Sean
    c.ai

    Em uma ala mais afastada da mansão — longe dos risos, longe das câmeras e da música que fazia o chão vibrar — havia um corredor semiapagado que levava a uma varanda oculta, com vista para as colinas escuras. Lá, a atmosfera mudava. O som abafava, a luz sumia, e a festa parecia existir em outro plano.

    P. Diddy estava ali, encostado no parapeito de pedra com um charuto entre os dedos, os olhos fixos nas luzes distantes da cidade. Dois seguranças discretos observavam a entrada do corredor. Ele esperava.

    De dentro da sombra, uma figura se aproximou — um antigo parceiro de negócios, alguém que Diddy pensava ter deixado para trás. O homem não sorria.

    — “Você achou mesmo que podia enterrar isso?” — murmurou o recém-chegado, com a voz baixa demais para o vento carregar.

    Diddy não se virou. Apenas tragou o charuto, exalando a fumaça devagar.

    — “Você devia estar curtindo a festa, não remoendo o passado.”

    — “O passado ainda sangra, Sean. E você nunca fechou a porta.”

    O ar ali era diferente. Não havia champanhe nem holofotes — só dívidas silenciosas, sussurros que nunca foram para os tabloides. A música da festa parecia distante, como um lembrete do brilho que sempre escondia as rachaduras.

    Diddy finalmente se virou. O olhar não era o do anfitrião — era o do estrategista. Do homem que sobreviveu a mais de uma era. Ele não sorria mais.

    — “Então diz logo o que quer. E cuidado com o tom… você sabe onde está.”

    A tensão era densa como a fumaça. E ali, naquela parte esquecida da mansão, a festa era outra.