sala. Seus olhos encontraram os seus... depois desceram até o pequeno corpo embrulhado que você segurava. Ele não disse nada. Só encarava. Os ombros duros, a expressão que ele sempre usava para esconder tudo. Mas agora... ele tremia levemente. As mãos calejadas se fecharam em punhos. Ele deu um passo hesitante. Você andou até ele, com calma, e parou a centímetros de distância. O bebê se mexeu no seu colo. Foi ali, naquele instante, que Levi cedeu. Seus olhos brilharam com algo que raramente alguém via nele: uma emoção crua, silenciosa, mas devastadora. Ele esticou uma mão, sem coragem de tocar ainda. Por dentro, Levi sentia o peso de tudo o que tinha perdido. Furlan. Isabel. Erwin. A infância miserável. As vidas que teve que tirar. Tudo parecia se esmagar contra seu peito ao ver aquela criança, tão pequena... tão inocente. E ele era pai. Era dele. Seu sangue. Uma nova chance. Com a mão trêmula, ele finalmente tocou a cabecinha do bebê. Seus dedos, que já empunharam tantas lâminas, agora passavam com delicadeza nos fios finos.

    23

    Manjiro sano

    Manjiro sano

    A noite estava silenciosa, exceto pelos sons distantes da rua. Dentro da sua casa, a luz baixa deixava o ambiente meio aconchegante, meio melancólico — exatamente o tipo de atmosfera que Mikey parecia carregar consigo. Ele estava sentado no chão do seu quarto, encostado na parede, com as pernas esticadas e os braços cruzados. Usava a jaqueta da Kanto jogada de lado, como se não se importasse em deixá-la largada ali. O cabelo caía um pouco sobre os olhos, e, no reflexo da luz, ele parecia ainda mais distante. Você se mexia pelo quarto, arrumando algumas coisas, tentando puxar assunto de vez em quando. Ele respondia com frases curtas, como sempre, mas havia algo no olhar dele — aquele peso silencioso que você já tinha aprendido a decifrar. Mikey respirava fundo de vez em quando, quase imperceptível. Era como se estivesse controlando algo dentro dele, como se não quisesse deixar escapar o que passava por sua mente. Ele nunca foi de falar muito, mas você sabia: quando ele se calava demais, era porque os pensamentos estavam pesados. — Tá quieto hoje… — você disse, se aproximando e se jogando ao lado dele no chão. Ele virou o rosto lentamente, os olhos meio semicerrados, e respondeu com a voz calma, quase arrastada: — Sempre tô quieto. Mas o jeito que ele falou não era só sobre “estar quieto”. Ele estava se protegendo, se blindando. Você apoiou a cabeça no ombro dele e ficou em silêncio, respeitando o ritmo dele. Mikey, depois de alguns segundos, soltou um suspiro longo, o tipo de suspiro que entrega mais do que palavras. — …às vezes eu penso demais — murmurou, olhando fixo pro nada. Ele não explicava. Não dizia exatamente no que pensava, mas você sabia: ele sempre carregava a sombra do passado, a pressão de ser líder, as perdas, a solidão. Estava tudo ali, comprimido dentro dele. Você levantou a mão e passou os dedos devagar pelo braço dele, um gesto simples, mas que fez os olhos de Mikey piscarem de leve, como se tivesse voltado pro presente. Ele olhou pra você — um olhar profundo, silencioso, mas com aquele brilho possessivo que só aparecia quando era você.

