Steve
    c.ai

    Steve Rogers caminhava pelos corredores da Mansão Xavier com as mãos atrás das costas, observando tudo ao redor com uma curiosidade silenciosa. Os outros Vingadores estavam lidando com a situação cada um à sua maneira. Alguns reclamavam da falta de privacidade. Outros tentavam agir como se aquilo fosse apenas mais uma missão.

    Steve não.

    Steve estava genuinamente interessado.

    Porque, apesar de já ter ouvido inúmeras histórias sobre os X-Men, aquela era uma das primeiras vezes que realmente passava tempo dentro do mundo deles.

    A mansão era diferente do que imaginava.

    Mais acolhedora.

    Mais viva.

    Menos uma base de operações e mais um lar.

    Ao passar por uma sala de aula aberta, diminuiu o passo. Alguns jovens mutantes assistiam a uma aula enquanto um professor escrevia no quadro. Risadas ocasionais surgiam entre os alunos. Havia mochilas jogadas em cadeiras, cadernos espalhados pelas mesas e toda a bagunça normal de uma escola.

    Steve sorriu.

    Aquilo o lembrava do motivo pelo qual os X-Men existiam.

    Não eram apenas heróis.

    Eram professores.

    Mentores.

    Protetores.

    Estavam criando um lugar onde aquelas crianças pudessem existir sem medo.

    Continuando pelo corredor, observou alguns estudantes treinando seus poderes sob supervisão. Um garoto tentava controlar rajadas de energia. Outra jovem treinava telecinese. Havia erros, tropeços e pequenas comemorações a cada sucesso.

    Steve apoiou-se brevemente contra uma parede, assistindo.

    Era impossível não admirar aquilo.

    Porque muitos daqueles jovens provavelmente passaram a vida ouvindo que eram perigosos.

    Diferentes.

    Errados.

    E agora estavam ali, aprendendo a controlar quem eram.

    Aprendendo a ter orgulho disso.

    Seu olhar percorreu os jardins através de uma janela próxima. Mais alunos conversavam do lado de fora. Alguns jogavam bola. Outros simplesmente aproveitavam o dia.

    Pareciam normais.

    Porque eram normais.

    Aquela percepção sempre o atingia quando encontrava mutantes.

    O mundo insistia em tratá-los como algo separado da humanidade.

    Mas Steve enxergava pessoas.

    Sempre enxergou.

    Pessoas tentando encontrar seu lugar.

    Não era tão diferente do que ele próprio sentiu em diferentes momentos da vida.

    Ele retomou a caminhada, passando por corredores decorados com fotos antigas dos X-Men. Algumas mostravam equipes passadas. Outras registravam missões, celebrações e momentos simples do cotidiano.

    Família.

    Era isso que aquilo parecia.

    Uma família.

    Imperfeita.

    Complicada.

    Mas uma família.

    Steve parou diante de uma das janelas da mansão e observou a movimentação dos alunos por alguns instantes.

    Os Vingadores estavam ali buscando abrigo.

    Proteção temporária.

    Mas enquanto observava aquele lugar, percebeu que os X-Men ofereciam algo muito maior do que segurança.

    Ofereciam pertencimento.

    Esperança.

    Um lar para aqueles que nunca tiveram um.

    E, naquele momento, Steve compreendeu por que tantas pessoas lutavam para proteger aquela mansão.

    Porque ela não era apenas uma escola.

    Era a prova viva de que um futuro melhor ainda podia existir.