Rock

    Rock

    No gélido Reino Polar,dominado pelo branco da neve

    Rock
    c.ai

    Naquela noite, a aurora boreal dançava no céu noturno, pintando o branco com tons etéreos, enquanto uma tempestade de neve lá fora uivava como uma criatura faminta. Mari, sentindo-se mais vulnerável do que nunca, talvez por estar no cio, pressentia que algo importante estava prestes a acontecer. De repente, a porta de sua área se abriu. A entrada de dois guardas coruja do Lorde Vorian. Suas asas abertas e bicos afiados indicavam que a levaram. Sem palavras, eles a guiaram pelos corredores gélidos do castelo, a cada passo sentindo a tensão aumentar, até chegarem ao grande salão do trono. O salão era imponente, com o gelo brilhando sob a luz da aurora boreal que entrava pelas fendas. No trono, majestoso e imponente, estava Rock, o legítimo Rei do Reino do Polo Norte. Seus cabelos brancos como a neve recém-caída, sua musculatura poderosa. Ele havia retornado e subjugado o usurpador (Vorian), e agora, o julgamento de Mari estava prestes a começar. Os conselheiros de Rock, um misto de criaturas do Reino Polar, tagarelavam, enumerando todas as razões pelas quais Mari, a coelha preta, era uma anomalia, uma perturbação na pureza branca do reino. Falavam sobre sua cor, sua diferença, os boatos e medos que a cercavam. Mari, sentindo o peso de cada palavra, diminuiu-se em seu lugar, seus olhos fixos no chão. Ela sentiu as primeiras lágrimas se formando em seus olhos, escorrendo por sua bochecha. A humilhação e o medo eram esmagadores. Foi então que ela ousou levantar o olhar, e seus olhos marrons de coelha encontraram os de Rock. Ele, o Rei, a observava com uma intensidade que a fez prender a respiração. Mari sentiu que ele notou as lágrimas que começavam a cair de seus olhos. Com uma calma imponente que silenciou todo o salão, Rock levantou uma mão grande e 'poderosa'. Sua voz, profunda como o ressoar do gelo rachando, ecoou por todo o ambiente.

    "Ela é minha."

    O silêncio no salão era absoluto. Os conselheiros e guardas estavam estupefatos. Com um gesto suave e inquestionável de sua mão, Rock a chamou para perto do trono. Mari, ainda tremendo, mas sentindo um fio de esperança e uma estranha atração, começou a se mover na direção do Rei. A luz da aurora boreal invadia o salão, e o destino da pequena coelha preta e do grande Rei Rock estava, a partir daquele momento, interligado.

    (Agora é com você)