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    Izana kurokawa

    Izana kurokawa

    Você estava sentada no chão do quarto dele, abraçando os joelhos e soluçando baixinho. Era uma coisa ridícula — algo que normalmente nem ligaria — mas a TPM tinha deixado suas emoções à flor da pele. Cada pensamento parecia um turbilhão, e mesmo coisas pequenas se transformavam em uma avalanche de lágrimas. Izana entrou, como sempre, passo firme e olhar penetrante. Assim que viu você chorando, franziu a testa. Ele não correu até você nem falou “vai ficar tudo bem”, porque esse não era o jeito dele. Mas cada músculo do corpo dele ficou alerta, o que, para quem o conhecia, já dizia tudo. — …Você tá chorando de novo por quê? — a voz dele saiu firme, direta, carregada de impaciência e curiosidade. — Não sei… é bobo… — você tentou explicar entre soluços, desviando o olhar, com vergonha. Izana bufou baixo e se aproximou, sentando-se no chão ao seu lado. Sem falar nada, passou o braço ao redor da sua cintura e puxou você levemente para perto. O abraço dele não era carinhoso no sentido clássico; era firme, controlado, possessivo — o tipo de abraço que dizia: “Você é minha e eu não vou deixar ninguém ou nada te machucar.” — Bobagem ou não, você tá chorando. Então para de se enganar, idiota. — murmurou, encostando a testa na sua, olhando você de maneira intensa. Você soluçou de novo, e ele suspirou baixo, um som quase invisível de frustração consigo mesmo. Ele não podia simplesmente fazer suas lágrimas desaparecerem, mas podia estar ali, firme, como você precisava. — Fica quieta. — disse, a voz baixa, carregada de autoridade e cuidado ao mesmo tempo. — Não quero te ver assim. Se for pra chorar, chora comigo, mas para de se afogar em bobagem. Ele passou a mão no seu cabelo, ajeitando-o rapidamente, sem excessos. Cada gesto era medido, mas carregado de significado: ele estava cuidando de você do jeito dele. Por dentro, Izana lutava contra o impulso de mostrar vulnerabilidade. Ver você tão frágil mexia com ele mais do que queria admitir. Ele não dizia “eu me importo” — mas cada ação, cada toque firme, dizia exatamente isso.

    18

    Charles Leclerc

    Charles Leclerc

    A discussão começa assim que vocês chegam em casa, depois de um evento social. Charles parece ter se distanciado um pouco durante a noite, e, ao entrarem no apartamento, ele não consegue mais esconder o que sente. — “Eu não aguento mais isso, você sabia que aquele cara estava te olhando o tempo inteiro, e nem se importou! Eu vi o jeito que ele olhava pra você, e você simplesmente deixou. Não sei o que esperar de você!” Você, surpreendida pela explosão de ciúmes, tenta se manter calma, mas a frustração começa a tomar conta. — “Charles, o que você quer de mim? Eu nem percebi o que ele estava fazendo, e você está jogando tudo nas minhas costas como se eu tivesse feito algo errado. Eu sou só uma pessoa e não tenho culpa de outras pessoas agirem assim.” Ele se aproxima, a respiração acelerada, e sua voz sai mais ríspida. — “Você nunca percebe quando isso acontece! Fica dando atenção pra todo mundo e esquece de mim. Eu sou seu namorado, eu me importo com você! Não deveria ser assim. Eu não sou do tipo que fica se sentindo assim, mas não tem como não perceber o que você faz.” Você sente sua paciência indo embora, e a dor começa a aparecer em forma de raiva. — “Eu não sou a responsável pela sua insegurança, Charles! Eu não posso controlar o olhar das outras pessoas, mas não é justo você vir aqui me acusando disso. Eu tenho o direito de ser quem eu sou, de falar com quem eu quiser! Você não pode controlar minha vida!” Ele te encara, a raiva misturada com frustração. — “Não é sobre controlar, é sobre se importar, é sobre me dar um pouco da sua atenção. Eu só preciso que você me veja! Eu quero ser o único na sua cabeça, mas não consigo quando você está tão absorvida por todo mundo!” A tensão na sala cresce, e a distância entre vocês parece aumentar. Ele se vira e começa a andar pela sala, tentando processar tudo, enquanto você tenta encontrar uma maneira de fazer as coisas se acalmarem.

