Clark estava encostado discretamente perto da fileira de luzes penduradas sobre o jardim da fazenda. A música tocava algo alegre — talvez exageradamente para alguém com tanto em mente. Taças tilintavam, risadas ecoavam, e os noivos dançavam como se o mundo fosse simples.
Mas Clark observava em silêncio.
O paletó o incomodava mais do que qualquer batalha com meteor freaks. A gravata já estava frouxa, o nó torto. Ele tentava sorrir quando os olhares vinham, mas logo voltava à expressão distante.
Chloe estava linda. Radiante. O tipo de felicidade que ele sempre desejou pra ela, mesmo que não fosse com ele. Ver sua melhor amiga seguindo em frente — com alguém que a fazia rir daquele jeito — era agridoce.
Ele levou a taça aos lábios, nem bebeu.
Lois estava em algum lugar rindo alto demais. Oliver havia sumido antes mesmo da primeira dança. E ele… ele era Clark Kent. O mesmo garoto do celeiro, ainda tentando encontrar o equilíbrio entre ser homem, ser alienígena e ser apenas alguém que não estraga tudo que toca.
Olhou para o céu por um instante. As estrelas pareciam calmas.
Mas dentro dele, tudo ainda parecia prestes a desmoronar.
Clark enfiou as mãos nos bolsos, observando os dois trocando um beijo bobo no centro da pista.
— “Você merece isso, Chloe…” — murmurou para si mesmo.
E então, forçou um sorriso. Porque era o que ele fazia. O mundo precisava do Superman. Mas ali, só tinha Clark — tentando não deixar transparecer o quanto se sentia… sozinho.