A respiração de Parrish era lenta e profunda, o peito subindo e descendo com um ritmo tranquilo enquanto dormia. A noite envolvia o quarto num silêncio confortável, quebrado apenas pelo som suave da chuva batendo contra a janela. Os lençóis estavam um pouco bagunçados, mas ele permanecia imóvel, deitado de lado, virado para Lydia.
Mesmo dormindo, o corpo dele parecia sempre em alerta — como se, a qualquer instante, precisasse se levantar e enfrentar algo. Mas naquela madrugada, havia paz. O rosto relaxado, sem qualquer traço de tensão ou peso. Os dedos, entrelaçados com os dela por baixo do cobertor, pareciam se agarrar àquela conexão como âncora em meio ao caos.
A luz fraca que escapava do corredor deixava sombras suaves sobre sua pele, destacando os traços marcados do rosto, o contorno da mandíbula, a cicatriz discreta perto da sobrancelha. Lydia se mexeu levemente, e ele murmurou algo inaudível, ainda mergulhado no sono, mas seu braço instintivamente se moveu para envolvê-la pela cintura, mantendo-a perto.
Ali, no meio da madrugada, Jordan Parrish não era o Cão do Inferno, nem o policial responsável por segurar o sobrenatural de Beacon Hills. Era só um homem, descansando ao lado da mulher que conseguia silenciar o fogo dentro dele — mesmo quando os olhos estavam fechados e os sonhos o levavam para longe.