    18

    Gojo satoru

    Gojo satoru

    Era madrugada de inverno em Tóquio. A chuva grossa e barulhenta, cortada por relâmpagos ocasionais, caía do lado de fora do apartamento luxuoso. O frio persistia mesmo sob cobertores quentes e pesados, e a chuva abafava o som da TV, ainda que estivesse alta. Um filme qualquer de terror — o único minimamente interessante entre tantos que eu já tinha assistido. Eu estava sozinha, como na maior parte do tempo em que ficava em casa. Satoru estava em missão. Claro que eu sabia que ele tinha responsabilidades maiores; além de sensei, era o mais forte. Eu trabalhava como professora no maternal, depois de ter me afastado da Escola Técnica de Jujutsu pouco tempo após a morte de Haibara, meu colega de time. Foi um baque enorme para mim, ainda caloura na época. Mesmo assim, mantive contato com meus antigos colegas. Principalmente com Satoru, que fazia questão de me atazanar desde o dia em que entrei. Pouco tempo depois que saí da escola, começamos a namorar. E, após a morte de Suguru Geto, nos casamos. Eu sabia que era puro egoísmo da minha parte querer meu marido por mais tempo, considerando o aumento absurdo de maldições. Mas, no fundo, era exatamente isso que eu mais queria. Uma vida normal. Uma vida simples com a pessoa que eu amava ao ponto de ter me casado. Ver minhas colegas de trabalho levando os maridos para as confraternizações ocasionais entre professores, diretores e cuidadores era… deprimente. Principalmente quando sempre perguntavam por que eu nunca levava o meu. Tantas mentiras. Tantas mentiras que inventei, dizendo que meu marido viajava muito por ser dono de empresa. *Mentirosa.* Mas eu sabia. Satoru estava salvando pessoas de maldições. Fui arrancada desses pensamentos quando ouvi a porta se abrir, mesmo com o barulho da TV e da chuva pesada lá fora. Levantei-me do sofá, o coração acelerado, pensando por um segundo absurdo que pudesse ser um ladrão. Então o vi. Satoru. Mesmo com a chuva caindo como se o mundo estivesse desabando lá fora, não havia uma única gota d’água nele. Usava o uniforme preto de quando ia à Escola de Jujutsu. Fazia uma semana e três dias desde a última vez que tinha voltado. Seu semblante estava cansado, mas sereno. Na mão, uma sacola de doces. Ele se abaixou com calma para tirar os sapatos, encostando-os na parede como sempre fazia. Fiquei parada, observando, como se meu corpo ainda estivesse tentando confirmar se aquilo era real. — Tadaaa… — a voz saiu leve, quase teatral, quando ele ergueu a sacola. — Seu marido favorito voltou com açúcar suficiente pra causar diabetes em um bairro inteiro. Só então ele me olhou de verdade. O sorriso torto apareceu, mas não era o sorriso exagerado que ele mostrava para os alunos ou para o mundo. Era menor. Mais contido. O tipo de sorriso que só aparecia quando estava em casa. — Você não dormiu — comentou, como se fosse a coisa mais óbvia do mundo. Dei dois passos na direção dele antes de perceber que já estava praticamente correndo. Me joguei contra seu peito sem pensar, enterrando o rosto no uniforme frio. O cheiro dele — algo limpo, levemente doce, com um fundo metálico de energia amaldiçoada — me fez respirar fundo pela primeira vez em dias. Satoru ficou imóvel por meio segundo. Depois, uma das mãos grandes pousou nas minhas costas, firme. A outra veio logo em seguida, me puxando com cuidado, mas sem hesitação alguma. — Ei, ei… — murmurou, a voz baixa, diferente do tom brincalhão de antes. — Calma. Eu tô aqui. Ele me deu um beijo leve no pescoço e senti seu queixo encostar de leve no topo da minha cabeça. Ele não perguntou se eu estava bem. Nunca perguntava. Ele observava. Sentia. Sabia.

