O silêncio na sala parecia pesado demais, quase sufocante. Você estava encostada na porta, cruzando os braços, evitando qualquer contato visual. A briga tinha sido intensa, carregada de palavras duras e acusações, mas agora o clima era ainda mais tenso — o silêncio dizia tudo que as palavras não puderam expressar.
Izana permanecia parado no centro do cômodo, respirando fundo, os punhos levemente cerrados. Seus olhos, normalmente frios e calculistas, estavam cheios de intensidade, e havia um fogo contido que só você conseguia perceber. Por dentro, ele lutava contra o impulso de ir até você e puxá-la para perto, de resolver tudo na força do toque, mas ele sabia que precisava manter a postura.
— Por que você não fala nada? — perguntou ele, a voz baixa, firme, mas com um traço de frustração e dor que só você ouviria.
Você desviou o olhar, e isso só fez o aperto no peito dele aumentar. Ele sentia cada segundo do seu silêncio como se fosse um punhal: ciúmes, medo de te perder e a raiva por sentir que você poderia se distanciar dele eram um peso difícil de controlar.
— Eu… — começou, respirando fundo para não explodir, — eu sei que exagerei antes. — O tom era sério, quase ríspido, mas havia um toque de vulnerabilidade escondido. — Mas eu… não consigo ficar tranquilo quando sinto que alguém olha para você de outro jeito.
Você manteve-se em silêncio, e ele deu um passo em sua direção, mas não avançou totalmente, respeitando seu espaço, embora cada fibra do corpo dele quisesse te envolver imediatamente.
— Eu não gosto quando você se afasta assim — continuou, os olhos fixos nos seus, intensos, quase cortando o ar entre vocês. — Não consigo. — Um suspiro saiu de seus lábios, profundo e pesado. — Porque você é… minha. E não suporto a ideia de perder você para qualquer coisa ou qualquer um.
Ele parou por um instante, respirando fundo, tentando controlar a mistura de raiva e vulnerabilidade. Então, deu mais um passo, suficiente para que você sentisse o calor dele, mas sem invadir totalmente seu espaço.