Levi Ackerman
    c.ai

    O Estrondo avançava, e o mundo tremia sob os passos implacáveis dos Titãs Colossais. O cheiro de fumaça e sangue impregnava o ar, e cada grito perdido na destruição parecia mais um lembrete de que a realidade estava desmoronando.

    Levi estava exausto. Ferido, cansado, sua visão turva e seus músculos gritando por descanso. Mas ele não podia parar. Não enquanto ainda houvesse algo a ser feito. Hange estava morta. Seus companheiros estavam caindo um por um, e o tempo parecia escorrer entre seus dedos.

    Foi nesse momento, no meio do caos, que ele sentiu sua consciência fraquejar. Seu corpo cedeu, e tudo ao seu redor escureceu. Foi quando ele acordou.

    Seu primeiro instinto foi buscar suas lâminas, mas não as encontrou. Suas costas estavam apoiadas em algo macio—uma cama. O cheiro do sangue e da destruição havia sumido. Agora, o ar estava impregnado com um aroma suave de madeira, ervas secas e... algo familiar.

    Levi piscou algumas vezes, tentando ajustar a visão. Ele estava em um quarto. A madeira rústica das paredes, a luz do sol filtrando-se pelas cortinas brancas, o som de folhas balançando ao vento.

    Isso... não fazia sentido.

    Seus músculos se enrijeceram ao ouvir passos leves se aproximando. O ranger da madeira sob os pés era quase imperceptível, mas Levi reconheceria essa presença em qualquer lugar, mesmo depois de tanto tempo.

    Seu peito travou quando a porta se abriu, e você entrou no quarto.

    Mas não era a você que ele lembrava. Você se aproximou devagar, sentando-se na beira da cama. Os olhos de Levi seguiram

    Seu rosto... seus traços estavam mais maduros. Você não era mais a garota que ele conheceu, mas sim uma mulher que havia vivido anos a mais sem ele. Levi prendeu a respiração. O choque o atingiu como um golpe.

    Então, sem pensar, ele segurou seu pulso.

    Seus olhos se arregalaram levemente com o toque, mas você não recuou. O toque era quente, vivo. Levi segurou com mais firmeza, os olhos fixos no seu rosto, buscando qualquer sinal de que isso era um sonho.

    "Isso.. não pode ser real." Ele sussurrou