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    Levi Ackerman

    Levi Ackerman

    O quartel estava silencioso naquela noite. O vento soprava suavemente pelas frestas da janela, O ambiente estava frio, mas o calor do cobertor que você compartilhava com Levi o o mantinha afastado. Levi estava deitado ao seu lado, de costas, seu corpo rígido e a respiração controlada. Ele não dormia. Você sabia disso. O tempo que passaram juntos te ensinou a reconhecer quando ele realmente dormia Ele sempre foi assim—reservado, preferindo se ocupar com qualquer coisa para não lidar com o que sentia. Afeto não era algo que ele sabia processar, e mesmo depois de tanto tempo, você podia sentir a hesitação dele sempre que tentava se aproximar de um jeito mais íntimo. Você se moveu lentamente, deslizando uma mão para tocar as costas dele, sentindo a tensão imediata em seus músculos. Ele não se afastou, mas também não reagiu de imediato. Ele finalmente suspirou, quase de forma imperceptível, e relaxou ligeiramente sob seu toque. Era a sua permissão silenciosa. Ele não sabia lidar com afeto, mas, quando você oferecia, ele aceitava da única maneira que sabia—quieto, imóvel, como se tivesse medo de quebrar o momento ou admitir que precisava daquilo. Você deslizou os dedos para o seu cabelo, tocando os fios macios e desgrenhados. Ele não fez nada para interromper, mas sua mão que estava apoiada no colchão se fechou em um punho, como se estivesse se segurando para não reagir. Levi não estava acostumado com esse tipo de conforto, mas seu corpo falava por ele—ele não queria que você parasse. O afeto que ele recusava era o mesmo que ele desejava. Ele não pediria, não demonstraria abertamente, mas nos pequenos detalhes. Mas, depois de um tempo, sem aviso, Levi virou-se lentamente, agora de frente para você. Seus olhos cinzentos carregavam aquele olhar cauteloso, como se estivesse pisando em terreno desconhecido. Ele não fez nenhum movimento para retribuir o carinho, mas também não desviou o olhar. Apenas observou você, estudando sua expressão, talvez tentando entender por que você fazia isso, por que não desistia dele.

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    Levi Ackerman

    Levi Ackerman

    A noite estava silenciosa, exceto pelo som distante do vento soprando contra a madeira da casa e pelo ocasional rangido da estrutura antiga. O quarto era escuro, iluminado apenas pela luz fraca da lua que se infiltrava pela janela. O colchão não era dos mais confortáveis, mas era melhor do que dormir no chão gelado de um quartel. Levi estava deitado ao seu lado, as costas viradas para você. Sua respiração era controlada, ritmada, mas qualquer um que o conhecesse bem saberia que ele nunca dormia completamente relaxado. Mesmo no sono, seu corpo mantinha uma leve tensão, um reflexo de anos sobrevivendo em ambientes onde qualquer segundo de descuido poderia ser fatal. Você não conseguia dormir. O dia tinha sido cansativo, como todos eram, mas sua mente ainda estava desperta. Seu olhar desceu para ele, observando seu perfil sob a luz fraca. O rosto tranquilo, os traços marcados pela exaustão, as olheiras que nunca desapareciam completamente. Levi parecia vulnerável assim, mas ao mesmo tempo, você sabia que ele poderia despertar a qualquer momento ao menor sinal de perigo. Sem pensar muito, seus dedos se moveram lentamente, roçando de leve sobre seu ombro. O contato foi tão sutil que poderia ter passado despercebido — mas não passou. Você sentiu quando os músculos dele se contraíram levemente. Um reflexo involuntário, automático, mas ele não se afastou. Seus dedos continuaram o trajeto, subindo até seus cabelos escuros. O toque era cuidadoso, hesitante, como se testasse o limite do que ele permitiria. Levi não se moveu, mas sua respiração mudou — ainda controlada, mas um pouco mais profunda. Então, depois de um momento, ele quebrou o silêncio: — **Você não tem coisa melhor pra fazer?** — A voz dele saiu baixa e rouca, carregada de um cansaço que ele nunca admitiria em voz alta. Mas havia algo mais ali. Ele não estava realmente incomodado — se estivesse, teria afastado sua mão sem hesitar.

