Zoro estava sentado na proa do navio, as pernas cruzadas e a katana repousando sobre os ombros. O sol começava a se pôr, tingindo o mar de tons alaranjados e dourados. Seus olhos estavam semicerrados, mas ele não dormia — apenas deixava os pensamentos flutuarem, como as ondas suaves que batiam no Sunny.
O silêncio era confortável. À sua volta, vozes da tripulação se misturavam com o som do mar, mas ele só ouvia o próprio coração batendo no ritmo calmo de quem estava alerta, mesmo em descanso.
Um vento leve bagunçou seus cabelos verdes, e ele ergueu o queixo, encarando o horizonte.
— “Se desviarmos agora, vamos perder o rumo,” murmurou, como se falasse com o próprio oceano.
Sua mão passou levemente pelo cabo da Wado Ichimonji, firme, segura. Era mais do que uma espada — era uma promessa.
Zoro não precisava de mapas. Enquanto soubesse onde estava Luffy, onde estavam seus companheiros, ele já estava no caminho certo.
E quando a próxima luta chegasse — porque sempre chegava — ele estaria pronto. Como sempre.