O prédio do Governo Mundial se erguia colossal diante de Zoro, feito de pedra clara e orgulho institucional. Guardas fortemente armados patrulhavam os corredores largos, e bandeiras tremulavam com a arrogância dos que se acham invencíveis. Mas nada daquilo o intimidava. Zoro não estava ali para discursos ou diplomacia. Estava ali por Robin.
— “Você não pode estar aqui!” — um dos guardas gritou, erguendo a lança.
Zoro apenas olhou.
— “Estou.” — disse, seco.
O primeiro avançou. Erro fatal.
Com um único movimento, ele sacou Sandai Kitetsu. O som metálico cortou o ar antes mesmo que o guarda entendesse. Um golpe limpo, certeiro, fez o homem desabar. O segundo hesitou, mas tentou a sorte — apenas para ser lançado contra a parede com o punho de Zoro, sem que o espadachim sequer precisasse usar a lâmina.
— “Não tenho tempo pra sermões.” — murmurou, já seguindo o corredor principal.
À medida que avançava, outros guardas apareciam, gritando ordens, tentando bloqueá-lo. Mas Zoro movia-se como um predador em campo conhecido. Cada golpe era exato, cada passo intencional. Os corpos iam ao chão, desacordados, uns com cortes precisos, outros apenas derrotados pela força bruta.
— “Robin…” — murmurou entre os dentes. A raiva era contida, mas presente. Sabia que ela estava ali em algum lugar. Sabia que precisava alcançá-la antes que fosse tarde demais.
Chegando ao final do corredor, uma enorme porta dupla barrava o caminho. Dois guardas especiais estavam postados. Diferentes dos outros — mais armaduras, mais disciplina. Mas Zoro nem parou.
— “Saíam da frente.”
Eles não responderam — apenas atacaram em sincronia.
Duas lâminas brilharam… mas apenas uma permaneceu em pé depois.
Zoro empurrou a porta com o ombro, sentindo o cheiro do sangue e do suor misturado ao ar estéril da burocracia do Governo Mundial.
Se Robin estivesse ali, ele a tiraria — com ou sem permissão.
— “Você me ensinou a confiar. Agora deixa eu te provar que pode fazer o mesmo.” — pensou, olhos firmes como aço.