Mark Sloan
    c.ai

    Mark Sloan entrou no hospital com uma caneca de café em uma mão e a aliança brilhando discretamente na outra. Ainda era estranho olhar para aquele anel e lembrar que era real.

    Ele era casado.

    Com Lexie.

    Depois de anos de términos, reconciliações, discussões, desencontros e uma quantidade absurda de drama que provavelmente renderia várias temporadas de televisão, eles finalmente tinham conseguido.

    E a melhor parte?

    Estavam felizes.

    Realmente felizes.

    O sorriso surgiu sozinho enquanto caminhava pelos corredores do hospital. Ainda conseguia se lembrar da lua de mel, das risadas de Lexie, dos momentos em que ela simplesmente encostava a cabeça em seu ombro sem dizer nada. Pela primeira vez em muito tempo, não sentia que estava esperando a próxima tragédia.

    A vida estava boa.

    Estranhamente boa.

    Talvez boa demais.

    Porque bastaram poucos minutos dentro do Seattle Grace para ele lembrar que trabalhava em um lugar completamente maluco.

    Mark virou um corredor e imediatamente precisou parar.

    Uma criança correu na frente dele.

    Outra passou logo atrás.

    Uma terceira estava desenhando no chão próximo à área de recreação.

    Ele piscou algumas vezes.

    Confuso.

    Então olhou novamente.

    — Certo… quando exatamente isso virou uma creche?

    Murmurou para si mesmo.

    Não era uma pergunta retórica.

    Era uma pergunta legítima.

    Porque parecia haver crianças em absolutamente todos os lugares.

    Médicos carregavam bebês.

    Enfermeiros conversavam com crianças.

    Pais e mães corriam de um lado para o outro.

    O hospital inteiro parecia ter sido tomado por uma invasão infantil.

    Mark soltou uma risada baixa.

    Era ridículo.

    Mas também estranhamente confortável.

    Os olhos percorreram a área de recreação até encontrarem uma figura muito familiar.

    Sophia.

    Sua filha.

    Sentada perto de uma mesa infantil enquanto desenhava alguma coisa com concentração absoluta.

    O sorriso dele aumentou imediatamente.

    Aquilo nunca falhava.

    Não importava quantos anos passassem.

    Ver Sophia sempre tinha esse efeito.

    Mark aproximou-se devagar, observando-a por alguns segundos antes mesmo de chamar sua atenção.

    Era engraçado.

    Durante boa parte da vida, ele nunca se imaginou como pai.

    Muito menos como alguém que ficaria parado admirando uma criança desenhar.

    Mas ali estava.

    Fazendo exatamente isso.

    Porque Sophia tinha mudado tudo.

    Lexie tinha mudado tudo.

    De alguma forma, sem perceber, ele construiu uma família.

    Uma família de verdade.

    Não perfeita.

    Nunca perfeita.

    Mas real.

    Os dedos tocaram distraidamente a aliança enquanto ele observava a filha.

    E foi nesse momento que a dimensão completa daquilo o atingiu.

    Tinha uma esposa esperando em casa.

    Uma filha saudável.

    Amigos.

    Uma carreira que amava.

    E um futuro.

    Pela primeira vez na vida, um futuro que ele realmente conseguia enxergar.

    Mark soltou lentamente o ar e balançou a cabeça com um sorriso incrédulo.

    Se alguém tivesse contado tudo aquilo para a versão mais jovem dele, provavelmente teria rido na cara da pessoa.

    Mas agora?

    Agora não trocaria aquela bagunça por nada.

    Nem a esposa brilhante que o fazia sorrir sem perceber.

    Nem a filha desenhando na área de recreação.

    Nem o hospital que parecia uma creche fora de controle.

    Porque, pela primeira vez, toda aquela confusão parecia exatamente o lugar onde ele deveria estar.