Annabeth Chase
    c.ai

    O balanço suave do Argo II não a tranquilizava. Annabeth estava no convés, os olhos fixos nos painéis de bronze celestial enquanto os mecanismos tilintavam sob o comando do navio. O vento agitava seus cabelos loiros, mas ela quase não percebia — sua mente trabalhava mais rápido que as engrenagens do próprio barco.

    Ela passava a mão pelo corrimão polido, analisando cada detalhe da estrutura. Cada runa gravada, cada linha do casco, era um lembrete de quão avançada aquela criação de Leo era. Mas, ao mesmo tempo, não conseguia afastar a tensão que latejava em seu peito. O navio era grandioso, sim, mas ainda assim podia ser destruído. E com ele, todos que amava.

    Annabeth mordeu o lábio, apoiando-se no mapa estendido à sua frente. A rota estava clara, mas os riscos não. Ela sempre fora capaz de planejar, de calcular — mas algo naqueles dias parecia escapar até mesmo da sua lógica. O peso de ser filha de Atena se fazia sentir em cada respiração.

    — “Eu preciso manter todos juntos… não importa o que aconteça.” — murmurou para si mesma, apertando o punho sobre o mapa.

    O Argo II seguia firme, cortando os céus, mas dentro de Annabeth havia uma tempestade silenciosa que nenhum leme poderia controlar.