Conner Kent
    c.ai

    Conner estava sentado na beirada de um telhado em Metrópolis, os pés balançando sobre a borda, observando as luzes dos prédios piscarem em ritmo com a noite. O vento frio batia contra a camiseta preta colada ao corpo, mas ele não se incomodava. O silêncio era confortável. Pela primeira vez em muito tempo.

    Ao lado dele, apenas o som distante de carros e sirenes. Nenhuma voz mental, nenhum peso invisível pressionando sua cabeça ou suas emoções.

    M’gann tinha se tornado um capítulo difícil de reler. No começo, tudo parecia apoio. Ela dizia que o compreendia, que o ajudaria a ser melhor. Mas, aos poucos, isso virou cobrança disfarçada de compaixão. O que ele sentia se tornava irrelevante diante do que ela achava que ele precisava. E ele permitiu isso. Engoliu. Tentou caber.

    Agora, com Cassandra… era diferente.

    Ela não dizia que ele estava quebrado. Não tentava curá-lo. Às vezes, apenas sentavam lado a lado, como agora, em silêncio. E aquele silêncio era liberdade.

    Ele soltou um suspiro, sem perceber que estava prendendo a respiração há minutos.

    — “Não era amor, não do jeito certo…” — murmurou para si mesmo, quase num sussurro. As palavras saíram como libertação.

    Não odiava M’gann. Mas finalmente via que o que viveram não era saudável. Que ele não era apenas resultado de um experimento ou da dor do passado. Ele era alguém em construção. E pela primeira vez… estava escolhendo com quem dividir esse caminho.

    Ao se levantar, Conner passou a mão pelos cabelos e olhou para o céu noturno. Era vasto, imprevisível. Como ele. Mas havia espaço ali — e ele estava pronto para ocupar o seu