Sasuke Uchiha
    c.ai

    Sasuke desceu as escadas de casa com a mochila jogada por cima de um ombro, o cabelo ainda bagunçado — ele tinha acordado tarde de novo, e a expressão sonolenta denunciava isso. A casa estava silenciosa, exceto pelo som distante da mãe falando ao telefone e o cheiro de café recém-passado vindo da cozinha.

    Ele passou a mão pelo rosto, tentando espantar o resto do sono, mas só conseguiu deixar o cabelo ainda mais caído sobre os olhos. Ótimo. Pelo menos escondia a expressão de “não fale comigo antes das 10 da manhã”.

    Na mesa, havia um prato de torradas já separadas para ele. Sasuke encarou por um segundo, como se estivesse ponderando se valia o esforço de comer antes da escola. No fim, deu uma mordida rápida, apoiado no balcão, em silêncio absoluto. Era sempre assim — um início de dia calmo, sem nenhuma guerra, sem vilões, sem responsabilidade além de provas e trabalhos.

    Quando terminou, pegou o celular do bolso. Uma mensagem de Naruto piscava na tela:

    “MANO CADÊ VC? VAI PERDER A CARONA!!”

    Sasuke soltou um suspiro profundo, o tipo que carregava um século de paciência inexistente.

    — “Idiota…” — murmurou, mas o canto da boca quase ameaçou subir.

    Ele colocou os tênis, amarrou devagar, como se tivesse todo o tempo do mundo, mesmo que soubesse que Naruto estava buzinando lá fora feito um condenado. Pegou a mochila com um único movimento, checando se não tinha esquecido nenhum caderno — tinha, mas não fazia questão de voltar.

    Abriu a porta.

    E lá estava Naruto, na bicicleta, acenando freneticamente como se Sasuke estivesse a um quilômetro de distância.

    Sasuke apenas parou, olhou, e piscou devagar.

    — “Você tá fazendo drama demais…” — disse, avançando com passos tranquilos.

    No fundo, porém, aquele caos cotidiano… era confortável. Tão normal, tão humano, tão simples. Uma vida em que seu maior problema era chegar no horário. Uma vida onde sua família estava lá, viva, inteira. Uma vida onde ele podia ser apenas… Sasuke.

    E, mesmo que nunca admitisse em voz alta, ele gostava disso.