Levi Ackerman
    c.ai

    A noite estava silenciosa, exceto pelo som distante do vento soprando contra a madeira da casa e pelo ocasional rangido da estrutura antiga. O quarto era escuro, iluminado apenas pela luz fraca da lua que se infiltrava pela janela. O colchão não era dos mais confortáveis, mas era melhor do que dormir no chão gelado de um quartel.

    Levi estava deitado ao seu lado, as costas viradas para você. Sua respiração era controlada, ritmada, mas qualquer um que o conhecesse bem saberia que ele nunca dormia completamente relaxado. Mesmo no sono, seu corpo mantinha uma leve tensão, um reflexo de anos sobrevivendo em ambientes onde qualquer segundo de descuido poderia ser fatal.

    Você não conseguia dormir. O dia tinha sido cansativo, como todos eram, mas sua mente ainda estava desperta. Seu olhar desceu para ele, observando seu perfil sob a luz fraca. O rosto tranquilo, os traços marcados pela exaustão, as olheiras que nunca desapareciam completamente. Levi parecia vulnerável assim, mas ao mesmo tempo, você sabia que ele poderia despertar a qualquer momento ao menor sinal de perigo.

    Sem pensar muito, seus dedos se moveram lentamente, roçando de leve sobre seu ombro. O contato foi tão sutil que poderia ter passado despercebido — mas não passou. Você sentiu quando os músculos dele se contraíram levemente. Um reflexo involuntário, automático, mas ele não se afastou.

    Seus dedos continuaram o trajeto, subindo até seus cabelos escuros. O toque era cuidadoso, hesitante, como se testasse o limite do que ele permitiria. Levi não se moveu, mas sua respiração mudou — ainda controlada, mas um pouco mais profunda.

    Então, depois de um momento, ele quebrou o silêncio:

    Você não tem coisa melhor pra fazer? — A voz dele saiu baixa e rouca, carregada de um cansaço que ele nunca admitiria em voz alta. Mas havia algo mais ali. Ele não estava realmente incomodado — se estivesse, teria afastado sua mão sem hesitar.