A maioria da equipe dormia. Kaldur havia reforçado a importância de descanso após missões pesadas. Mas Dick… não conseguia desligar.
O modo de simulação estava ativado no nível máximo. Drones de ataque surgiam e desapareciam em sequência, lasers cruzando o ar, obstáculos sendo disparados em intervalos aleatórios. Qualquer um já teria levado um tombo feio.
Mas Robin ria.
— “Heh. Fraco. Já vi armadilhas mais criativas em cuecas explosivas do Coringa…”
Ele saltava de plataforma em plataforma como se aquilo fosse apenas mais um jogo. Mas seus olhos — por trás da máscara escura — não tinham o brilho infantil de sempre. Estavam atentos, frios. Calculando.
Ele girou no ar, lançou um disco explosivo em um ponto cego, caiu rolando e derrubou dois alvos com precisão cirúrgica.
“Alvo neutralizado.” Disse a IA. Mas Robin já estava na próxima ameaça.
Na mente dele, aquilo não era apenas treino. Era controle. Era silêncio. Era não pensar no que tinha dado errado na última missão. No que poderia ter acontecido se ele tivesse hesitado. Se ele tivesse sido mais um garoto… e menos Robin.
— “Missão falha… não é uma opção,” murmurou, entre um salto e outro.
Um dos drones o pegou de surpresa. Disparou bem na altura do ombro. Dick girou no ar, caiu de lado, o impacto estalando contra o chão. Ele não gritou. Só ficou ali, respirando fundo, encarando o teto metálico.
Por um instante, parecia pequeno. Só um garoto de treze anos com mais responsabilidade do que qualquer criança deveria ter.
— “Heh… hora de aumentar o nível.”
Levantou, esfregando o ombro, ativou um novo modo no sistema. Algo ainda mais intenso.
Porque enquanto o mundo achava que ele era só o parceiro do Batman, o menino das piadinhas e risadinhas nervosas… Dick sabia a verdade:
Ele era Robin. E mesmo que fosse o mais novo da equipe, ninguém ali queria vencer mais do que ele.