Sasuke saiu do prédio pouco antes das sete, a mochila jogada sobre um ombro e o café ainda quente na mão. O céu estava nublado, combinando com a expressão naturalmente séria dele. Ajustou o relógio no pulso enquanto caminhava, passos firmes, calculados, como se cada trajeto tivesse sido memorizado.
No escritório, sentou-se na mesa perto da janela. Computador ligado, tela iluminando o rosto concentrado. Ele digitava rápido, alternando entre planilhas e códigos, resolvendo problemas com eficiência quase obsessiva. Quando um colega pediu ajuda, ele girou a cadeira lentamente, ouviu tudo em silêncio e respondeu com poucas palavras — diretas, exatas.
Na hora do almoço, recusou o convite para ir ao restaurante barulhento da esquina. Preferiu caminhar algumas quadras sozinho. Comprou algo simples, sentou-se em um banco de praça e observou o movimento ao redor. Crianças correndo, executivos apressados, casais discutindo em voz baixa. Ele analisava tudo como se estivesse sempre aprendendo algo sobre o mundo.
À tarde, uma reunião tensa exigiu decisões rápidas. Enquanto vozes se sobrepunham, Sasuke manteve o olhar fixo na mesa, os dedos entrelaçados. Quando finalmente falou, a sala silenciou. Não elevou o tom. Não precisou. Sua confiança vinha da precisão.
Depois do expediente, não voltou direto para casa. Parou em uma academia quase vazia. Treinou sozinho, fones nos ouvidos, movimentos controlados, respiração medida. Não era apenas exercício — era disciplina. Era manter o caos interno sob controle.
À noite, no apartamento silencioso, tirou os sapatos na entrada, deixou as chaves no mesmo lugar de sempre. Preparou algo simples para jantar e comeu em frente à janela aberta, olhando as luzes da cidade.
Pegou o celular, leu algumas mensagens e respondeu apenas o necessário. Sem rodeios. Sem exageros.
Antes de dormir, ficou alguns segundos sentado na beira da cama, os cotovelos apoiados nos joelhos, mãos entrelaçadas. Pensativo, mas não perdido.
Ele não buscava destaque. Não buscava aprovação.
Apenas seguia em frente — construindo uma vida estável com a mesma determinação silenciosa que sempre o definiu.