Tony
    c.ai

    Tony Stark girou lentamente o copo de uísque entre os dedos enquanto observava o enorme salão iluminado da festa beneficente. Lustres de cristal brilhavam acima de centenas de convidados, políticos faziam discursos que ninguém realmente escutava e empresários fingiam se importar com causas sociais enquanto disputavam quem tinha o relógio mais caro.

    Tony já estava entediado.

    O que era impressionante.

    Normalmente ele conseguia se divertir em qualquer evento.

    Mas naquela noite tinha uma missão.

    E ela era muito mais interessante do que qualquer leilão beneficente acontecendo ao redor.

    Emma Frost.

    Seus olhos percorreram o salão pela décima vez em poucos minutos.

    Nada.

    Apenas milionários.

    Celebridades.

    Alguns heróis.

    Gente tentando chamar atenção.

    Nenhuma mutante telepata loira vestida de diamantes.

    Tony soltou um suspiro teatral enquanto passava por uma mesa cheia de champanhe.

    — Certo, Frost, você está fazendo isso de propósito.

    Murmurou para si mesmo.

    Porque conhecia a reputação dela.

    Conhecia as histórias.

    Conhecia o suficiente para saber que Emma Frost raramente entrava em um ambiente sem dominar completamente a atenção dele.

    O problema era que ela ainda não tinha aparecido.

    Ou talvez tivesse aparecido e estivesse apenas se divertindo observando-o procurar.

    A possibilidade parecia extremamente plausível.

    Tony caminhou pelo salão cumprimentando algumas pessoas pelo caminho, mas sua atenção permanecia dividida. Um senador tentou iniciar uma conversa. Tony respondeu automaticamente sem sequer registrar metade das palavras.

    Porque continuava procurando.

    Os olhos passaram pela pista de dança.

    Pelas mesas.

    Pelo mezanino.

    Pelas escadarias.

    Nada.

    Ele tomou um gole do uísque.

    Então sorriu.

    Porque, de repente, percebeu uma coisa.

    Estava ansioso.

    Genuinamente ansioso.

    E isso era raro.

    Muito raro.

    Tony Stark não costumava esperar por ninguém.

    As pessoas normalmente é que o procuravam.

    Mas Emma Frost tinha aquele efeito estranho.

    Ela entrava em um ambiente e parecia impossível ignorá-la.

    Inteligente demais.

    Confiante demais.

    Perigosa demais.

    Exatamente o tipo de pessoa que tornava qualquer conversa interessante.

    Tony ajustou o paletó enquanto continuava atravessando o salão.

    Um grupo de investidores tentou pará-lo.

    Falhou.

    Uma socialite chamou seu nome.

    Foi ignorada.

    Um fotógrafo pediu uma foto.

    Recebeu apenas um aceno.

    Porque naquele momento sua atenção estava completamente voltada para encontrar uma única pessoa.

    E, pela primeira vez naquela noite, um sorriso genuíno apareceu em seu rosto.

    Lá na outra extremidade do salão.

    Entre políticos, empresários e celebridades.

    Uma cabeleira loira inconfundível.

    Tony endireitou a postura imediatamente.

    Terminou o restante do uísque.

    Entregou o copo para um garçom que passava.

    E começou a atravessar a festa em sua direção com toda a confiança característica de Tony Stark.

    Afinal, uma festa beneficente podia ser entediante.

    Mas procurar Emma Frost?

    Aquilo finalmente parecia divertido.