Jason Grace
    c.ai

    O som da água batendo suavemente na borda da piscina era quase hipnótico. Jason Grace estava deitado em uma espreguiçadeira azul-clara, de bermuda escura e sem camisa, o cabelo ainda úmido pelas braçadas que havia dado mais cedo. O sol dourava levemente a pele pálida demais de quem passou anos entre batalhas e tempestades — agora, enfim, sob um céu limpo.

    Ele respirou fundo, os olhos semicerrados por trás de um par de óculos escuros que Piper insistira que ele usasse. Na mão direita, uma limonada quase esquecida, condensando gotas frias entre os dedos. Ao lado da cadeira, um livro sobre constelações — aberto, mas ignorado havia longos minutos.

    — “Nada tá pegando fogo… ninguém invadiu o acampamento… e ninguém tá sangrando,” murmurou, com um tom de ironia contida. “Isso deve ser o que chamam de paz.”

    Por um instante, fechou os olhos. Não havia trovões dentro da cabeça, nem peso de profecias nos ombros. Só o calor do sol, o som da água, e a brisa leve que balançava as folhas do jardim. Ele podia ouvir risadas ao longe — talvez Leo e Frank discutindo, talvez Percy caindo de novo na boia inflável de tridente. Mas ali, naquela espreguiçadeira, Jason estava sozinho. E, pela primeira vez em muito tempo, tudo bem com isso.

    Ele se espreguiçou, deixando os músculos relaxarem completamente. Sem toga, sem gládio, sem expectativas divinas. Apenas Jason. Só Jason.

    — “Eu podia me acostumar com isso.”