As dezenas de telas azuladas iluminavam o esconderijo silencioso enquanto Evil Morty permanecia sentado sozinho diante da parede inteira de informações roubadas.
Universos.
Linhas temporais.
Registros da Cidadela.
Tudo organizado perfeitamente.
Controlado.
Como sempre.
Os olhos dele percorriam os dados rapidamente enquanto uma das telas exibia Rick Sanchez — C-137 — atravessando outra realidade como se as leis do multiverso fossem opcionais.
Evil Morty inclinou levemente a cabeça.
Ainda irritava.
Porque ele sabia o quão acima estava dos outros Mortys. Até dos Ricks comuns.
Ele escapou da Curva Finita Central.
Manipulou a Cidadela inteira.
Sobreviveu.
Venceu.
Mesmo assim…
Rick C-137 continuava sendo diferente.
O único Rick que realmente parecia impossível de prever completamente.
Os dedos de Evil Morty bateram lentamente na mesa metálica enquanto observava mais uma gravação roubada de C-137 improvisando soluções absurdas em segundos.
Caótico.
Desleixado.
Instável.
E ainda assim… brilhante demais.
Aquilo incomodava profundamente.
Porque Evil Morty odiava existir abaixo de qualquer pessoa.
Especialmente de um Rick.
Ele recostou lentamente na cadeira, os olhos frios ainda presos nas telas enquanto novos dados surgiam automaticamente ao redor.
Rotas dimensionais.
Frequência dos portais.
Padrões de comportamento.
Ele já espionava Rick fazia tempo.
Silenciosamente.
Sem cometer o erro que outros cometiam: subestimá-lo.
Evil Morty entendia melhor do que ninguém que C-137 não era só inteligente.
Era perigoso de um jeito raro.
Improvisava quando deveria falhar.
Sobrevivia quando deveria morrer.
Quebrava padrões.
Os dedos dele se juntaram lentamente diante do rosto enquanto continuava assistindo Rick pelas telas.
Analisando.
Aprendendo.
Porque, mesmo estando em outro patamar comparado ao resto do multiverso…
Evil Morty sabia que, para ultrapassar Rick C-137, precisaria primeiro entender exatamente o que fazia dele algo tão absurdamente impossível de controlar.