Tywin
    c.ai

    A sala era ampla, austera, iluminada apenas pelo brilho dourado das velas refletindo no metal polido das armaduras expostas.

    Tywin Lannister estava sentado atrás da mesa pesada de carvalho, as mãos apoiadas sobre um mapa de Westeros marcado por peças douradas e vermelhas.

    O Jovem Lobo estava a caminho.

    Tywin não demonstrava pressa. Nem ansiedade. Apenas cálculo.

    Ele moveu uma das peças — um pequeno lobo entalhado — para mais perto de um leão dourado.

    — “Jovens vencem batalhas.” — murmurou para si mesmo. — “Homens vencem guerras.”

    O som distante de correntes ecoou no corredor.

    Tywin ergueu o olhar lentamente para a porta fechada. Não havia raiva em seus olhos. Nem satisfação.

    Apenas análise.

    Robb Stark era corajoso. Carismático. Perigoso porque acreditava demais em honra. Tywin conhecia bem esse tipo — homens que confundem moral com estratégia.

    Ele se levantou antes que os guardas entrassem, ajeitando as mangas com precisão meticulosa. Cada gesto era controlado, medido.

    Quando se posicionou diante da mesa, escolheu ficar de pé.

    Altura é poder.

    Silêncio é poder maior ainda.

    Ele não pensava em insultos. Nem em ameaças. Pensava em utilidade.

    Um Stark capturado não era troféu.

    Era ferramenta.

    Tywin caminhou até a janela, observando os estandartes Lannister tremulando abaixo.

    — “Um leão não precisa rugir quando já venceu a caça.”

    Passos se aproximaram.

    Ele não se virou imediatamente.

    Deixaria o jovem esperar um segundo a mais.

    Deixaria que sentisse o peso da sala, do silêncio, da derrota.

    Só então Tywin giraria o corpo com calma absoluta.

    E começaria a desmontar o lobo — não com espada.

    Mas com palavras.