Optimus Prime
    c.ai

    Optimus Prime permanecia imóvel à beira do celeiro, a silhueta imensa recortada contra o céu que começava a escurecer. Seus sensores varriam o horizonte repetidas vezes, calculando distâncias, trajetórias possíveis, padrões de ameaça — e, ainda assim, nenhum dado trazia a resposta que ele esperava.

    Cade Yeager estava demorando.

    O líder dos Autobots apoiou uma das mãos na madeira envelhecida da estrutura, sentindo o ranger frágil sob um peso que ele mantinha cuidadosamente controlado. Aquela fazenda era mais do que um esconderijo. Era um risco assumido por um humano que não devia nada a eles — e ainda assim escolhera protegê-los.

    Optimus inclinou levemente a cabeça, ouvindo sons distantes da estrada. Nenhum motor conhecido. Nenhum sinal claro. Apenas o vento passando pelos campos e o farfalhar baixo das plantações.

    Ele recordou as vezes em que humanos falharam com Cybertron. As traições. O medo. A violência. Cade, porém, contrariava cada uma dessas memórias.

    — “A coragem humana continua a me surpreender.” — pensou, em silêncio.

    Seus dedos se fecharam lentamente, um gesto contido de tensão. Se algo tivesse acontecido a Cade por causa deles… essa seria uma dívida que Optimus Prime jamais aceitaria carregar.

    O líder deu um passo à frente, posicionando-se de forma protetora entre a estrada e a casa. Não por estratégia. Por princípio.

    Optimus Prime esperaria. Mas, se o atraso significasse perigo, ele estaria pronto para agir — não como um general em guerra, mas como um guardião honrando a confiança de um aliado humano que ousara acreditar nos Autobots.