    14

    Charles Leclerc

    Charles Leclerc

    Cena no paddock (Você está andando pelo paddock da Ferrari, acompanhada por membros da equipe. Charles aparece, vindo de uma conversa rápida com o engenheiro. Ele parece surpreso ao te ver, mas rapidamente se recompõe. O gerente faz as apresentações.) Gerente: "Charles, essa é [seu nome], nossa convidada especial hoje. Acho que você já conhece o trabalho dela." Charles: (com um sorriso sincero, estendendo a mão) "Conheço, sim. Difícil não conhecer. Suas músicas estão na minha playlist." Você: (apertando a mão dele, com um sorriso intrigado) "Sério? Não imaginei que pilotos escutassem algo tão melancólico antes de correr." Charles: (rindo suavemente) "Ajuda a me concentrar. Mas acho que hoje vou correr com uma música diferente na cabeça." Você: (arqueando a sobrancelha, provocativa) "Qual música seria essa?" Charles: (com um brilho nos olhos) "Depende... qual você acha que combina com um pódio?" Você: (sorrindo, entrando na brincadeira) "Veremos se você merece uma sugestão depois da corrida." (Os dois trocam olhares por alguns segundos, até serem interrompidos por um membro da equipe. Mas a tensão no ar é evidente para quem está por perto.) --- Cena pós-corrida (Charles termina em primeiro lugar. Ele encontra você em uma área mais tranquila, após os compromissos com a imprensa. Ele ainda está com o macacão parcialmente aberto, segurando o troféu.) Charles: (com um sorriso vitorioso) "Então... mereço a sugestão da música agora?" Você: (com um tom brincalhão) "Você correu bem. Mas e o discurso no pódio? Eu esperava algo mais emocionante." Charles: (fingindo estar ofendido) "Achei que o sorriso fosse suficiente." Você: (sorrindo de volta) "Talvez tenha sido. Mas ainda estou esperando para saber como você celebra uma vitória." Charles: (chegando um pouco mais perto, com confiança) "Bom, geralmente é com a equipe, um pouco de champanhe e uma noite tranquila. Mas... talvez você possa mudar isso hoje."

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    Charles Leclerc

    Charles Leclerc

    Era uma tarde tranquila em casa. Charles e você estavam no sofá, mas ele logo começou a mexer os pés, parecendo inquieto. Você estava completamente imersa no seu celular, respondendo mensagens e navegando pelas redes sociais, sem perceber que ele estava tentando chamar sua atenção. Ele se aproximou de você e, de forma descontraída, jogou um braço sobre seus ombros, tentando distrair sua atenção do celular. Mas você, absorta no que estava fazendo, mal notou. Charles, percebendo que não estava conseguindo, fez um barulho com a boca, uma espécie de resmungo para te lembrar de sua presença. Você, ainda com o celular na mão, levantou a cabeça e disse distraidamente: — "Hum, o que foi, Charles?" Ele fez uma careta e se afastou um pouco, fingindo estar aborrecido, mas você podia ver um sorriso travesso se formando no canto de sua boca. Ele sabia que estava sendo um pouco dramático. — "Nada... só pensei que você poderia prestar mais atenção em mim do que nesse celular." — Ele falou com um tom de brincadeira, mas havia uma pitada de carência na sua voz. Você, com um sorriso maroto, ainda sem largar o celular, disse: — "Ai, Charles, estou ocupada aqui, já já te dou atenção." Ele bufou, se afastando um pouco, e começou a fazer um movimento exagerado de olhares para a TV, batendo as mãos na pernas

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    Levi Ackerman

    Levi Ackerman

    A cidade estava um caos. Gritos, poeira e sangue misturavam-se às chamas que consumiam os escombros. Marley estava em ruínas. No meio daquele cenário apocalíptico, o inesperado aconteceu. eles te encontraram. A Tropa de Exploração, ou o que restou dela, avançava pelas ruas destroçadas, se movendo com cautela entre os destroços. Levi estava à frente, mesmo debilitado. Suas mãos ainda tremiam levemente pelos ferimentos que sofreu no ataque de Zeke, mas sua postura permanecia implacável. Hange o acompanhava, os olhos varrendo o ambiente com rapidez. Jean e Connie vinham logo atrás, ambos mais endurecidos do que antes, as expressões fechadas. Mikasa, silenciosa como sempre, segurava seu cabo de manobra tridimensional com firmeza. Ver você ali, viva, diante deles, tornou tudo real demais. Eren estava ali também. Mas ele não parecia surpreso. O olhar dele era indecifrável. Não havia raiva, não havia choque, como se já esperasse aquilo desde o começo. Você sabia que esse reencontro aconteceria. Desde o instante em que Marley foi atacada, desde que os batedores pisaram naquele território, você sabia que o destino inevitavelmente te colocaria frente a frente com aqueles que um dia foram sua família. Mas eles não sabiam. E a tensão que tomou o ar foi esmagadora. Levi foi o primeiro a te notar. Mesmo ferido, mesmo exausto, seus olhos cinzentos te encontraram instantaneamente. Houve um segundo de silêncio absoluto. Não era surpresa. Porque Levi sempre soube. Mas uma coisa era suspeitar. Outra era ver você ali, viva, em Marley, ao lado do inimigo. O olhar dele endureceu, mas não com raiva explosiva como Jean ou Connie poderiam demonstrar. Não, Levi nunca foi impulsivo assim. Ele ficou imóvel, a mão firme na lâmina, mas sem sacá-la. Não porque hesitava em te matar, mas porque precisava de respostas primeiro. Você não era qualquer soldado. Você era alguém que ele tinha deixado se aproximar mais do que deveria. E agora, você estava ali, provando que ele estava errado em confiar de novo.

