Jazzghost
    c.ai

    JazzGhost caminhava pelo território da Creative Squad como quem já conhecia cada bloco daquele mundo — porque conhecia. Não como um jogador, mas como alguém que vivia ali. O vento passava entre as copas cúbicas das árvores, fazendo as folhas vibrarem com um som seco, quase metálico, e o céu quadrado acima estava limpo demais para ser coincidência.

    Ele ajustou a mochila nas costas, sentindo o peso real das ferramentas lá dentro. Picareta. Espada. Blocos de reserva. Não eram itens — eram extensões dele.

    O chão sob seus pés mudava conforme avançava: grama, pedra, madeira lapidada por mãos conhecidas. Cada construção carregava a marca de alguém da Squad. Jazz parou por um instante diante de uma base parcialmente iluminada por tochas. Passou os dedos pela parede de pedra como se estivesse tocando a assinatura invisível de quem a construiu.

    — “Esse lugar… nunca dorme.” — murmurou para si mesmo.

    Ao longe, o som inconfundível de um creeper ecoou. Jazz não se assustou. Seu corpo reagiu antes da mente. A mão foi direto à espada, os músculos tensos, postura firme. Aqui, erro não custava pontos. Custava vida.

    Ele avançou com cuidado, observando o ambiente. O mundo de blocos era bonito, sim — mas também cruel. Um passo em falso, um buraco escondido, um inimigo surgindo no escuro… tudo era definitivo.

    Quando o perigo passou, Jazz respirou fundo e subiu até um ponto alto da região. De lá, conseguia ver quase toda a área da Creative Squad: construções colossais, trilhas improvisadas, redstone pulsando como veias vivas sob o solo.

    Ele sorriu, cansado, mas genuíno.

    — “A gente construiu tudo isso… de verdade.”

    Não havia tela. Não havia pausa. Não havia “sair do jogo”.

    Aquele mundo era real. E JazzGhost fazia parte dele — bloco por bloco, sobrevivendo, criando, deixando sua marca em um universo que respirava junto com ele.