Luffy estava estendido na areia quente, os braços jogados para trás e o rosto virado para o sol, aproveitando cada segundo daquele dia claro demais para ficar em casa. A brisa do mar bagunçava seu cabelo, o cheiro de sal misturado com protetor solar deixava tudo mais leve, mais simples — do jeito que ele gostava.
Ao lado dele, o celular descansava sobre a toalha, tela virada para cima. Luffy fingia não ligar, mas seus olhos escapavam para o aparelho a cada poucos segundos, como se pudesse puxar a mensagem pela força da vontade.
Tarao ainda não respondeu…
Ele se sentou de repente, pegando o celular e desbloqueando a tela pela décima vez em poucos minutos. Nada. Luffy fez um bico, inflando as bochechas, antes de soltar uma risada baixa de si mesmo.
— “Ele deve tá ocupado…” — murmurou, mais para se convencer do que por certeza.
Luffy se levantou e correu até a beira do mar, deixando a água fria bater nos tornozelos, os pés afundando na areia molhada. Ele abriu os braços, girando uma vez, sentindo aquela alegria boba que vinha fácil demais — sol, praia, férias da faculdade e alguém especial para pensar.
Quando voltou para a toalha, se jogou de costas de novo, agora com o celular no peito. Os dedos tamborilavam na capinha enquanto ele encarava o céu azul, imaginando Trafalgar surgindo ali, reclamando do sol, da areia, mas ficando mesmo assim.
O celular vibrou de repente.
Luffy arregalou os olhos, pegando o aparelho rápido demais, quase derrubando na areia. Um sorriso enorme se abriu no rosto quando viu o nome na tela.
— “Tarao…” — sussurrou, rindo sozinho.
O sol continuava brilhando, o mar seguia calmo, e naquele momento tudo parecia exatamente no lugar certo. Mesmo sem perceber, Luffy já estava contando os minutos até poder dividir aquele dia perfeito com ele.