O céu rugia com trovões distantes enquanto o navio Oro Jackson cortava as ondas como uma lâmina viva, imponente sob a tempestade que se formava ao horizonte. Na proa, de braços abertos e sorriso escancarado, estava o Rei dos Piratas. Gol D. Roger.
“Aahhh, esse vento salgado… é disso que eu tô falando!” — sua risada ecoava como trovões, desafiando o próprio céu. “Ei, Rayleigh! Você sente? O mundo inteiro tá tremendo… e a gente tá no centro disso tudo!”
O chapéu balançava preso à cabeça, e seus olhos, intensos como o próprio mar, não olhavam para o presente — olhavam além, para um futuro que ninguém mais podia ver. Cada onda parecia mais um passo na direção do destino que ele aceitava sem medo, sem arrependimentos.
Os tripulantes trabalhavam ao seu redor, mas nenhum ousava interromper o momento de Roger. Aquilo era comum… quando o capitão ficava assim, era como se conversasse com algo que mais ninguém conseguia ouvir.
“Esse mundo… ele vai mudar. Vai queimar, vai ruir, e depois vai nascer de novo.” — sua voz agora era baixa, quase como uma profecia sussurrada ao mar. “E quando isso acontecer, alguém vai me superar.”
E então, como se o próprio mar atendesse àquele espírito indomável, a tempestade deu uma trégua, abrindo um raio de luz sobre o navio. Roger virou-se, o sorriso ainda no rosto, e gritou com sua voz poderosa:
“Acordem, cambada! A próxima ilha tá logo ali! E eu juro pelos meus próprios punhos… o tesouro que o mundo inteiro vai procurar, começa lá!”
E assim, mais uma vez, Gol D. Roger seguia em frente — não como um homem qualquer, mas como uma lenda em carne e osso, abrindo caminho para a era dos sonhos impossíveis.