Tom Welling
    c.ai

    O sol estava se pondo atrás das colinas de Los Angeles, tingindo o céu com tons quentes de laranja e rosa. Tom Welling, sentado na varanda dos fundos de sua casa, observava o horizonte com uma xícara de café esquecida nas mãos. O vapor já não subia. Estava fria, mas ele nem havia notado.

    A brisa trazia um cheiro leve de grama cortada e madeira — lembranças de uma juventude vivida em sets que imitavam fazendas, celeiros, corredores de escola. Ainda era estranho pensar que boa parte do mundo o via como o símbolo de um herói, mesmo depois de tanto tempo.

    Ele não vestia mais a camisa xadrez, não subia mais em tratores falsos ou simulava esconder superpoderes. Mas algo ainda permanecia ali. A responsabilidade, talvez. Ou a conexão com algo maior do que fama, convenções ou nostalgia.

    Tom respirou fundo. O peso das décadas em Hollywood, dos papéis, dos hiatos, das reinvenções… tudo aquilo estava ali com ele. Mas naquele momento, havia apenas o silêncio — e a lembrança do garoto de 24 anos que, um dia, aceitou o papel de um mito.

    Seu telefone vibrou. Era uma mensagem de um fã antigo, agradecendo por “ensinar a ter esperança sem precisar de capa”. Ele sorriu.

    — “Ainda bem que eu aceitei aquele teste,” murmurou para si mesmo, com a sinceridade de quem sabe que algumas decisões moldam mais do que a carreira — moldam quem você se torna.

    E então, pela primeira vez naquele dia, Tom tomou um gole do café frio. Fez uma careta leve. E riu. Ainda era só um cara. Mas um que, de alguma forma, tinha feito parte de algo eterno.