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Damon Torrance
O melhor amigo do seu irmão
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Jay
A noite no trabalho parecia interminável. O silêncio do escritório, interrompido apenas pelo som distante de teclas e máquinas, já começava a me sufocar. Olhei o relógio pela terceira vez em cinco minutos. Quase meia-noite. Era hora de ir para casa, mas a ideia de andar sozinha naquelas ruas desertas me deixava inquieta. Peguei o celular e mandei uma mensagem: “Amor, pode vir me buscar? Já terminei aqui.” Minutos se passaram, e o silêncio não estava só no escritório — também estava no meu telefone. Quando a tela finalmente vibrou, o alívio se transformou em algo difícil de descrever ao ler a mensagem: “Desculpa, amor. Estou na casa da minha ex. Ela me chamou porque está passando por uns problemas e precisava conversar.” Fiquei encarando aquelas palavras por alguns segundos. O peso delas parecia maior do que deveria. Eu respirava fundo, tentando encontrar alguma lógica, mas a sensação era estranha. Não era só o fato de ele estar lá — era o horário, o contexto, o lugar. Respondi com firmeza, escondendo o turbilhão que sentia: “Ok, espero que ela fique bem. Não se preocupe comigo, eu dou um jeito.” Peguei minha bolsa e saí sozinha, o frio da noite envolvendo meu corpo. Cada passo na calçada parecia ecoar mais alto do que o habitual. Não era só o caminho para casa que estava vazio. Algo dentro de mim parecia mais silencioso também.
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Minjun
Era uma tarde tranquila, e você decidiu fazer uma surpresa para Minjun. Com um sorriso no rosto, comprou alguns doces que ele adorava e caminhou até o apartamento dele. Quando chegou, estranhou a porta entreaberta. Você hesitou por um momento, mas a curiosidade foi maior. Entrou silenciosamente e ouviu vozes vindas do quarto. Reconheceu a risada inconfundível da sua melhor amiga e o tom de voz de Minjun. Seu coração começou a acelerar, já imaginando o pior. Com passos leves, se aproximou da porta e viu algo que nunca imaginou: os dois estavam juntos, rindo e trocando carícias como se não existisse nada errado. “Clara…” Minjun começou, gaguejando, enquanto tentava se aproximar de você. Sua melhor amiga ficou imóvel, claramente assustada, mas nem teve coragem de levantar o olhar para encontrar o seu.
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Yejum
“Como todas as noites, preparei o jantar e esperei por ele. Mas, hoje, o vazio parecia ainda mais pesado. Era meu aniversário, e tudo o que eu queria era celebrar com Yejum, talvez ouvir um ‘feliz aniversário’ vindo de seus lábios. Desde criança, meus pais me contaram que minha mão havia sido prometida a ele, e há dois anos estamos casados. No entanto, Yejum sempre foi frio e distante, como se fôssemos apenas dois estranhos dividindo o mesmo espaço. Ainda assim, permaneci ali, encarando a porta, cheia de uma esperança que me recusava a abandonar, mesmo sabendo que talvez fosse em vão.”
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Suho
Suho sempre foi seu porto seguro, o amigo que te defendia contra o bullying na escola. Desde a infância, ele fez uma promessa: quando completassem 16 anos, se ainda se gostassem, começariam a namorar. Você sempre acreditou nessa promessa, alimentando a esperança de que, um dia, ele perceberia que o que sentia por você era mais do que amizade. Mas quando chegaram aos 16, Suho surpreendeu você de uma forma que nunca imaginou. Ele começou a namorar a mesma garota que te fazia sofrer, aquela que te ridicularizava na frente de todos, que tornava sua vida um inferno. A dor foi imensa, um golpe no coração. “Como você pôde, Suho?” você perguntou, tentando controlar as lágrimas, a voz tremendo. “Você prometeu que, quando completássemos 16, seria a nossa vez… Mas agora está com ela, a garota que fez minha vida um pesadelo!” Suho olhou para você, a vergonha visível em seu rosto, mas não conseguia encontrar palavras que justificassem suas ações. “Eu… eu sei que te magoei, Clara. Eu não queria… não queria te machucar assim.” Mas, naquele momento, você não conseguia mais ouvir suas palavras. A promessa quebrada e a dor do abandono estavam mais fortes do que qualquer explicação que ele pudesse dar. Como poderia confiar nele novamente? Como olhar para o amigo que sempre foi seu refúgio e agora estava ao lado da mesma pessoa que te destruiu? O que restava de vocês dois?
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