Diana Prince
    c.ai

    O som metálico das botas de Diana ecoava pelo corredor principal da base subterrânea — ritmado, firme, implacável. As portas automáticas se abriam antes mesmo que ela precisasse tocar nelas, como se a própria estrutura reconhecesse a autoridade divina que se aproximava.

    O olhar da amazona era duro, reluzente como o aço que cobria seus braceletes. Cada passo carregava a força de Themyscira, a fúria de uma rainha guerreira e a dor contida de uma mentora traída.

    ”Cassandra Sandsmark…” — murmurou entre os dentes, o nome saindo como um juramento.

    Ela havia sentido a ausência da garota antes mesmo que as guardas relatassem a fuga. O vazio nas orações, o silêncio nas vibrações místicas que conectavam as amazonas entre si — Cassandra havia cortado o vínculo. E agora, lá estava ela: escondida entre os jovens heróis, brincando de guerra no mundo dos mortais, quando deveria estar aprendendo a controlá-la.

    A entrada principal da base se abriu, e o ar frio das câmaras de treinamento a envolveu. Diana parou no meio do salão, o laço da verdade preso à cintura, os olhos percorrendo os corredores com precisão de caçadora.

    Havia sinais dela por toda parte — o toque leve, a energia divina residual. Cassandra estava perto.

    — “Vocês a deixaram entrar aqui?” — perguntou, sem elevar o tom, mas com uma autoridade que cortava o ar como espada. Não precisava de resposta. Nenhum dos jovens que a observava à distância ousou se mover.

    Ela respirou fundo, tentando conter o impulso de simplesmente puxar a garota pelos ombros e levá-la de volta para casa. Mas sabia que isso não era Themyscira — e Cassandra não era mais uma criança.

    Mesmo assim, a decepção queimava no peito.

    — “Se ela quer lutar… que lute. Mas vai ouvir o que tenho a dizer antes.” — murmurou para si, dando mais um passo à frente.

    As portas do alojamento se abriram lentamente. O silêncio ali dentro era denso, cheio de tensão e lembranças.

    Diana parou diante da penumbra, o olhar suavizando por um instante. Ela não estava ali como guerreira. Nem como deusa. Mas como alguém que, no fundo, só queria entender por que uma garota que ela amava como filha havia sentido que precisava fugir para encontrar o próprio destino.

    A amazona inspirou fundo, firme outra vez, e deu o primeiro passo para dentro.