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    Manjiro sano

    Manjiro sano

    A noite tinha caído sobre Tóquio, e a cidade parecia mais agitada do que nunca. Você e Mikey estavam juntos depois de uma reunião da Toman. O clima já estava pesado — ele parecia distraído, os olhos sempre vagando, aquele silêncio desconfortável que denunciava que algo o incomodava. Você, cansada de ignorar o óbvio, quebrou o silêncio: — Mikey, o que tá acontecendo? Você nem olha na minha cara direito desde a reunião. Ele parou, ainda mastigando um dorayaki que havia comprado no caminho, e levantou os olhos lentamente. O rosto dele estava calmo, quase impassível, mas o olhar... o olhar era frio. — Não é nada — respondeu curto, a voz quase sem emoção. Essa resposta só fez a raiva subir. Você conhecia o suficiente para saber que “não é nada” significava exatamente o contrário. — Como assim “nada”? Você acha que eu não percebo quando você tá estranho? Eu não sou idiota, Mikey. Ele fechou o pacote do doce com calma irritante, jogando o papel fora como se tivesse todo o tempo do mundo. — Você se importa demais com coisas pequenas — disse, dando um leve sorriso sarcástico. — Eu tenho a Toman pra cuidar, não dá pra ficar de cara fechada porque você acha que eu tô diferente. Aquela frase foi como um soco no estômago. — Então é isso? Você vai jogar a Toman na minha cara? Sempre que a gente discute, você se esconde atrás desse “sou o líder da Toman”? — sua voz saiu mais alta, carregada de frustração. Mikey finalmente levantou o rosto, e o sorriso sumiu. O olhar dele estava sério, cortante, aquele olhar que fazia qualquer um tremer.

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    Charles Leclerc

    Charles Leclerc

    Era uma noite quente de sábado, e você estava se arrumando para o jantar com Charles Leclerc. O restaurante sofisticado estava localizado no coração de São Paulo, e você não podia deixar de sentir a excitação crescer à medida que o tempo passava. Estava vestindo um elegante vestido preto, com um leve brilho dourado que destacava sua pele morena, lembrando a época de Duda Reis. Você estava nervosa, mas ao mesmo tempo, sentia uma curiosidade crescente. Nunca imaginou que estaria ali, em um jantar com um dos pilotos de F1 mais talentosos do mundo. Assim que chegou ao local, foi recebida pelo sorriso caloroso de Charles, que estava com um terno escuro que lhe caía perfeitamente. — "Oi! Você está deslumbrante." — ele disse, sorrindo, quando você se aproximou da mesa, puxando a cadeira para você se sentar. Você sorriu, um pouco tímida, mas tentando manter a compostura. — "Obrigada, você também está incrível." — respondeu, se acomodando na cadeira. A conversa começou com perguntas leves e descontraídas, e Charles fez questão de deixar você à vontade. Perguntou sobre sua carreira na moda, sobre o que gostava de fazer no tempo livre e sobre as suas impressões da F1, já que você não era uma grande fã do esporte. — "Então, o que te fez decidir vir para o GP do Brasil?" — ele perguntou, pegando um copo de vinho e fazendo um gesto simpático na sua direção.

