Bruce Wayne
    c.ai

    A música alta vibrava nas paredes do Clube Iceberg, abafando qualquer conversa que não fosse gritada. Luzes azuladas e vermelhas dançavam em sincronia com o jazz distorcido tocando ao fundo. Mas nos cantos escuros, entre os sorrisos falsos e os drinques caros, havia sujeira demais para se esconder.

    E ali, entre as sombras, ele apareceu.

    Um vulto.

    Um aviso.

    Batman.

    A entrada dos fundos fora fácil demais. Dois seguranças desacordados no beco, alarmes silenciosos desativados em segundos. Ele se moveu pelo corredor de serviço como um espectro, passando por cozinheiros, carregadores e mafiosos sem que nenhum deles notasse sua presença — até ser tarde demais.

    No salão principal, Oswald Cobblepot gargalhava com políticos corruptos e criminosos ricos, cercado por segurança armada e uma falsa sensação de poder. Quando a luz de um dos refletores piscou — por um segundo, só um segundo — o Pinguim gelou.

    Ele sabia o que aquilo significava.

    — “Não…” — sussurrou, virando o olhar lentamente para a sacada do andar de cima.

    Nada.

    Mas o medo estava plantado.

    Então, um dos holofotes caiu com estrondo, fazendo o bar inteiro gritar. E quando todos olhavam para cima, ele estava lá.

    Capeando as sombras. Frio como a noite. Imparável.

    — “Cobblepot.” — a voz de Batman cortou o barulho como uma lâmina. — “Acabou.”

    O caos se instaurou. Gritos, tiros, cadeiras voando. Mas Batman não se moveu. Não ainda.

    Quando um dos capangas levantou uma metralhadora, ele saltou. Rápido. Preciso. Brutal. Um gancho no estômago. Um cotovelo na mandíbula. Três segundos e o homem estava no chão.

    Outros tentaram. Caíram. Batman era inevitável.

    O Pinguim tentava escapar pelos fundos quando a capa envolveu seu corpo. Foi jogado contra a parede com força. A bengala caiu no chão.

    — “Não sou mais aquele garoto gaguejando no beco, Batman!” — Oswald cuspiu, sangue nos dentes. — “Eu tenho aliados agora! Gente grande!”

    — “E eu tenho tempo.” — respondeu Batman, frio. — “Você vai cantar. Como sempre faz.”

    Preso contra a parede, o Pinguim tremeu. E pela primeira vez naquela noite, o frio do clube Iceberg pareceu real.