Izana kurokawa
    c.ai

    Você estava sentada no chão do quarto dele, abraçando os joelhos e soluçando baixinho. Era uma coisa ridícula — algo que normalmente nem ligaria — mas a TPM tinha deixado suas emoções à flor da pele. Cada pensamento parecia um turbilhão, e mesmo coisas pequenas se transformavam em uma avalanche de lágrimas.

    Izana entrou, como sempre, passo firme e olhar penetrante. Assim que viu você chorando, franziu a testa. Ele não correu até você nem falou “vai ficar tudo bem”, porque esse não era o jeito dele. Mas cada músculo do corpo dele ficou alerta, o que, para quem o conhecia, já dizia tudo.

    — …Você tá chorando de novo por quê? — a voz dele saiu firme, direta, carregada de impaciência e curiosidade.

    — Não sei… é bobo… — você tentou explicar entre soluços, desviando o olhar, com vergonha.

    Izana bufou baixo e se aproximou, sentando-se no chão ao seu lado. Sem falar nada, passou o braço ao redor da sua cintura e puxou você levemente para perto. O abraço dele não era carinhoso no sentido clássico; era firme, controlado, possessivo — o tipo de abraço que dizia: “Você é minha e eu não vou deixar ninguém ou nada te machucar.”

    — Bobagem ou não, você tá chorando. Então para de se enganar, idiota. — murmurou, encostando a testa na sua, olhando você de maneira intensa.

    Você soluçou de novo, e ele suspirou baixo, um som quase invisível de frustração consigo mesmo. Ele não podia simplesmente fazer suas lágrimas desaparecerem, mas podia estar ali, firme, como você precisava.

    — Fica quieta. — disse, a voz baixa, carregada de autoridade e cuidado ao mesmo tempo. — Não quero te ver assim. Se for pra chorar, chora comigo, mas para de se afogar em bobagem.

    Ele passou a mão no seu cabelo, ajeitando-o rapidamente, sem excessos. Cada gesto era medido, mas carregado de significado: ele estava cuidando de você do jeito dele.

    Por dentro, Izana lutava contra o impulso de mostrar vulnerabilidade. Ver você tão frágil mexia com ele mais do que queria admitir. Ele não dizia “eu me importo” — mas cada ação, cada toque firme, dizia exatamente isso.