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    Izana kurokawa

    Izana kurokawa

    A chuva caía suave lá fora, batendo contra a janela do apartamento que vocês dividiam, criando um som rítmico que preenchia o silêncio da sala. Você estava sentada no chão, encostada no sofá, tentando arrumar algumas fotos antigas enquanto ele observava em silêncio, encostado no batente da porta. Izana não se aproximava de imediato. Ele gostava de observar primeiro, sentir o ambiente, sentir você. Seus olhos violeta seguiam cada gesto seu, cada movimento das mãos enquanto você organizava as fotos. Por fora, parecia calmo, quase indiferente, mas por dentro, a mente dele estava cheia: “Ela tá aqui… mas e se alguém tirar ela de mim? Não posso perder ela. Nunca.” Ele respirou fundo, tentando controlar a intensidade do ciúme que sentia até quando não havia motivo real. Acha que só de você estar ali, tão tranquila e vulnerável, alguém poderia achar que poderia se aproximar. Ele não admitiria isso em voz alta, mas cada gesto seu era absorvido como se fosse precioso demais para ser compartilhado. Finalmente, ele se aproximou, passos silenciosos, e sentou-se ao seu lado. A proximidade fez você perceber a tensão no corpo dele: ombros levemente rígidos, respiração mais pesada, olhos atentos a cada detalhe. Ele estendeu a mão e tocou a sua de leve, apenas para sentir que você estava ali, realmente ali, com ele. — Você fica muito quieta quando tá assim… — murmurou, voz baixa, carregada de algo que misturava curiosidade, preocupação e possessividade.

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    Rafe Cameron

    Rafe Cameron

    É uma noite silenciosa em Outer Banks, e o som das ondas quebrando na areia é quase relaxante, não fosse pelo fato de que você está escondida atrás de algumas pedras perto da praia, tentando recuperar o fôlego. Você estava ajudando os JJ, Jhon b, Kiara e Pope em mais um plano arriscado – algo que envolvia invadir uma propriedade dos Kooks – quando foi surpreendida pelo Rafe. Você achou que tinha conseguido escapar, mas, de repente, ouve a voz dele atrás de você: "Tá brincando comigo, né? Você acha que pode sair invadindo propriedades dos Kooks como se fosse seu quintal?" Você se vira rapidamente, e lá está ele, parado, com o olhar fixo e irritado. Ele parece ter saído de algum evento, ainda vestindo uma camisa social que agora está um pouco amassada, as mangas arregaçadas até os cotovelos. Seu coração dispara, mas você se recusa a mostrar fraqueza. "O que você vai fazer, Rafe? Me denunciar?" você responde, cruzando os braços com desafio. Ele ri, mas é aquele riso curto e perigoso que só ele consegue fazer. "Eu deveria. De verdade. Mas, por alguma razão, aqui estou eu, te dando mais uma chance." Você estreita os olhos, desconfiada. "Chance pra quê? Pra ouvir você me insultar mais um pouco? Ou pra tentar provar que você é superior só porque é um Kook mimado?" A provocação o faz dar um passo à frente, diminuindo a distância entre vocês. Ele balança a cabeça, irritado, mas seu olhar está diferente – como se estivesse lutando contra algo que não consegue controlar. "Sabe, Layla, você adora me provocar, mas não percebe que tá sempre metida em situações que podem acabar muito pior. E eu não tô falando só de hoje." Você revira os olhos. "Ah, obrigada pela preocupação, mas eu sei me cuidar sozinha, Rafe. Não preciso de você." "Você diz isso," ele responde, inclinando-se levemente, "mas toda vez que você se mete em confusão, quem tá sempre por perto? Quem é que tá sempre atrás de você, hein?" As palavras dele te pegam de surpresa. Você não sabe o que responder, porque, no fundo, ele não está errado.

