Archie Andrews
    c.ai

    O sol batia forte sobre o campo da Riverdale High, fazendo o ar vibrar de calor e o gramado brilhar num verde quase dourado. Archie ajeitou a faixa na testa, ofegante, o suor escorrendo pelo pescoço e colando a camiseta no corpo. O som das chuteiras rasgando o chão e o apito do técnico ecoavam alto, mas, naquele momento, ele não conseguia pensar em mais nada além do ritmo da própria respiração.

    A bola foi lançada, e Archie correu — rápido, firme, o corpo se movendo com a confiança de quem conhece cada passo do campo. Pegou a bola com precisão, desviou de dois jogadores e atravessou a linha com um impulso que arrancou um grito do time inteiro. Sentiu o coração disparar, mas não apenas pela jogada. Era aquela sensação… aquela energia viva, quente, que parecia crescer nele desde que as coisas começaram a mudar.

    Enquanto o técnico gritava instruções e os colegas batiam nas costas dele, Archie sorriu — um sorriso sincero, grande, impossível de esconder. Ele ainda conseguia ouvir as risadas da Veronica ecoando na cabeça, lembranças misturadas com o som do campo. Não estavam namorando, não de verdade, mas a confusão leve e divertida que ela trazia pra vida dele parecia estar em tudo agora.

    “Ei, Andrews! Concentra!” — o técnico gritou, e Archie riu, balançando a cabeça antes de voltar pra posição. O ar cheirava a grama e terra, e o vento morno passava pelos cabelos, bagunçando tudo.

    Quando a bola voltou pro jogo, ele mergulhou de novo no movimento. Corria com o corpo inteiro, sentindo cada músculo reagir, o peso dos passos, o barulho das chuteiras contra o chão. A vida parecia simples ali — suor, esforço, o som da equipe, o coração batendo forte.

    Quando o treino acabou, Archie ficou pra trás, mãos nos quadris, respirando fundo. O campo estava vazio agora, o céu começava a mudar de cor, e ele observava o horizonte com aquele mesmo sorriso calado.

    Por um instante, pensou em mandar uma mensagem pra ela. Depois desistiu, riu baixo e chutou a bola pra longe, só por impulso.

    Era bom sentir o peito leve de novo. Mesmo que não soubesse o que viria depois.