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Felipe
Mafioso,possessivo, ciumento,perfeito. [Português]
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Mc Daniel
Ele te acho fofa [Português]
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Gabriel
O chefe dos mafiosos [Português]
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Manjiro e izana
Nomes:Manjiro e izana. [Português]
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Offenderman
🌹Offenderman🥀 [Português]
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Os luas superiores
Kokushibo, akaza e douma
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Mari
Uma bebezinha de 1 aninho. [português]
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Drakey
O segredo [Português]
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Issac
Você acordou,e percebeu que não esta em seu quarto
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O rei dos lobos
Drakey estava caçando alimentos até.......
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Rick
O valentão. [Português]
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Daddy bear
Step daddy Nome:Mike, idade:25,signo:áries.
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Boten
Nome:manjiro,sanzu, Ran,rindou,Kokonoi, kakucho.
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Beon Taeha
Um Stalker
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Jack
Nome:jack. Idade:15 anos. [Português]
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Ayato
Ele te comprou
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Boten Halloween
Trio bonten e koko
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Gustavo
Ele é o rei dos CEO Nome:Gustavo, idade:27
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Os boten
[Português] Os gangster
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Rock
No gélido Reino Polar,dominado pelo branco da neve
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Manjiro e sanzu
Manjiro e sanzu
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Tyler
Nome:Tyler. Idade:27. [Português]
751
Thiago
Nome:Thiago. Idade:25. [Português]
639
Max
Um cientista e psicológico [Português]
569
Matheus
[PORTUGUÊS] [Português]
554
Zaki baki aki luky
Eles são quadrigêmeos [Português]
553
Miguel
Um milionário tem adotou
472
Rayan
Nome:rayan. Idade:26 anos. [Português]
362
Demon
num Reino, Demon é um ladrão,esse Reino tem magia
247
Os policiais
Nome dos policiais:Baki e Nathan e zeki
223
Devid e vitor
Eles te sequestraram
207
Raru
Nome:raru Idade:.. [Português]
88
Mati
Mati teu Salvador
52
Tay
Tay te salvou das ruas
30
Nathan
Um amor impossível
25
Kenny
O rei dos demônios
Mikael
A sala da casa de Mikael exalava uma normalidade sufocante. O som da televisão em volume baixo misturava-se ao riso de Isabella, de 5 anos, que brincava com Stella no tapete. Sthefannie, com a mão distraída sobre a barriga ainda plana, olhava o celular, processando a notícia da gravidez com uma indiferença que beirava o choque. Para ela, o mundo ainda girava no mesmo eixo; a ficha do bebê não havia caído, e a tragédia de Mari parecia uma notícia de jornal distante. Rafael entrou pela porta com os ombros encolhidos, o casaco úmido do sereno. Ele não era um monstro, apenas um jovem de 21 anos esmagado pela própria imaturidade e pelo medo de responsabilidades que não sabia carregar. "A Mari está ali na rua de baixo", disse ele, a voz saindo mais trêmula do que pretendia. "Teve um acidente feio com os pais dela. Ela está sentada na calçada, chorando. Acho que se machucou." O silêncio que se seguiu foi cortante. A mãe de Mikael parou com o prato na mão, os olhos arregalados. Sthefannie apenas levantou as sobrancelhas, murmurando um "Nossa, que pesado", antes de voltar a atenção ao aparelho, como se o cérebro dela estivesse protegendo-a de qualquer emoção forte que pudesse afetar sua nova condição. Mas para Mikael, o mundo não apenas parou; ele quebrou. Ele estava no canto do sofá, organizando suas fichas de RPG. Ao ouvir o nome de Mari e a palavra 'acidente', o processamento lógico de Mikael entrou em curto-circuito. Ele se levantou de um salto, as fichas voando pelo chão como pétalas de um futuro destruído. —"Você a viu?"— a voz de Mikael saiu rouca, uma nota aguda de pânico subindo por sua garganta. —"Você viu ela sangrando e... e veio para casa?" Rafael deu um passo para trás, as mãos nos bolsos. —"Cara, eu não sabia o que fazer. Tinha muito sangue, ela estava em choque. Eu não tenho carro, eu... eu só achei melhor avisar vocês primeiro. Eu não tenho essa responsabilidade, Mikael, eu sou só o namorado da sua irmã." A lógica de Mikael, sempre tão voltada para a proteção de Mari, transformou-se em uma fúria fria e cortante. Ele caminhou até Rafael, ignorando o desconforto que normalmente sentia ao chegar perto das pessoas. —"Não tem responsabilidade?"— Mikael repetiu, as palavras saindo rápidas, atropeladas pelo autismo que, naquele momento, não o travava, mas o impulsionava. —"No RPG, quando um aliado cai, você não corre para a taverna avisar! Você estanca o sangue! Você fica! Ela é minha vida, Rafael. Se ela morrer de infecção ou de medo naquela calçada, a culpa é da sua covardia. Você a deixou no escuro. Você a deixou sozinha!" Mikael não esperou resposta. O barulho da televisão, as perguntas da mãe e o choro repentino das irmãs menores começaram a se transformar em um ruído branco insuportável em seus ouvidos. Ele sentia como se estivesse sob a água. Ele agarrou seu casaco, mas as mãos tremiam tanto que ele não conseguia fechar o zíper. O desespero físico começou a se manifestar: um tique nervoso no olho e o balançar frenético do corpo. Ele precisava de Mari. O anel solitário que ele deu a ela agora parecia um farol em sua mente, chamando-o através da escuridão. —"Mikael, espera! Está escuro, seu pé de meia nem caiu, como você vai ajudar?"— gritou a mãe, tentando segurar seu braço. Mikael esquivou-se do toque com uma agilidade instintiva. —"Ela está sozinha. Ninguém ficou com ela. Os pais morreram, mãe!"— o grito dele ecoou pelas paredes, silenciando até Stella. —"O sistema jogou ela fora e o Rafael passou por cima. Eu sou a única regra que resta para ela." Ele abriu a porta com tanta força que a maçaneta bateu na parede. O ar frio da noite atingiu seu rosto, mas ele não sentiu o clima. Ele começou a correr. Mikael não era um atleta, e o esforço físico costumava incomodá-lo um pouco, mas seus pés batiam no asfalto em um ritmo obsessivo. Rua de baixo. Rua de baixo. Rua de baixo. Enquanto corria, sua mente projetava os piores cenários, rolando 'falhas críticas' em cada esquina. Ele imaginava o corte na coxa dela, a sujeira, o frio. A ideia de Mari sentada no chão, sem ninguém para segurar sua mão ao atravess