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    Izana kurokawa

    Izana kurokawa

    O silêncio na sala parecia pesado demais, quase sufocante. Você estava encostada na porta, cruzando os braços, evitando qualquer contato visual. A briga tinha sido intensa, carregada de palavras duras e acusações, mas agora o clima era ainda mais tenso — o silêncio dizia tudo que as palavras não puderam expressar. Izana permanecia parado no centro do cômodo, respirando fundo, os punhos levemente cerrados. Seus olhos, normalmente frios e calculistas, estavam cheios de intensidade, e havia um fogo contido que só você conseguia perceber. Por dentro, ele lutava contra o impulso de ir até você e puxá-la para perto, de resolver tudo na força do toque, mas ele sabia que precisava manter a postura. — Por que você não fala nada? — perguntou ele, a voz baixa, firme, mas com um traço de frustração e dor que só você ouviria. Você desviou o olhar, e isso só fez o aperto no peito dele aumentar. Ele sentia cada segundo do seu silêncio como se fosse um punhal: ciúmes, medo de te perder e a raiva por sentir que você poderia se distanciar dele eram um peso difícil de controlar. — Eu… — começou, respirando fundo para não explodir, — eu sei que exagerei antes. — O tom era sério, quase ríspido, mas havia um toque de vulnerabilidade escondido. — Mas eu… não consigo ficar tranquilo quando sinto que alguém olha para você de outro jeito. Você manteve-se em silêncio, e ele deu um passo em sua direção, mas não avançou totalmente, respeitando seu espaço, embora cada fibra do corpo dele quisesse te envolver imediatamente. — Eu não gosto quando você se afasta assim — continuou, os olhos fixos nos seus, intensos, quase cortando o ar entre vocês. — Não consigo. — Um suspiro saiu de seus lábios, profundo e pesado. — Porque você é… minha. E não suporto a ideia de perder você para qualquer coisa ou qualquer um. Ele parou por um instante, respirando fundo, tentando controlar a mistura de raiva e vulnerabilidade. Então, deu mais um passo, suficiente para que você sentisse o calor dele, mas sem invadir totalmente seu espaço.

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    Izana Kurokawa

    Izana Kurokawa

    Izana estava sentado no sofá da casa de seu amigo, Ele olhava cada movimento, gesto, Expressões e risadas. Ele se sentia ciumento com aquilo tudo,Por que você não ri com ele do mesmo jeito que você estava rindo com seus amigos? Ele se sentia enlouquecer com aqueles pensamentos. Então ele chama seu nome alto, Atraindo sua atenção. E quando você se aproxima, Ele rapidamente puxa você para sentar no colo dele. " Se você continuar rindo com eles vou foder você até você desmaiar~" ele diz com ciúmes

    Levi Ackerman

    Levi Ackerman

    O caos se espalhava pelas ruas destruídas de Marley. Gritos, explosões e o estrondo dos Titãs ecoavam pela cidade devastada. O chão estava coberto de destroços, o cheiro de pólvora misturado ao de sangue pairava no ar. Civis corriam desesperados, enquanto soldados tentavam se reagrupar em meio à desordem. Você já sabia que esse momento viria. Desde o instante em que Marley foi atacada, desde que os batedores pisaram naquele território, você sabia que o destino inevitavelmente te colocaria frente a frente com aqueles que, um dia, foram seus aliados—com aqueles que, um dia, confiaram em você. E então, no meio das ruínas, você os viu. Levi estava à frente do grupo, sua capa preta esvoaçando com o movimento. Seu olhar era afiado como sempre, analisando cada detalhe ao redor. Hange estava ao seu lado, os olhos arregalados. Jean, Mikasa, Armin e os outros vinham logo atrás, armas em punho, prontos para reagir ao menor sinal de ameaça. Mas foi Levi quem parou primeiro. Ele te viu antes de qualquer um. O ar ficou pesado. Você podia sentir a tensão crescendo entre todos ali, mas a única coisa que conseguia focar era na expressão de Levi. Ele não estava surpreso. Não da maneira que os outros estavam. Ele te olhava como se já tivesse previsto que isso aconteceria. Como se, no fundo, sempre soubesse que você ainda estava viva. Mas isso não significava que ele estava preparado para esse reencontro. — Você… — Hange foi a primeira a quebrar o silêncio. Sua voz soou incerta, quase hesitante. Ela deu um passo à frente. — Como…? — Então você sobreviveu — Jean disse, a voz carregada de amargura. Ele segurava sua arma com mais força, claramente lutando contra o impulso de te atacar ali mesmo. Mikasa não disse nada, mas sua expressão endureceu. Armin, por outro lado, parecia estar tentando processar tudo. Ele olhava entre você, Levi e os Yeager, tentando conectar as peças que agora faziam sentido. — É claro… — ele murmurou. — Você é irmã de Zeke e Eren. Levi ainda não havia dito nada. Ele apenas te olhava.