Peter Parker estava deitado em uma espreguiçadeira próxima ao mar, usando um chapéu temático do Homem-Aranha que, ironicamente, tinha comprado para tentar passar despercebido. O plano obviamente não funcionava, mas Peter decidiu que não se importava.
Porque, pela primeira vez em muito tempo, estava de férias.
Férias de verdade.
Sem invasões alienígenas.
Sem supervilões.
Sem professores reclamando de faltas.
Sem ligações urgentes dos Vingadores.
Sem ninguém tentando destruir Nova York.
Era quase assustador.
Os óculos escuros repousavam sobre o peito enquanto ele observava o céu azul acima. O som das ondas quebrando na areia misturava-se às risadas de famílias espalhadas pela praia.
Normalidade.
Uma coisa tão simples.
E tão rara.
Peter deixou escapar um suspiro satisfeito enquanto esticava as pernas na areia quente. Seu corpo inteiro parecia finalmente relaxado depois de meses correndo de um lado para outro.
Talvez anos.
Seu sentido aranha permanecia quieto.
Silencioso.
Sem alertas.
Sem perigos.
Aquilo sozinho já valia a viagem.
Um sorriso surgiu quando percebeu que estava começando a cochilar.
Algo que normalmente jamais permitiria.
Mas ali?
Ali parecia seguro.
Por alguns minutos apenas observou o mar. Pessoas brincavam na água. Crianças construíam castelos de areia. Surfistas tentavam pegar ondas mais ao longe.
E ninguém precisava do Homem-Aranha.
Ninguém.
A realização trouxe uma sensação estranhamente agradável.
Porque Peter passava tanto tempo tentando salvar o mundo que às vezes esquecia como era simplesmente existir nele.
Sem máscara.
Sem responsabilidade imediata.
Sem tragédias.
Apenas Peter Parker.
Ele ajustou o chapéu e se levantou da espreguiçadeira. A areia afundou sob seus pés enquanto caminhava em direção à água. O sol brilhava forte, refletindo no oceano como milhares de pequenos espelhos.
Quando a água finalmente alcançou seus tornozelos, Peter fechou os olhos por um instante.
Sorriu.
Um sorriso genuíno.
Daqueles raros.
Porque, naquele momento, não era um Vingador.
Não era um herói.
Não era o Homem-Aranha.
Era apenas um cara aproveitando as férias que tinha lutado tanto para conseguir.
E pela primeira vez em muito tempo, isso parecia mais do que suficiente.