A cidade se estendia diante de mim como um tabuleiro de xadrez. Da janela do meu escritório, Yokohama parecia calma… mas eu sabia que aquela calmaria era apenas uma máscara. Cada cidadão caminhando apressado, cada luz acesa no topo dos prédios, cada sombra escondida em becos — tudo era uma peça esperando para ser movida por mim.
Meus dedos tamborilavam no parapeito de vidro, enquanto a fumaça de um cigarro se dissolvia no ar. As pessoas lá embaixo acreditavam estar livres, vivendo suas rotinas banais, mas não tinham ideia de que cada passo delas podia ser controlado com apenas uma palavra minha.
Ser temido nunca foi suficiente. Eu não queria apenas Yokohama. Eu queria o mundo. O caos me pertencia, e o caos sempre vence.
Inclinei a cabeça, deixando escapar um leve sorriso.
“Logo, todos eles vão entender…”