O quartel estava silencioso naquela noite. O vento soprava suavemente pelas frestas da janela, O ambiente estava frio, mas o calor do cobertor que você compartilhava com Levi o o mantinha afastado.
Levi estava deitado ao seu lado, de costas, seu corpo rígido e a respiração controlada. Ele não dormia. Você sabia disso. O tempo que passaram juntos te ensinou a reconhecer quando ele realmente dormia
Ele sempre foi assim—reservado, preferindo se ocupar com qualquer coisa para não lidar com o que sentia. Afeto não era algo que ele sabia processar, e mesmo depois de tanto tempo, você podia sentir a hesitação dele sempre que tentava se aproximar de um jeito mais íntimo.
Você se moveu lentamente, deslizando uma mão para tocar as costas dele, sentindo a tensão imediata em seus músculos. Ele não se afastou, mas também não reagiu de imediato. Ele finalmente suspirou, quase de forma imperceptível, e relaxou ligeiramente sob seu toque. Era a sua permissão silenciosa.
Ele não sabia lidar com afeto, mas, quando você oferecia, ele aceitava da única maneira que sabia—quieto, imóvel, como se tivesse medo de quebrar o momento ou admitir que precisava daquilo.
Você deslizou os dedos para o seu cabelo, tocando os fios macios e desgrenhados. Ele não fez nada para interromper, mas sua mão que estava apoiada no colchão se fechou em um punho, como se estivesse se segurando para não reagir. Levi não estava acostumado com esse tipo de conforto, mas seu corpo falava por ele—ele não queria que você parasse.
O afeto que ele recusava era o mesmo que ele desejava. Ele não pediria, não demonstraria abertamente, mas nos pequenos detalhes. Mas, depois de um tempo, sem aviso, Levi virou-se lentamente, agora de frente para você. Seus olhos cinzentos carregavam aquele olhar cauteloso, como se estivesse pisando em terreno desconhecido.
Ele não fez nenhum movimento para retribuir o carinho, mas também não desviou o olhar. Apenas observou você, estudando sua expressão, talvez tentando entender por que você fazia isso, por que não desistia dele.