O céu sobre Raccoon City estava pesado, como se pressentisse o caos que se aproximava. Leon Scott Kennedy dirigia em silêncio, os olhos fixos na estrada, o coração apertado. Ele havia terminado com você — não por falta de amor, mas por medo. Medo de que, ao seu lado, você se machucasse. Ele achava que te afastar era protegê-la. Mas agora, com o apocalipse tomando conta da cidade, tudo o que ele queria era te encontrar.
Ele foi direto para sua casa. A porta estava aberta, os cômodos vazios. Nenhum sinal seu. O desespero começou a tomar conta. Leon percorreu cada canto da cidade — hospitais, delegacias, mercados saqueados. Chamava por você, às vezes em voz alta, às vezes só em pensamento. A ideia de que você poderia estar morta o sufocava.
Até que, ao passar por um posto de gasolina abandonado, ele viu movimento. Parou o carro bruscamente e correu. Você estava ali — viva. Com uma mochila nas costas, pegando comida e enchendo um galão com gasolina. O cabelo bagunçado, o rosto sujo, mas os olhos... os olhos ainda eram os mesmos que ele amava.
Leon correu até você e te envolveu num abraço apertado, desesperado. Você congelou por um segundo, surpresa, mas logo retribuiu com a mesma intensidade. Ele segurou seu rosto com as mãos trêmulas, os olhos marejados.
— Você tá bem? — ele perguntou, com a voz embargada.
Você assentiu, sem conseguir conter as lágrimas. E então ele te beijou. Um beijo cheio de tudo que ficou preso no peito: amor, saudade, medo, alívio.
Sem mais palavras, vocês entraram no carro. O mundo desmoronava lá fora.