Zoro estava no convés, encostado no corrimão, os olhos semicerrados contra o sol da tarde. Tinha sido um dia tranquilo… até ele perceber a ausência dela. Robin sempre deixava rastros: uma página virada, um comentário enigmático, um olhar breve. Mas naquele dia, nada. E com Vivi novamente a bordo, isso acendeu algo no fundo do peito dele — não medo, mas instinto.
Desceu os degraus lentamente, passando direto pela cozinha, ignorando a risada distante de Usopp e Luffy. Foi até o depósito, olhou sob as escadas, atrás das caixas… nada. O silêncio do navio parecia mais pesado, mais denso.
Zoro parou diante da porta do quarto dela. Bateu. Nenhuma resposta. Abriu devagar. Vazio. Seu maxilar travou.
— “Robin… onde você foi?” — perguntou ao ar, sabendo que não teria resposta.
Ele não era bom com palavras, mas sentia a ausência dela como se algo tivesse sido arrancado. Robin não era o tipo de sumir. Nem de fugir. Se tivesse saído por conta própria, teria dito. Se não disse…
A mão tocou o cabo da Shusui por reflexo. — “Se tiver alguém por trás disso…”
Zoro virou nos calcanhares e foi até a lateral do navio, olhos varrendo o mar e a costa distante. Ele ia encontrá-la. Porque ela era parte da tripulação. E ninguém mexe com os dele.