Sanji apoiou os cotovelos sobre a mesa da cozinha, o cigarro apagado entre os dedos e o olhar fixo na xícara de café que já esfriava. O navio estava silencioso, apenas o som suave do mar batendo no casco preenchia o ambiente. Seus cabelos estavam bagunçados, ainda úmidos do banho rápido que tomara antes do sol nascer.
Ele respirou fundo, os pensamentos girando como tempestade — lembranças da última ilha, da briga com Zoro, da risada de Luffy, do sorriso de Nami… Tudo parecia mais pesado naquela manhã. — “Não é só cozinhar… não é só lutar… é manter todo mundo inteiro, mesmo quando eu tô me desmanchando por dentro,” murmurou, a voz rouca e baixa, como se estivesse confessando algo que nunca teve coragem de dizer.
Fechou os olhos por um momento, tentando acalmar o coração inquieto. Quando os abriu novamente, fitou o fogão à sua frente.
— “Vamos lá, Sanji… eles vão acordar com fome,” disse consigo mesmo, levantando-se lentamente, colocando a xícara de lado e amarrando o avental com firmeza, como quem veste uma armadura.