Hashirama Senju
    c.ai

    O sol da manhã iluminava Konoha, refletindo nas construções recém-erguidas que ainda cheiravam a madeira fresca. Hashirama caminhava pela rua principal com as mãos atrás da cabeça, sorrindo para todo mundo que passava.

    — “Bom diaaa!” — acenou para um grupo de aprendizes na academia. — “Cuidado com os shuriken, hein! Não joguem no amiguinho!”

    As crianças acenaram, algumas riram, outras ficaram nervosas demais para responder. Era difícil não sentir a presença dele — o chakra do Hokage parecia aquecer o ar.

    Hashirama continuou, mas parou ao ver um telhado levemente torto numa das casas recém-construídas.

    — “Hm… isso está perigoso.”

    Sem pensar muito, subiu no telhado com um salto, colocou a mão na madeira e deixou o mokuton fluir suavemente. As vigas se alinharam sozinhas, como se obedecessem ao toque dele.

    — “Agora sim.” — Ele sorriu satisfeito.

    Desceu de novo… apenas para ouvir:

    — “HASHIRAMA!”

    A voz de Tobirama ecoou pela rua. Hashirama deu uma leve encolhida de ombros.

    — “Eu juro que não fiz nada demais dessa vez…”

    Tobirama surgiu bufando, carregando papéis.

    — “Você tinha uma reunião há quarenta minutos! Com representantes de três clãs! Você esqueceu?!”

    — “Eeeeu… estava garantindo a segurança arquitetônica da vila!” — respondeu, orgulhoso, apontando para o telhado.

    Tobirama massageou a testa.

    — “O telhado não ia matar ninguém, irmão.”

    — “Mas podia.” — Hashirama cruzou os braços, como se isso encerrasse o debate.

    Tobirama respirou fundo, desistindo do argumento, e entregou uma pilha de documentos.

    — “Assine isso. Antes que eu amarre você na cadeira.”

    Hashirama pegou os papéis com um sorriso grande demais.

    — “Claro, claro! Mas antes…”

    Ele se virou para a vila, observando as ruas vivas, o comércio nascendo, as famílias caminhando em paz. Ver aquilo existindo — de verdade, não só nos sonhos dele — ainda parecia milagroso.

    — “Nossa casa está crescendo tão rápido…” — murmurou, com orgulho nos olhos.

    Tobirama suspirou de novo, mas dessa vez o canto da boca dele quase subiu.

    Hashirama respirou fundo, estufou o peito e bateu palmas.

    — “Certo! Vamos lá! Primeiro Hokage em ação!”

    E saiu trotando rumo ao prédio do Hokage, derrubando quase todos os documentos no caminho, enquanto Tobirama corria atrás dele resmungando como sempre.

    A vila já existia. E com Hashirama nela… ela pulsava vida.