Sanji caminhava pelos corredores silenciosos do Sunny, os passos ainda descalços contra o chão de madeira polida. O sol da manhã já filtrava pelas janelas, dourando os contornos de seu rosto e acentuando as olheiras que ele fingia não notar. Passou uma das mãos pelos cabelos loiros, bagunçando-os ainda mais enquanto o aroma suave de sal e vento invadia seus sentidos.
Ao dobrar a esquina, parou diante da porta da cozinha. Ficou ali, por um momento, apenas observando a maçaneta, como se estivesse prestes a entrar em território sagrado. Seu corpo relaxou um pouco, mas os olhos mantinham um certo peso — pensamentos presos entre lembranças e preocupações não ditas.
Inspirou fundo. O cheiro de farinha esquecida na noite anterior ainda flutuava no ar. Um canto sutil de nostalgia se formou em sua expressão, mas ele não se moveu.
“Mais um dia, chef…” murmurou para si mesmo, antes de virar-se e seguir adiante, como se tivesse apenas ido até ali para lembrar a si mesmo do que ainda o mantinha de pé.