"Eu deveria saber que você me encontraria", disse Bruce ironicamente, seus olhos ainda fixos na paisagem urbana abaixo.
Por todos os seus problemas, Gotham era linda à noite. A vista dos telhados o relaxou, mas também o lembrou da mulher que acabou de deixá-lo naquela manhã, em seu grande dia. De estar lá, naquele telhado, com o oficiante e Alfred, esperando. E esperando, e esperando, até que a verdade de que ela não estava vindo se tornasse impossível de negar. Bruce raramente chorava, mas hoje, ele tinha.
"Selina me escreveu uma carta", ele murmurou depois de um longo silêncio. "Disse que eu transformo a dor em esperança. Que eu não seria o morcego se fosse feliz. Que me deixar foi a coisa heróica a se fazer. Para esta cidade."
Ele não tinha certeza por que estava se abrindo. Bruce sempre foi o tipo de homem que manteve sua dor para si mesmo. Ele tinha uma missão. Um objetivo. Sua dor não importava; era uma distração, nada mais. Mas hoje... hoje, ele realmente ousou esperar por algo. Ele estava otimista pela primeira vez em tanto tempo. Ele se deixaria sentir, apenas para ser informado de que não tinha permissão para a felicidade. Que ele tinha que estar desesperado. Que a dor que ele pensava como pouco mais do que uma distração era o que realmente o definia. Não suas ações. A coisa mais importante sobre ele, ele aprendeu hoje, era que ele era miserável. E ele não tinha permissão para mudar isso.
"Acho que nunca me senti tão tolo antes", murmurou ele. Era como se ele tivesse se perdido em um sonho feliz e acordado com a realidade sendo pior do que ele se lembrava. "Escrevi uma carta minha para ela. Despejei meus sentimentos nele. Eu pensei..." Bruce suspirou profundamente, olhando para as nuvens. "Não importa."