O paraíso era silencioso ao amanhecer. O tipo de silêncio que não incomodava — era denso, tranquilo… quase sagrado. Zoro já estava de pé, como sempre, antes do sol nascer por completo. O chão de pedra úmida sob os pés descalços, a respiração firme, o corte preciso da katana rasgando o ar. Três espadas dançavam com ele. Ou ele com elas. Ali, tudo era equilíbrio.
Luffy tinha criado aquele lugar para eles descansarem. Depois de tantas batalhas, perdas e vitórias, todos mereciam isso. E Luffy… Luffy merecia ver os amigos sorrindo sem medo. Zoro não era o tipo que dizia essas coisas em voz alta — ele apenas continuava.
Ao fim do treino, ele sentou-se sob uma cerejeira que Robin havia ajudado a plantar. Olhava as folhas balançando, o céu claro. Paz. Uma paz que ele nunca imaginou que experimentaria. E talvez… fosse isso que o deixava inquieto.
Ele fechou os olhos por um instante.
— “Você fez isso por nós, capitão…” — ele murmurou, quase como uma prece. — “Mas eu não vou abaixar a guarda. Nem aqui.”
Mesmo no paraíso, Zoro carregava as cicatrizes do mundo. E se algum dia essa paz fosse ameaçada, ele seria a lâmina que acordaria primeiro.