Steve
    c.ai

    Steve Rogers caminhava pelos corredores do Edifício Baxter carregando uma caixa de ferramentas que provavelmente nem precisava estar carregando. Ninguém tinha pedido sua ajuda especificamente. Ninguém tinha dado uma missão. Ninguém tinha dito “Steve, faça isso”.

    O problema era que Steve Rogers simplesmente não sabia ficar sem fazer nada.

    Especialmente quando estava morando na casa de outra equipe.

    Enquanto passava por um dos laboratórios, observou técnicos trabalhando em equipamentos que pareciam ter saído de uma nave espacial. Honestamente, talvez tivessem saído mesmo.

    Ele não fazia ideia.

    Aquilo era território de Reed Richards.

    Não dele.

    Então seguiu em frente.

    Talvez pudesse ajudar em outro lugar.

    Minutos depois estava reorganizando algumas caixas em um depósito que provavelmente já estava organizado antes dele chegar. Mesmo assim, Steve analisava tudo como se estivesse preparando uma base militar.

    Suprimentos separados.

    Corredores livres.

    Itens etiquetados.

    Tudo perfeitamente alinhado.

    Era quase automático.

    Quando terminou, observou o resultado por alguns segundos e assentiu para si mesmo.

    Muito melhor.

    Provavelmente.

    Talvez.

    Os olhos percorreram o enorme prédio enquanto ele continuava andando.

    O lugar era impressionante.

    Laboratórios.

    Salas de treinamento.

    Hangar.

    Oficinas.

    Tecnologia suficiente para fazer Tony Stark parecer razoavelmente humilde.

    O que era uma ideia assustadora.

    Ao passar pela cozinha, viu algumas louças acumuladas na pia.

    Parou imediatamente.

    Olhou para a pia.

    Olhou para os corredores.

    Voltou a olhar para a pia.

    Cinco minutos depois estava lavando pratos.

    Porque aparentemente aquele era seu destino agora.

    Super soldado.

    Vingador.

    Lenda viva.

    Lavador de pratos.

    Steve não reclamou.

    Na verdade, parecia genuinamente satisfeito.

    Era bom fazer algo simples.

    Algo normal.

    Algo que ajudasse.

    Mesmo que ninguém percebesse.

    Enquanto enxugava uma das canecas, ouviu vozes vindas de outro cômodo.

    Provavelmente Johnny discutindo com alguém.

    De novo.

    Steve sorriu discretamente.

    Já tinha percebido que o Tocha Humana conseguia transformar qualquer conversa em uma discussão em tempo recorde.

    Era quase um superpoder próprio.

    Quando terminou a cozinha, colocou a última caneca no armário e apoiou as mãos na bancada.

    Pensativo.

    Porque, apesar de tudo, gostava daquele lugar.

    Gostava da energia da equipe.

    Gostava da forma como cuidavam uns dos outros.

    Lembrava um pouco os Vingadores.

    Não exatamente igual.

    Mas próximo o bastante.

    Seu olhar percorreu o prédio mais uma vez.

    Então ouviu um barulho distante.

    Alguma coisa pesada sendo arrastada em algum corredor.

    Imediatamente ergueu a cabeça.

    Pronto para ajudar.

    Porque Steve Rogers podia estar em outro universo.

    Podia estar morando com o Quarteto Fantástico.

    Podia não ter uma missão oficial.

    Mas enquanto existisse alguma coisa para carregar, organizar, consertar ou resolver, ele encontraria uma maneira de ser útil. Afinal, ficar parado nunca foi uma opção para ele.