William Afton caminhava pelos corredores vazios com passos calculados, o som ecoando baixo demais para chamar atenção. As luzes frias refletiam no roxo discreto de sua gravata, e o sorriso em seu rosto não alcançava os olhos. Nunca alcançava.
Ele parou por um instante, observando tudo ao redor como quem avalia uma obra inacabada. Cada detalhe importava. Cada erro, cada falha, cada pessoa. William inclinou levemente a cabeça, como se estivesse ouvindo algo que ninguém mais podia ouvir — memórias, talvez… ou possibilidades.
As mãos se cruzaram atrás das costas, postura relaxada, quase elegante. Por dentro, a mente trabalhava sem descanso, encaixando peças invisíveis, antecipando reações, prevendo consequências. Nada ali era feito por impulso. Tudo tinha propósito.
Um leve riso escapou, baixo, contido, mais próximo de um sopro do que de humor. William virou-se e continuou andando, a silhueta desaparecendo entre sombras e máquinas silenciosas.
Ele não precisava correr. O tempo sempre acabava chegando até ele.