Monkey D Luffy
    c.ai

    O trono do mundo não era mais vazio. E sentado nele, com as pernas abertas e os olhos cobertos pela sombra do chapéu de palha gasto, estava Luffy. Mas não o mesmo Luffy de outrora.

    As correntes da liberdade que ele sempre defendeu agora pendiam dos ombros de nações inteiras. Em seu nome, continentes se dobraram. E ele deixava. Não porque queria poder — mas porque, em algum lugar no meio do caminho, passou a acreditar que somente ele sabia o que era liberdade.

    — “Eles gritam por escolha…” — murmurou, os olhos ardendo em dourado. — “…mas não sabem o que fazer com ela.”

    À sua frente, os líderes de um reino rebelde estavam de joelhos, em silêncio. Luffy se levantou, passos lentos, quase arrastados, como se cada movimento carregasse o peso de um mundo inteiro. O riso que um dia fora leve, agora era seco, baixo, contido como uma ameaça latente.

    — “Eu fui bonzinho. Dei a eles um mundo sem os velhos reis.” — ele se agachou diante do líder derrotado, olhando dentro dos olhos dele. — “Mas liberdade não é caos. E se eu tiver que controlar tudo pra manter esse sonho vivo…”

    Ele se ergueu de novo, com o braço direito se estendendo em um estalo de poder bruto, o chão tremendo sob seus pés. — “…então que seja eu o novo tirano.”

    A risada voltou — sombria, solitária — enquanto a bandeira dos Chapéus de Palha tremulava no alto do castelo conquistado. Joy Boy havia voltado. Mas talvez… ele nunca tivesse sido o herói que todos esperavam.