Dick Grayson
    c.ai

    A Torre estava silenciosa, mas não em paz. Dick andava pelos corredores como uma sombra, passos firmes, mas o olhar perdido. As luzes brancas e frias da estação refletiam em seus olhos cansados, onde a determinação e o medo lutavam por espaço.

    Ele passou pela sala de treinamento, pela enfermaria vazia, pelo refeitório — parando por um instante, como se esperasse vê-lo ali, jogando comida fora só pra provocar piada, dizendo que comida de estação “não combina com velocidade”.

    Nada.

    Wally ainda não estava de volta. Não realmente.

    Dick parou diante da sala de comunicações, onde os sensores ainda pingavam as leituras da Força de Aceleração. Era tênue, mas estava lá: uma assinatura energética que não pertencia a mais ninguém. Era como uma respiração distante. Como um coração batendo do outro lado de um véu.

    — “Você tá aí… eu sei que tá,” ele murmurou, os dedos apertando o console. “Mas não é o suficiente.”

    Ele se aproximou da parede de contenção. Lá, os cientistas tinham trabalhado sem parar. Teorias, hipóteses, falhas. Nenhuma ponte real.

    Mas Dick não era cientista. Não era gênio. Ele era teimoso. E quando perdia alguém… ele não aceitava.

    — “Você correu pra nos salvar, Wally,” ele disse, em voz baixa. “Agora eu vou correr atrás de você… mesmo sem velocidade.”

    Puxou um dos dispositivos da bancada, um protótipo que poderia — talvez — sincronizar a mente com os ecos da Força. Perigoso. Imprudente.

    Exatamente o tipo de coisa que Wally faria por ele.

    — “Você me ouve aí dentro?” Dick perguntou ao vazio. “Porque eu tô aqui fora. E eu não vou parar até você voltar. Não dessa vez.”

    A sala ficou em silêncio. Mas por um instante… uma tela piscou. Um sinal fraco, vibrando no padrão exato do pulso de Wally.

    Dick fechou os olhos. Sorriu de leve. E começou a preparar a entrada. Porque às vezes, para salvar quem se perdeu… você precisa se perder junto.