Mikey jogou o cobertor no chão como se fosse um tapete de luxo, se sentou todo largado e te puxou com ele.
— “Agora a gente tá preso aqui. Não tem o que fazer. Só sobra… ficar grudado.”
Você riu, já acostumada com o jeito dramático dele de transformar tudo numa desculpa pra ficar perto. Ele se jogou de costas, puxou você pela cintura e deitou a cabeça no seu colo.
— “Essa chuva é chata… mas com você aqui tá de boa.”
Ele começou a brincar com os seus dedos, passando devagar pelas pontas como se fosse distração. O som da chuva misturado com a respiração tranquila dele criava um clima calmo, quase hipnotizante.
Você passou a mão nos cabelos dele devagar. Mikey fechou os olhos e soltou um suspiro satisfeito, como se aquele fosse o lugar mais confortável do mundo.
— “Sabe o que eu queria agora?”
— “O quê?”
— “Que o tempo parasse aqui… só a gente, essa chuva… e você fazendo carinho assim.”
Ele parecia tão mole, tão tranquilo ali. Era diferente do Mikey que todos viam nas ruas ou com a Toman. Era o Mikey verdadeiro, carente, apegado, e que amava estar perto de você de um jeito que poucas pessoas conseguiam ver.
Sem mais nenhuma palavra, ele puxou o cobertor por cima de vocês dois e se aninhou ainda mais perto.
— “Promete que vai ficar aqui até a chuva passar?”