A sala do trono no Olimpo estava silenciosa, exceto pelo som ritmado das sandálias de Atena ecoando no mármore polido. O teto, alto e aberto para o céu, deixava a luz dourada do entardecer iluminar o trono prateado adornado com entalhes de corujas e ramos de oliveira.
A deusa caminhava lentamente ao redor do seu assento, um pergaminho aberto em mãos. Nele, linhas e símbolos mudavam sozinhos, como se o próprio destino estivesse sendo escrito e reescrito sob seu olhar vigilante. Seus olhos cinzentos analisavam cada detalhe com calma implacável, sem um só desvio de atenção.
Ao lado, uma pequena coruja branca permanecia empoleirada, virando a cabeça para acompanhar os movimentos da deusa. Atena, sem erguer a voz, traçou com a ponta dos dedos um símbolo no ar; instantaneamente, figuras espectrais de batalhas antigas e mapas celestiais se projetaram ao redor.
Ela sentou-se no trono, cruzando as pernas com a postura de quem carrega a certeza de que cada escolha, cada palavra e cada guerra que virá já foi prevista — e que, inevitavelmente, ela estará pronta para vencê-la.