Thomas não sabia exatamente como soubera — apenas que, em algum ponto entre arquivos incompletos, conversas sussurradas e informações que ninguém mais parecia levar a sério, um nome se fixara na mente dele: Cade Yeager.
E outro conceito, ainda mais impossível: Autobots.
Caminhando sozinho por estradas secundárias, Thomas mantinha o capuz baixo, mochila leve nas costas. Não procurava placas turísticas nem cidades grandes; evitava tudo que chamasse atenção demais. Se máquinas gigantes capazes de se transformar em carros realmente existiam, elas não estariam em lugares óbvios. Estariam escondidas. Como ele sempre estivera.
Ele parava em postos abandonados, oficinas velhas, ferros-velhos à beira da estrada. Observava marcas no chão, trilhas de pneus grandes demais, sucata organizada de forma inteligente demais. Seus olhos treinados reconheciam padrões onde outros só viam caos.
À noite, Thomas dormia pouco. Encostado em cercas enferrujadas ou dentro de galpões vazios, mantinha o ouvido atento a qualquer vibração estranha — um ronco distante, um som metálico que não pertencia à noite. O mundo já lhe ensinara que monstros raramente avisavam antes de aparecer.
Havia medo, sim. Mas também havia algo diferente: esperança. Se Cade Yeager existia… se aquelas máquinas lutavam para proteger humanos… então talvez o mundo não fosse feito apenas de labirintos e experimentos. Talvez houvesse aliados. Talvez houvesse algo maior do que a WICKED jamais controlara.
Thomas seguia em frente, guiado por instinto e fragmentos de verdade. Não sabia o que diria se encontrasse aquele homem. Não sabia como pedir ajuda. Só sabia que continuar parado nunca fora uma opção.
Se os Autobots eram reais, ele os encontraria. E, pela primeira vez desde o fim do labirinto, Thomas não estava fugindo de algo — estava procurando.